Com a entrada da Escala em São Paulo, a minha vida na ponte aérea se intensificou bastante. Numa das últimas viagens de bate-e-volta a bordo da Gol, consegui um assento na primeira fileira do avião (graças à over-extensão das pernas do meu companheiro de viagem Régis, que não cabem em qualquer espacinho entre-fileiras).
Tenho aproveitado essas quase duas horas a bordo pra colocar as leituras em dia.Assim que a porta fechou, peguei meu livro. Logo em seguida, uma das aeromoças começou a recitar as instruções de segurança. Como o livro era meio cabeludo e exigia uma concentração especial, resolvi esperar o final do comunicado de bordo. E, sem ter o que fazer, meio sem pensar muito, comecei a acompanhar a mímica da aeromoça que, bem do meu lado, traduzia naqueles gestos que todo mundo conhece as instruções que saiam pelos alto-falantes. &...