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O Habitat é um marco importante. Mas é só um pedaço.

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O Habitat é um marco importante. Mas é só um pedaço.

O logotipo do projeto Inovabra é uma geodésica de pontos ligados por linhas. Lembra as redes neurais da Inteligência Artificial. É isso que o Inovabra quer ser, uma rede de IA para a sociedade e as empresas. O Habitat é o neurônio aparente de um cérebro bem mais ambicioso.

8 de fevereiro de 2018 - 9h00

Não sei se o Bradesco vai tirar do papel e de fato fazer funcionar tudo o que tem planejado no escopo do Inovabra. Por outro lado, se ativar parte relevante da rede interconectada de inovação que o projeto tem concebido, teremos já, possivelmente, um dos mais relevantes polos de inovação do País.

Ontem foi inaugurado o Habitat, um cowork de coinovação que ocupa mais de 2 mil metros quadrados distribuídos em 10 andares num edifício próprio do banco na Av. Angélica, em São Paulo. Lá habitarão 200 startups e 50 corporações, que querem coinovar pela convívio do capital com a ideia disruptiva (quem faz a gestão operacional do complexo é o WeWork, maior operação internacional de coworking do mundo).

A planta baixa do Inovabra é esta da imagem aí abaixo (se não conseguir visualizar direito, clique aqui e acesse o site do projeto para ver melhor, vale a pena).

 

Inovabra, que já foi lançado há algum tempo e sobre o qual já se falou amplamente (mas não suficientemente), é uma plataforma cujo objetivo é fomentar a inovação no País (eles preferem a expressão “coinovação”, já que é de fato tudo colaborativo), através de iniciativas ligadas a tecnologia e disrupção de modelos de negócio em várias indústrias.

As startups são instrumentos altamente eficazes para esses objetivos, mas o Inovabra tem vários braços e pernas complexos e complementares, que fazem da iniciativa algo bem maior do que um co-work.

O eixo central monumental, se assim podemos chamar e se fosse um projeto do Niemeyer, tem como pontos neurais primordiais: hub, lab, habitat, internacional, startups, ventures, inteligência artificial, pesquisa e polos.

Decifrando resumidamente, habitat + startups + ventures formam o núcleo de empreendedorismo, onde o Habitat é a casinha, as startups as residentes e ventures o fomento. Internacional são as conexões que o banco faz e fará mundo afora (o contrato com o WeWork é um exemplo) para ampliar e ativar toda a estrutura. Hub é uma plataforma de marketplace, em que corporações colocam seus desafios e demandas para que startups possam endereçar. Pesquisa e Polos desenvolvem pesquisas e estudos que o Lab, com uma estrutura que funciona em Alphaville especialmente aparelhada com a infra tecnológica para colocar de pé testes e MVPs, viabiliza, em estágio Beta, os projetos e ideias.

O fato de empresas, clientes corporativas da instituição, estarem próximas de tudo isso, é a pedra de toque que faz o que acontece dentro do ecossistema empreendedor possa ganhar tração financeira, de negócios e de operação vivas, no mundo real dos negócios.

Com o dinheiro que só um banco pode ter e um desenho conceitual dessa dimensão, como disse, se der certo, teremos um centro disruptivo único para a Inovação no Brasil.

Vida longa ao Habitat, todos os que passam a habitar nele e a um ecossistema que fomenta o que mais o País precisa: inovar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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