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"Tudo conforme a tela que se vê"

Sócio do Grupo Ink e um dos precursores da videoarte no País, Tadeu Jungle estreia em dose dupla na sétima arte após conquistar o mercado publicitário e o de TV
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Tadeu Jungle, sócio do Grupo Ink Crédito: Diego Bianchi

Time de futebol: São Paulo
Hobby: andar e pensar
Livro: agora, Nietzsche, e sempre um livro autoral sobre realizadores de cinema
Música: Caetano Veloso, sempre
Viagem: Veneza a cada dois anos na época da Bienal de Artes

Com o slogan “Cinema e/ou TV, tudo conforme a tela que se vê”, alunos da ECA-USP fundaram um grupo de vídeo batizado de TVDO (leia-se TV Tudo) que antecipou nos anos 1980 o conceito de produção em múltiplas plataformas, muito em voga no mundo digital. Tadeu Jungle, sócio do Grupo Ink, era um deles. “Já tínhamos essa antevisão. Não importava a tela. Fizemos muita videoarte, videoinstalações e curtas. Todos os vídeos foram premiados”, recorda.

Ainda nos anos 1980, estreou na televisão quando um professor o chamou para um teste. O programa, ele lembra, era meio careta. Mas com influências de Glauber Rocha e Chacrinha, A Fábrica do Som pintou na tela da TV Cultura com cores mais vibrantes. “Foram dois anos de revolução na música em São Paulo, Porto Alegre e Brasília. Abrimos espaço para bandas. Em meio à transição para o regime democrático, o programa prezava muito a liberdade”, aponta.

O encontro com a publicidade viria mais tarde, na década de 1990, a partir de um convite da diretora Lea Van Steen. Jungle dirigiu uma série de dez comerciais criados pela W/Brasil para a Folha de S.Paulo usando personagens como José Simão e Paulo Lima. As produções misturavam cinema, videoarte e animação, e o resultado gerou outros 50 filmes para a Folha e novas oportunidades de trabalho.
Numa delas, Washington Olivetto lhe passou uma produção para a Rider. O filme, embalado pela canção Descobridor dos Sete Mares, de Tim Maia, interpretada por Lulu Santos, o transformou na bola da vez no mercado de diretores de publicidade. 

O sucesso iniciou um período de mais de 14 anos de intenso trabalho na área, principalmente em parceria com a W e a Almap¬BBDO, que foram suas grandes escolas.
Mesmo imerso no mercado publicitário, Jungle continuou produzindo para todas as plataformas possíveis. Mas 2011 é um ano de destaque para sua trajetória, pois marca sua volta para a TV (como diretor de criação de conteúdo da Band) e a estreia no cinema.
 
E o début na sétima arte foi em dose dupla: com o longa-metragem Amanhã Nunca Mais, que conta a história de uma noite extraordinária na vida de um homem que não sabe dizer “não” (personagem interpretado por Lázaro Ramos), e o documentário Evoé – Retrato de um Antropófago (com Elaine Cesar), sobre o ator, diretor e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina, que mostra depoimentos recentes e imagens históricas. “Aprendi a linguagem fazendo cinema. As críticas foram excelentes, o que me ajuda a fazer o próximo”, conta o diretor.

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Filme para Rider (W/Brasil) Crédito: Divulgação

 
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Comercial de Ruffles (AlmapBBDO) Crédito: Divulgação

 
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Campanha Mastercard (WMcCann) Crédito: Divulgação

 
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Série de TV Amor em 4 Atos Crédito: Divulgação

 
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Longa-metragem Amanhã Nunca Mais Crédito: Divulgação

 
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Documentário Evoé - Retrato de um Antropófago, sobre o ator, diretor e dramaturgo Zé Celso Crédito: Divulgação/Tadeu Jungle

 

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