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Manda seus jornalistas embora, que meu software resolve o resto pra você.

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Manda seus jornalistas embora, que meu software resolve o resto pra você.

Máquinas programadas para produzir notícias em velocidade alucinante e em quantidades impressionates já invadiram as redações de centenas de jornais em todo o mundo. Caminho sem volta para o jornalismo. E jornalistas.

15 de março de 2017 - 10h57

Os softwares que automatizam a produção de notícias não são exatamente uma novidade. Ainda mais aqui no SXSW, onde já se fala sobre eles há algum tempo.

Pois este ano pudemos assistir a um momento definitivo sobre o tema, porque os maiores jornais dos EUA, Washington Post e New York Times, entraram nessa de cabeça e possivelmente não sairão dela nunca mais.

Ambos tem em sua operação cotidiana softwares que produzem notícias nas áreas de esporte, economia, moda, saúde e outras mais, substituindo a mão de obra humana com maior rapidez e eficiência.

Em dois painéis sobre automação do jornalismo que rolaram aqui, isso ficou desesperadamente claro. Foram eles: “Future of Automated News: 2016 Election and Beyond” e “Predicting the Future os News: A CTO Perspective”.

Resumindo o que ambos os debates mostraram, é  isso mesmo: nas redações de mais de 400 publicações hoje ao redor do mundo os softwares disputam lado a lado a posição de jornalistas com os próprios jornalistas. Isso dito por editores de grandes jornais a respeito de suas próprias redações.

Funciona assim: é tudo baseado em Inteligência Artificial; os jornalistas alimentam as máquinas com bases de informações e fontes onde elas podem buscar mais informações online; colocam lá também orientações de linguagem e padrões de texto, com um número enorme e bastante variado de possibilidades (trilhões, para você ter uma dimensão) a ponto da máquina poder cuspir textos mais ou menos leves, mais ou menos objetivos, etc.; quando se trata de falar de números, como estatísticas e comparações econômicas, por exemplo, aí então as máquinas dão um show, porque fazem isso em tempo real e com base em Big Data, com uma agilidade e precisão que nenhum ser humano jamais conseguiria fazer; bom, aí, a máquina finalmente cospe uma notícia pronta e acabou. Tá no ar.

Elas podem produzir centenas e centenas de notícias em poucos minutos. E disparar para jornais e revistas do mundo todo. Não precisam nem estar alocadas na sede da publicação. São softwares, não se esqueça. Ficam na nuvem, na verdade.

E agora você nem precisa mais ter programadores e cientistas da informação e de dados na sua equipe (como têm hoje às dezenas o Washington Post e o NYT). Basta você comprar este software aqui ó … WordSmith. Vai aqui neste link, que você pode programar o software você mesmo, um leigo, que ele estará pronto para produzir notícias para você. Ah, o pacote básico custa US$ 1.000,00 por mês. Imagine isso comparado com os salários de todos nós, jornalistas. É o começo do fim para todos nós.

O que nos inquieta bastante diante de uma realidade como essa não é só qual será o futuro dos jornalistas, mas qual será o futuro do jornalismo, quando mais e mais máquinas estiverem produzindo as notícias que todos lemos mundo afora. Toda a informação do Planeta, ou algo por aí.

Pense nisso. Pois é o que vai rolar em muito breve.

 

 

 

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