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Os grandes negócios da indústria internacional da comunicação em 2017

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22 de janeiro de 2017 - 17h37

Vice Media deve fazer seu IPO, mas há em jogo, antes, uma possível aquisição pela Disney. Lembremos que uma das empresas investidoras da Vice Media é ninguém menos que o Grupo WPP, que portanto, é dono de uma propriedade de mídia, sendo um grupo de agências de propaganda (até prova em contrário). Também just for the records, Vice Media é considerada a queridinha das novas plataformas de tecnologia e conteúdo dos investidores, do mundo da publicidade e também de Hollywood. Porque é diferente, porque é competente, porque faz jornalismo internacional de qualidade e, principalmente, porque é lucrativa, num mar de outras propriedades que ainda desejam ser. Se ela ficar independente e fizer IPO, será um momento emblemático em que a primeira empresa de mídia do novo mundo digital chega a uma maturidade de negócios lucrativa do tipo que Wall Street adora.

Verizon compra Yahoo! Essa é barbada e vai colocar mais lenha na fogueira da competição entre os dois grandes donos da bola hoje, Google e Yahoo!, porque Verizon também é dona da AOL, uma poderosa plataforma de conteúdo 2.0 interativo e colaborativo, agora podendo contar com a capacidade de geração e gestão de dados do Yahoo! (veja reportagem que fizemos sobre isso aqui). Verizon é uma companhia do mundo telecom, o que significa uma poderosa malha de distribuição de qualquer coisa, porque companhias telefônicas têm dados e contato direto diário com os usuários de celular, que dispensam apresentações. O futuro está nas mãos deles, literalmente.

NBCUniversal cresce sua participação no BuzzFeed. BuzzFeed é um bicho estranho, cujo pilar estratégico é a geração massiva de audiência fundamentada na estupidez da internet, que adora memes e listinhas de 5 coisas disso, 10 coisas daquilo, por aí vai. E sabe o que? Funciona uma barbaridade. BuzzFeed se esforça para ter conteúdo consistente, mas seu grande asset é uma audiência massiva na internet, fãs e seguidores das bobagens que viralizam. Pois a rede NBCUniversal, bem ao contrário, uma rede de conteúdos e informação séria, começou a investir no BuzzFeed em 2015, quando aportou US$ 200 milhões. Em 2016 aportou outros US$ 200 milhões. E porque a NBCU faz isso, afinal? Audiência, público nativo da web, interação com ele, que ela, a rede de TV, não tem. E isso vale ouro, se for bem cuidado e explorado. Espera-se que essa união seja muito frutífera este ano e há informações de que BuzzFeed vai criar para a NBCU formatos de native ads, uma fonte de receita que a rede desconhece e não sabe como explorar.

Time Warner se integra no serviço de TV ao vivo do Hulu. Time Warner tem a HBO e CNN, entre outras coisas. Hulu é uma joint venture de vários estúdios de Hollywood para distribuição de seus conteúdos online. Quando você une essas coisas, nasce a possibilidade de você ter uma receita alternativa extra vinda de um segmento que deve crescer barbaramente em 2017 e nos anos que virão, que é a internet transmitindo conteúdo em live streaming. É um jeito de estar no jogo. Se essa plataforma puder distribuir também os conteúdos ao vivo das redes de jornalismo e entretenimento (CNN e HBO) que a companhia já detém, tanto melhor.

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