SeminárioO fenômeno das redes sociais Twitter ainda não gera uma receita condizente com a quantidade de usuários que o acessam, em um processo que vale para outros nomes conhecidos, como o Youtube.
Mas o seu co-fundador Biz Stone, ao ser questionado durante palestra no Festival de Cannes sobre se aproveitaria o maior evento da publicidade mundial para estabelecer uma nova fase da vida da rede e transformá-la em uma máquina de fazer dinheiro com publicidade, abriu as portas para acordos que favoreçam agências e anunciantes. “Estamos focados na rede e na experiência do usuário, mas dá para experimentar, e exibir mais do que só links na página”, revelou o executivo. Recentemente, o Twitter ganhou mais uma arma para atrair anunciantes, com a inaguração da ferramenta de busca.
Sua presença em Cannes parece ser um forte indicativo de que o Twitter está de olho no mercado. “Estou aqui para ver o que está acontecendo com as grandes marcas e porque acredito que a criatividade é um recurso renovável”, afirmou, sem entrar em mais detalhes.
De qualquer modo, ele ressalta que mesmo estando diante de um momento em que as pessoas passam a privilegiar a troca de mensagens no domínio social, e não mais privado (como no caso do e-mail), estamos ainda em uma fase de experimentação no que tange ao modelo de propagação de conteúdo profissional nas redes. Mas ele deixou um recado claro para as marcas que ainda não se atentaram para as redes sociais: "Faça uma busca pelo nome da empresa e veja o que estão falando dela. Você poderá ver que alguém está falando mal, e você pensa: 'quem é ele e o que está fazendo?. A resposta é simples: ele fez um tweet", brincou.
Sobre receitas, ele disse que a empresa não tem planos para lançar algum serviço para anunciante que se aproveite, por exemplo, das fotos do Twitter, e que todas as decisões precisarão ser muito bem pensadas. “Queremos gerar receita já nesta ano, mas não bilhões. Precisamos analisar e decidir o valor que determinada solução adiciona, por um lado, ao Twitter, e, de outro, às marcas e agências”, pondera. “O mais importante agora não é ganhar receitas, mas mostrar que estamos construindo uma rede de negócios”, completa, antes de concluir “Ainda não sabemos o que somos”.
Stone disse ainda que o Twitter não se enxerga como uma rede social. A afirmação veio durante um momento de sua palestra na qual ele comentava sobre uma possível rivalidade entre Twitter e Facebook. Para Stone, sua rede assume um papel mais complementar diante dos rivais. “Há muitas pessoas no Facebook e eles fazem um grande trabalho em conectar gente. O Twitter está mais para uma rede de comunicação, notícias de última hora e informação, que ajuda as pessoas a descobrir e dividir conteúdos”, opina.
Diante disso, ele disse que o Twitter não é exatamente complementar à mídia tradicional, mas que esta deve seguir com sua função de contar histórias. Ele disse ser necessário que haja espaço para os dois, de modo que tudo o que ocorre no Twitter faça sentido.
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