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Grandes anunciantes dos EUA investirão menos em programática em 2017?

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Programmatic

4 de janeiro de 2017 - 7h12

Estudo anual da Hanakin Marketing, empresa especializada em mídia de performance, mostra que 50% dos anunciantes nos EUA ainda não se utilizam de mídia programática e que 30% dos que se utilizam avaliam que ela não é uma boa alternativa.

Numa primeira leitura, poderíamos concluir que todo o buzz que se faz em cima da mídia programática atingiu apenas metade do mercado e que pelo que dizem os entrevistados da pesquisa que já se utilizaram da plataforma, ela não é assim aquela oitava maravilha do mundo. Nenhuma Brastemp (para quem tem idade de entender a frase).

Só que talvez essa seja uma conclusão precipitada.

Possivelmente, mesmo que a mídia programática cresça enormemente, nunca vá mesmo atingir 100% do mercado, até porque para determinados setores e determinadas ações ela de fato não tem nada a ver.

Quanto aos anunciantes não estarem satisfeitos com seu uso talvez valesse uma análise mais detalhada de como essas empresas usaram as plataformas programáticas, já que é notório o mal uso e a má gestão desse recurso por parte de anunciantes ainda em fase de aprendizado e experimentação.

Seja como for, há 50% do copo vazio, o que pode, mais do que um problema, representar na verdade é uma grande oportunidade para as empresas do setor ocuparem a outra metade do mercado.

O estudo da Hanaking, que se chama State of PPC (pay-per-click) foi feito junto a decisores de marketing de vários setores econômicos e buscou avaliar como eles estão planejando investir suas verbas de marketing este ano.

Mas há de fato um dado impressionantemente negativo para o mundo programático na pesquisa: apenas 19% dos entrevistados dizem desejar investir mais de um milhão de dólares por mês em programática em 2017, quando esse número foi já de 59% em 2015.

Aí o bicho pega.

Quem tem budget para investir mais de um milhão de dólares por mês em qualquer canal de mídia, mesmo nos EUA, são apenas os grandes anunciantes e esse indicador apontaria então para uma queda substancial na intenção de investimentos nesse tipo de compra automatizada, até então entendida como uma das tendências crescentes na cena mundial da mídia.

Talvez seja cedo ainda para tirarmos aqui alguma conclusão, mas que esse é um número importante, ele é. Se o estudo da Hanakin for competente e se suas previsões se confirmarem, teremos muito a conversar sobre o tema este ano.

Taí uma previsão que até agora ninguém fez para 2017.

Vamos acompanhar.

 

 

 

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