SemináriosDentro das disciplinas da comunicação digital, o mobile marketing ainda é uma das menos compreendidas. Para debater os mitos em torno desse meio, que tem na portabilidade seu grande diferencial em relação às outras mídias, os especialistas Leo Xavier (Ponto Mobi) e Ricardo Longo (Fingertips) são os convidados do ProXXIma para o painel Digital Short - Curto e Direto, em que terão a missão de mostrar suas visões sobre soluções e aplicativos do mundo digital voltados ao marketing. E, se o interesse pelo assunto serve de mola propulsora, Xavier vai trazer para sua apresentação uma boa notícia. Segundo uma pesquisa da Mobile Marketing Association, que tem mais de 700 associados em todo o mundo, entre anunciantes, agências e operadoras de telefonia, o público brasileiro é o mais receptivo a mensagens publicitárias pelo celular: 74% dos entrevistados pela MMA afirmaram não se incomodar em receber esse tipo de conteúdo. Xavier promete trazer a lista com as estatísticas dos demais países pesquisados.
"Desafio todos na plateia a me responderem: já receberam publicidade no celular que não tenha sido solicitada ou permitida?" E este é um dos primeiros mitos que Xavier promete derrubar em torno dessa discussão: a invasão da privacidade. Segundo ele, um dos diferenciais da boa prática da publicidade via celular é que as operadoras não enviam esse tipo de mensagem sem uma prévia aprovação de seus clientes. Em relação aos 220 projetos que já coordenou nos dois anos em que sua empresa existe - o RBS detém 30% de participação desde o ano passado -, Xavier afirma que a principal diretriz sempre foi promover ações que estimulem os consumidores a solicitar aplicativos em seus aparelhos. "São aqueles casos em que eles veem uma oferta num anúncio e solicitam o conteúdo enviando um código à operadora, que, assim, envia o aplicativo. As marcas já perceberam que bela ferramenta de ativação elas têm à disposição", explica Xavier. Seu mantra para esse tema é que "o papel da mobile marketing é hoje o grande hyperlink da mídia off-line".
Outro mito que ele considera uma "falácia" é a suposição de que as operadoras de telefonia seriam desorganizadas em termos de tratar o mobile marketing como negócio. "Dizem que são uma bagunça, o que é uma grande mentira. Isso ocorre porque muitas agências e anunciantes que não dominam o assunto preferem culpar as operadoras por seus fracassos, em vez de admitir que ainda são incompetentes para elaborar estratégias adequadas", afirma Xavier.
Ricardo Longo, sócio-diretor geral da Fingertips, vai focar sua apresentação no iPhone, aparelho lançado pela Apple no ano passado que funciona como celular, iPod e outros 80 mil aplicativos. Para ele, o fascínio que o iPhone desperta no público em geral está fazendo com que pessoas invistam tempo e dinheiro para aprender a usufruir todas as suas funcionalidades. "Ele abre um mundo de possibilidades. A Apple criou dentro do iPhone um ecossistema de aplicativos e acessórios", explica Longo, apostando que o terminal móvel será um segmento à parte dentro do mobile marketing, já que a maioria dos celulares não oferece mais do que 50 opções de aplicativos e o Blackberry, cerca de mil, segundo ele. "Esse é um caminho no qual muitas empresas querem investir hoje, pela segurança que é oferecida no retorno sobre investimento. O iPhone é uma mídia à parte", diz Longo.
© Meio & Mensagem 2009