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Nizan, a DM9 e o seu (seu mesmo, não o deles) futuro.

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Nizan, a DM9 e o seu (seu mesmo, não o deles) futuro.

O destino da DM9 pode ser um espelho de parte relevante do destino das agências em operação no Brasil. Entenda por que.

20 de fevereiro de 2017 - 5h36

O futuro da DM9 é um espelho que reflete você, eu, todos nós.

Explica-se.

Começando pelo começo, Nizan, seus sócios e suas equipes, transformaram a DM9 numa das maiores e mais geniais agências brasileiras de todos os tempos. E numa das mais notáveis internacionalmente, graças a um trabalho criativo brilhante, que impressionou o mundo por anos seguidos, conquistando todos os prêmios e reconhecimentos que esta indústria tem para oferecer para o que há de seu melhor.

Enquanto fazia isso, Nizan construía sobre sua já igualmente brilhante carreira como profissional de criação, também de reconhecimento mundial, uma história de empresário única, que colocou seu grupo, o ABC, na posição do maior e mais bem sucedido grupo de origem cem por cento brasileira numa exclusiva lista dos maiores grupos de comunicação do mundo. Encantou tanto, que acabou sendo comprado por um deles.

Pois bem. Aí veio o que todos sabemos. Desafios novos, novas regras do jogo, clientes mais e mais exigentes, a crise brasileira, a crise estrutural do setor de agências, o tsunami digital. E uma de suas mais brilhantes obras, passou a enfrentar não tão bons momentos como os do passado.

Olhar para a DM9 hoje é olhar para um pedaço importante de nossa indústria no seu todo, porque nela estão refletidas questões emblemáticas e desafios que estão na mesa da grande parte dos empresários e executivos de agências em operação no País. São os mesmos, sem tirar nem por.

Pois o criador voltou à criatura afirmando estar pronto para ressignificá-la e transformá-la. E daí?

E daí que é possível. Porque não seria? E será tanto mais possível quanto mais a vontade e o empenho forem de fato legítimos, verdadeiros. Menos para vídeos virtuais e bobinhos de show off e mais para o negócio real.

Trata-se de encarar de frente o desafio da tecnologia e do mundo digital, de forma inteira, corajosa e profunda. Trata-se de refazer as estruturas e sacodi-las de vez. Trata-se de construir uma ponte entre um passado glorioso e o intricado presente, aquele que antigamente chamávamos de futuro.

Para os que estão duvidando ou torcendo para dar tudo errado, um lembrete: nossa indústria é uma cadeia composta de elos. A DM9 é um dos mais importantes deles. Que vantagem Maria leva no seu insucesso? Diga-me lá, coração.

Houve um tempo, que infelizmente ficou no passado, em que os empresários do setor de agências de propaganda sentavam-se juntos, mesmo sendo ferrenhos competidores, para discutir a indústria e zelar por ela, em busca do melhor para todos. E sabe o que? Rolava. Eles conseguiam. Alex Periscinotto, Roberto Duailibi, Petrônio Correa, Mauro Salles, para citar apenas alguns dentre os principais, foram os gênios deste negócio, aqueles que estabeleceram os pilares que hoje sustentam o seu feijão com arroz e o meu. Deveríamos reverenciá-los por isso todos os dias, ao acordar e ao ir dormir.

Mas as gerações de empresários que veio depois deles não tem ideia do que seja esse tipo de ação intra-corpore em pról do todo. Isso basicamente porque não se entende parte do todo, entende-se isoladamente como a melhor das partes. Fuck the rest.

Então, voltando, para os que torcem contra, um conselho: corra rápido para o espelho mais próximo e nos diga o que vê.

Para os que não se entendem parte do todo, um recado: temos todos que torcer para que Nizan e a DM9 voltem a brilhar como sempre, só que agora como uma agência totalmente transformada. Porque essa transformação será, per se, uma poderosa contribuição para o nosso avanço comum … seu, meu, de toda a indústria.

Que a Bahia de todos os santos e seus orixás iluminem os caminhos da nova DM9!

Axé!

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