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Bob Greenberg e o futuro das agências

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Bob Greenberg e o futuro das agências

Ter a conexão e a conectividade como conceitos e instrumentos de desenho das companhias é uma transformação radical e definitiva, que espera por todas as empresas. As agências podem e devem perceber isso. E colocar em prática dentro de casa e para seus clientes.

Pyr Marcondes
31 de agosto de 2017 - 12h17

Quando Bob Greenberg fala, a gente tem que parar e ouvir.

Aqui ele vende o peixe da R/GA em seu site, eu é que fui lá fuçar e achei que mesmo assim, descontando o lado da promoção do seu próprio negócio, aliás mais que legítimo já que em seu próprio site, sua própria casa, valia a pena dar uns highlights sobre as ameaças que ele vê e as saídas que ele enxerga para o negócio das agências. Modelo R/GA, claro. Mas com inspiração para quem quiser.

Pra começar, os perigos que ele vê:

“Today’s technology has caused a tremendous amount of disruption to both traditional agencies, and the businesses they serve. But since the dawn of the Internet, there has been unexpected competition and transformation across industries all over the world.”

E segue …

“For today’s advertisers, competition is coming from a new host of players: Tech companies who are dominating the digital ad space, brands who are taking their creative in-house, and consultancies who are building out their own creative services.”

Aí ele fala como algumas agências devem possivelmente fazer diante desses desafios:

“This climate demands a new kind of agency. Some will embrace new technologies like AI and machine learning to change the way they operate. But that alone will not prepare them for a future of marketing with hyperconvenience and seamless utility at its core.”

Para finalmente falar do modelo da R/GA:

“At R/GA, we have evolved into a company that is Connected by Design. With capabilities spanning communications, products and services, technology, architecture, and consulting, we are reimagining the way brands interact with people, and partnering with them to transform their businesses. Though the pressure to innovate creates significant challenges, they are not insurmountable. The brands and marketers who are willing to embrace new strategies and the right partners will be the ones who thrive.”

Mas o que podemos tirar daí, que não sirva só pro Bob e pra R/GA?

O raciocínio inicial, a base que sustenta a oferta de valor: conectada por desenho, numa tradução literal meio estranha para “connected by design”. Quer dizer, conectada como função e por função, ter a conexão não só no âmago da operação mas como base conceitual e estrutural da operação, conceber a empresa a partir da noção de que conexão desenha tudo, define tudo e tudo decorre dela.

Ora, alguém pode dizer, qual a grande sacada aí? Num mundo conectado, é meio óbvio imaginar que conexão deva ser a alma de tudo.

Errado. Não é que conexão é a alma de tudo. Conexão é tudo. Sutil, mas definitiva diferença.

Explico.

Quando você concebe uma companhia em que a conexão é a alma, você investe em plataformas de integração, agiliza processos, coisas de TI e gestão.

Quando a conexão é tudo, sua companhia se integra imersivamente na conectividade social dada, entende que         conectividade define a lógica das ações de todos os seus stackeholders, e usa essas premissas para desenhar organogramas, dinâmicas inter-relacionais entre as áreas, rotinas de projetos, além, é claro, de todas as atividades relativas a captação de clientes e de relacionamento com eles. Reformula integralmente a companhia a partir dessa ótica.

Isso é design thinking na veia, uma ferramenta que, aliás, o marketing deveria usar cada vez mais. As agências idem.

As consultorias e as empresas de tecnologia citadas pelo Bob comem isso com farofa, no café da manhã, almoço e janta, entende? E essa é apenas uma das razões da perda de relevância das agências para seus clientes, diante dessas empresas de setores que não são, originalmente ao menos, pertencentes ao ecossistema da indústria da comunicação e do marketing.

Bom, tudo isso não precisa ser privilégio da R/GA. Nem das consultorias. Nem das empresas de tecnologia. Qualquer empresa e qualquer agência pode fazer. E pode oferecer aos seus clientes.

Fácil? Neeeeeem ferrando! Beeeem difícil! Mas que o mapa da mina é esse, não tenho nenhuma sombra de dúvida.

Obrigado Bob por mais essa.

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