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"Uma das melhores coisas que aprendi na publicidade foi NÃO fazer publicidade. A gente usa tantas referências de cinema, música, literatura e pintura que um dia acaba querendo criar mais do que anúncios ou filmes. No meu caso, redator há mais de 15 anos, a linguagem coloquial e objetiva que uso no dia a dia me ajudou a escrever o Copacubana, meu primeiro romance (e a cortar do texto os adjetivos que a gente é obrigado a usar na propaganda). Como não aguento mais o politicamente correto, eu quis fazer um livro politicamente pervertido. Começando pelo prefácio do ator Paulo César Peréio, que teve toda a liberdade para falar o que quisesse de mim e do livro. Meu personagem principal é um homem irônico, obcecado por garotas feias e suburbanas. E mostra ao leitor um mundo particular, uma “Havana carioca” surgida do encontro com um escritor cubano que vem ao Rio participar de um estranho congresso literário.” (O redator assina o livro como Hector Bisi.)
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