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Isobar Grécia produz e vende óculos de sol e café.

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Isobar Grécia produz e vende óculos de sol e café.

We Are Eyes é a marca de óculos que vendeu 3 mil pares na Europa e chega ao Brasil em setembro. Mas houve insucessos e vários aprendizados práticos duros no caminho do Side Project.

Pyr Marcondes
4 de agosto de 2017 - 9h16

Há algum tempo registramos aqui e ali mundo afora a tendência de agências de propaganda desenvolverem produtos para seus clientes. Já é um avanço imenso e um passo estratégico mega-fora-da-caixa fazer isso. Agora a Isobar Grécia resolveu criar, desenvolver, produzir e vender suas próprias marcas de óculos de sol e café, reporta o AdAge.

Os projetos não têm como objetivo se transformar em uma nova linha de receita para a agência, mas se reverter em aprendizado sobre toda a cadeia de negócios de seus clientes, do projeto ao produto, da distribuição a venda final.

We Are Eyes é a marca de óculos: “Escolhemos óculos de sol porque é um negócio de alta margem que durante anos foi dominado por alguns palyers  importantes, mas agora está mais aberto para marcas desafiadoras”, revela Giorgios Vareloglou, um dos fundadores da agência.

Veja o comercial de lançamento do produto aqui.

Foram 10 meses de trabalho: produção, design, logística, preços e vendas. A campanha publicitária, realizada em casa e protagonizada por funcionários da Isobar, foi na verdade a parte fácil de todo o processo e demorou apenas duas semanas.

“Isso realmente nos ensinou algo”, declarou Vareloglou. “Foram as duas semanas mais divertidas, mas também foi um momento de clareza. Quando você é um especialista, você acha que sua pequena parte do negócio é a coisa mais importante, mas isso nos ajudou a ver a cena mais ampla. Desenvolver o produto é que foir absolutamente o mais importante”.

Desde janeiro de 2017, a We Are Eyes vendeu 3.000 pares de óculos de sol em toda a Europa por meio de sua loja online e deverá ser lançada no Brasil em setembro. Mas não foi tudo bem. Eles gastaram US $ 4.000 para atingir 200.000 pessoas através do Google e do Facebook quando a marca lançou na Romênia e na Bulgária, mas não vendeu um único par nesses dois países.

“Realmente isso nos ensinou o poder dos influenciadores”, admitiu Vareloglou. “Só que sem uma rede de distribuição forte nos mercados, o dinheiro foi desperdiçado”.
(Washington fez primeiro: Registre-se para a história que Washington Olivetto foi pioneiro nesse tipo de experiência, quando sua holding Prax, na época da W/Brasil, comprou com seus sócios e passou a operar a marca Dubar de bebidas, isso no início dos anos 2000. Não foi pra frente, mas a ideia de uma agência ser dona de um negócio real nasceu ali.)

Toda a experiência, no entanto, encorajou a agência grega a buscar um segundo empreendimento empresarial e criar seu próprio café. Percebendo que os 80 funcionários da agência gastaram um total de cerca de US $ 60.000 por ano no café, fazia sentido fornecer café de boa qualidade e baixo preço na agência.
Os sócios da agênciaprometeram rever os preços pra baixo a cada três meses, diminuindo o custo do café na medida em que mais pessoas comprassem. Após a primeira revisão, os preços foram reduzidos em 15%, e há planos para diminuir ainda mais, a partir do incremento de pedidos on-line e entregando localmente para expandir a base de clientes.
Para tentar fazer com que os funcionários trabalhem mais cedo, o café é gratuito na agência entre as 09H00 e 09H30. 9h30 da noite. Vem funcionando mais ou menos.
Os empreendedores veem o café como uma ótima maneira de testar o comportamento do consumidor. A partir dessa experiência, sugeriram a seu cliente Nestlé, na sua linha de sorvetes, a dar de graça o produto ao primeiro cliente do dia. Isso para testar a teoria de que o consumo de sorvete é uma das coisas mais virais que ocorre no mundo físico e que o gesto deverá incentivar a que outras pessoas consumam viralmente a marca.
Giorgos Vareloglou e Costas Mantziaris venderam sua agência, Mindworks, para a Dentsu Aegis Network em março de 2015 e, juntos, lançaram Isobar e iProspect no país em tempos difíceis economicamente, quando a Grécia foi atingida pela crise da zona do euro e dependia de uma série de resgates financeiros .
No ano passado, a receita da agência aumentou 18%. “Eu sou um otimista”, disse Vareloglou. “Somos filhos da crise, nascemos na crise e crescemos na crise. A recessão nos forçou a ser mais criativa explorando diferentes maneiras de fazer as coisas”.
No Brasil também somos filhos da crise. Que tal as agências começarem a desenvolver seus produtos por aqui também?

 

 

 

 

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