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“Sempre me pareceu natural a analogia de uma escola de samba com uma agência de propaganda. Ambas têm um diretor de criação (o carnavalesco); ‘jinglistas’ (os compositores); assistentes de arte (os artesãos); prazos para entrega (o dia do desfile) e clientes fiéis (a comunidade e os foliões). É fácil entender, então, porque este universo me encanta muito antes da faculdade de Comunicação. Além de desfilar, já maquiei alas, produzi fantasias sob o comando do saudoso Joãosinho Trinta e participei de ensaios. Essa paixão nunca esteve fora do expediente, porque a alegria, o jogo de cintura e o trabalho árduo (inerentes a qualquer integrante de um barracão) batucam dentro de mim no dia a dia da agência. Por isso, ao receber o convite para ser jurado de enredo dos desfiles das escolas do Grupo Especial do Rio, aceitei o desafio como um grande e importante job. E assim como nos Festivais de Publicidade em que julguei ou fui julgado, sinto-me triste quando não recebo ou não consigo dar 10. Mas sei também que, sem demagogia, todos que colocam o bloco na rua já são verdadeiros campeões.”
Crédito: Divulgação