patrocínio ››
Crédito: Divulgação
Filmes: O Garoto e Luzes da Cidade, de Charles Chaplin; Amarcord e 8 ½, de Federico Fellini; A Saga de Antoine Doinel, de François Truffaut; Lolita, Dr. Fantástico, 2001 uma Odisseia no Espaço e Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick; Amor à Flor da Pele, de Wong Kar Wai; entre outros
Música: Bob Marley, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tim Maia, Legião Urbana, Titãs, Rolling Stones, Beatles, Led Zepplin, etc
Livros: Idoru, de William Gibson; O Duplo, de Dostoievsky; O Último Suspiro, de Luiz Buñuel; O Filho do Holocausto, de Jorge Mautner; Corto Maltese, de Hugo Pratt; Watchmen, de Alan Moore.
Hobby: cozinhar para a família e amigos e jogar botão
D esenhista, diretor de arte, artista plástico e diretor de filmes. Qualquer uma destas profissões pode ser associada a Gualter Pupo, da Hungry Man, que desde a infância mostrava a paixão pelo desenho. Paulista, foi morar no Rio de Janeiro em 1981 e fez seu primeiro curso de desenho aos 12 anos. “Já em 1984 fui parar no Parque Lage”, conta, referindo-se ao local que abriga a Escola de Artes Visuais (EAV), uma das mais conhecidas do Rio.
O contato com as artes plásticas na EAV levou o diretor da Hungry Man a achar que queria trabalhar na área, mas acabou decidindo estudar Desenho Industrial na ESDI, a mais antiga escola da área no Brasil. Foi lá que conheceu Claudio Torres, na época namorado de uma amiga. “Ele precisava de um assistente para fazer o cenário da peça Ataliba, a Gata Safira, de Hamilton Vaz Pereira, em 1987. Foi assim que virei assistente do Claudio e do Luciano Moura, e depois amigo, quase irmão, dos dois”, recorda.
Com Torres, Pupo foi parar também na área musical. Foi assistente dele no primeiro show de Marisa Monte. “Também fizemos a capa do primeiro disco dela, os cenários da turnê Quatro Estações, do Legião Urbana, e da Tempestade, a última turnê do grupo”, conta. Nessa época, a Conspiração estava sendo criada e Pupo ingressou na produtora como um estagiário de direção de arte. Por lá, fez muitos clipes e entre os trabalhos que participou já como diretor de arte estão os premiados Segue o Seco, também de Marisa Monte, além de Loirinha Bombril e Garota Nacional, ambos do Skank.
Como diretor de arte, acredita que já deve ter feito mais de 500 comercias. Os primeiros foram com Andrucha Waddington, para Riachuelo. O contato com o meio digital veio em 1999 quando trabalhou com Fabio Soares, também na Conspiração. “Tenho uma paixão pelo digital e pela animação e me dediquei a este mundo por três anos ao lado do Fabio. Fizemos muitos trabalhos como o clipe Three Little Birds, para o Gilberto Gil”, conta.
Nessa época começou a querer atuar como diretor. “Foi quando o Alex Mehedff, que era produtor na Conspiração, trouxe um filme da Hungry Man para ser rodado aqui e fui fazer a direção de arte para o Bryan Buckley, sócio-fundador da produtora”, lembra. Este primeiro trabalho foi uma campanha para a Archer’s Aqua, para a Mother, de Londres.
Logo depois vieram trabalhos como “Counterfeit” para Mini Cooper, e “Whopperettes”, para o Burger King. “A partir daí fizemos filmes cada vez maiores, foram mais de 20 em dois ou três anos”, diz. Em 2007, Mehedff alugou uma sala no Rio em parceria com a Hungry Man. “Começamos a produzir independentemente de qualquer produtora local e me convidaram para dirigir. Depois de tanto tempo junto com tanta gente incrível, atingi uma maturidade e comecei a fazer os meus filmes.” O primeiro trabalho como diretor foi um comercial da Santa Clara para a 89 FM.
Há dois anos, decidiu ir além da publicidade. “Comecei um projeto de animação para TV que está em fase de elaboração. Queremos tocar projetos com outros formatos e para outras plataformas. Também estou trabalhando em um curta-metragem que mistura live action e animação”, conta. Acompanhando este pensamento, recentemente foi apresentada ao mercado a Hungry Man Projects. “Faremos projetos diferenciados, mais voltados para o cross branding, cross media e branded content”, adianta.