Nos idos de 1988, um então jovem curta-metragista iniciava suas tentativas como diretor de TV. Seus primeiros passos foram dados para dentro da saudosa TV Manchete, o que significava que o curta-metragista iria dirigir uma novela - ou melhor, uma novela de Glória Perez: “Carmem”. Mesmo diante desta responsabilidade, toda a emissora soava amadora, éramos um bando de curta-metragistas! Talvez persista aí a razão do meu amor pela TV Manchete, artisticamente capitaneada por ninguém menos que o romancista Carlos Heitor Cony. Nas reuniões em sua sala, Glória e eu sorvíamos comentários sempre originais sobre literatura, jornalismo, cinema, teatro e o que mais surgisse. Em poucas horas aprendia-se muito. A TV Manchete era uma escola, mas uma escola mambembe, onde todos faziam de tudo um tudo.
Na rua do Russel os diretores deveriam estar capacitados não só a dirigir as cenas, mas tamb&eacut...