patrocínio ››
De estagiário a sócio de Nizan Guanaes, Sérgio Magalhães largou a arquitetura para trilhar uma trajetória de sucesso na propaganda brasileira Crédito: Divulgação
Idade: 37 anos
Arquiteto mais admirado: Frank LLoyd Wright
Designer mais admirado: Naoto Fukasawa
Produto com a melhor solução em design: iPad
Hobby: Trabalho e Triathlon
Família: casado, três filhos
O publicitário Sérgio Magalhães, co-presidente e vice-presidente de criação da Rede 106, agência pertencente ao Grupo ABC, entrou na sala de Guga Valente em 1995, como estagiário. Quinze anos depois saiu como sócio do executivo que hoje comanda o conglomerado de comunicação erguido por Nizan Guanaes.
Na época, a vaga em questão era para a cobiçada DM9 e o jovem arquiteto não hesitou em deixar de lado as plantas e croquis da formação em arquitetura para edificar uma apaixonante carreira na propaganda.
A intensa e anônima rotina de iniciante, porém, estava longe do glamour exaltado pelos criativos brasileiros. “Era o primeiro a entrar e o último a sair. Virei workaholic”, relembra Magalhães. Na época, ele tinha 25 anos e resolveu tomar a decisão que culminaria na primeira grande virada da sua trajetória como publicitário. Inscreveu-se no Young Creatives, às vésperas do prazo final para a entrega dos trabalhos, e acabou sendo o único profissional da DM9 a ganhar o prêmio, no ano de 1999.
“Cheguei a desistir porque não havia pensado em nada relevante o suficiente para concorrer. Fui para o Carnaval de Ribeirão Preto e lá comecei a riscar alguns layouts. Voltei correndo para a agência e de uma noite para outra minha pasta estava pronta”, conta Sérgio.
Finalmente efetivado, o young creative chegou a diretor de arte e acabou descobrindo uma habilidade que deu impulso ao segundo pulo de sua vida profissional. Talvez herdado dos tempos da arquitetura, o talento para o design passou a desenhar o rumo que a sua carreira tomaria nos anos seguintes.
Em meados de 2000, a DM9 montou uma equipe para participar de uma concorrência feita pela British American Tobacco (BAT), dona da Souza Cruz. A agência não só venceu a disputa, como Sérgio Magalhães ganhou um time com cerca de 20 pessoas, dando origem a uma área exclusivamente voltada para projetos “beyond the line”.
Dessa época, surgiram trabalhos para os cigarros Lucky Strike, a reformulação da identidade visual do Ponto Frio, além de trabalhos para os postos Esso e a cerveja Bohemia. “Nossos insights passaram a abastecer todas as unidades da agência”, acrescenta o criativo, que liderou a divisão até 2005, quando decidiu abrir as portas da sua própria agência, a Centoeseis.
Depois de dez anos, despediu-se da DM9, mas sem colocar um ponto final nessa história. Logo, a Centoeseis despontou no mercado, com uma forte atuação em design e percepção digital. Mas o seu caminho “solo” não duraria muito. Em 2010, veio o convite para retornar ao Grupo ABC por meio da fusão com a Rede, numa operação que deu origem à Rede 106, a sexta agência de publicidade pertencente à extensão A da holding de Guanaes.
“Agradeci ao Guga e ele respondeu dizendo que era mérito meu”, orgulha-se Magalhães. De estagiário a sócio de um dos grupos mais prestigiados da publicidade brasileira, Sérgio apresenta, assim, “a grande virada” de sua vida.