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Espaço: porque o que os caras fazem lá impacta direto no seu negócio aqui.

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Espaço: porque o que os caras fazem lá impacta direto no seu negócio aqui.

Num painel apresentado por três mulheres – o que provocou aplausos na plateia – entendemos porque a indústria espacial é um elo vital para a conectividade, a transmissão de dados, a internet que usamos no dia a dia, e como tudo isso vai se acelerar, otimizando toda a tecnologia de que dependemos para tocar nossas empresas.

13 de março de 2018 - 8h01

 

Sem as conquistas espaciais não teríamos internet. Pronto. Taí já uma boa razão para dar uma olhadinha sempre, aqui em Austin, nas palestras que falam da indústria espacial. Antes, a NASA e Elon Musk roubavam a cena. Continuam roubando, na verdade. Mas agora, algumas palestras paralelas mais focadas na relação do Espaço com a vida e os negócios aqui na Terra, começaram a acontecer este ano no SXSW.

Isso é vital para que acompanhemos, com algum grau de desmistificação, esse tema e esse ambiente, que nos parecem sempre reservados a cientistas, astronautas, Hollywood e governantes com segundas intenções.

A indústria espacial que, em conjunto com a NASA, acelera a conquista do Espaço mais distante (Marte é o grande tema do momento), precisa ser financiada e quem a financia, acredite, somos você e eu.

Explico.

Mesmo tendo aporte de capitalistas com bolso profundo, como Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson e Paul Alen (esses quatro são os donos das maiores operações privadas no setor) e outros, ainda assim, o negócio precisa de gigantescas somas de injeção de grana para continuar decolando. E quem paga essa conta é a iniciativa privada corporativa, as empresas em que trabalhamos, porque é do lançamento de satélites de pequeno porte para atender demandas desse nosso setor, que se sustenta hoje todo o segmento.

Foi o que nos explicaram as três mulheres no painel “Beyond SpaceX: The New Space Ecosystem”.

Foram elas:

Natalya Bailey, Fundadora e CEO da Accion System, empresa que desenvolve pequenos satélites, o setor que mais cresce e deverá crescer na indústria. Natalia tem graduação em propulsão espacial pelo MIT. É uma doutora no assunto, portanto.

Jeanete Quinlan, Diretora da Starburst Aerospace Accelerator, empresa que fomenta startups de pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas para a corrida espacial. Jeanete é engenheira por formação e trabalhou com a indústria de satélites durante anos, antes de se tornar investidora e aceleradora.

Emily Calandrelli, escritora e apresentadora de TV, hoje com programas no ar na FOX e na Netflix. NA FOX, Calandrelli ancora FOX´s Xploration Outer Space, já em sua quarta temporada. Na Netflix atua como correspondente de Bill Nye em seu show Bill Nye Saves The World. Esse cara é aquele professor que os pais e crianças adoram, porque traduz ciência e conhecimento em um programa bem humorado e fácil de entender. A corrida espacial é tema frequente. Calandrelli é profunda conhecedora do setor, analista técnica que é.

Com curriculuns assim, complementares e todos muito consistentes, nossas debatedoras nos explicaram que a aceleração da indústria espacial se deu rapidamente nos últimos anos, exatamente com a chegada desses milionários que citei acima, mas também com o aumento de aportes de governos e empresas de toda espécie.

O setor de pequenos satélites, cada vez mais baratos, mais leves e mais eficientes, é a joia da coroa do setor, porque vai viabilizar transferência e processamento de dados em volumes cada vez maiores, a velocidades cada vez mais impressionantes.

Parte dos avanços crescentes desse ecossistema se deve as startups. Acreditemos ou não, há já mapeadas nos EUA 2 mil startups que criam e desenvolvem soluções para a indústria espacial. São pequenos achados, pequenos equipamentos e softwares, que os grandes players do setor não param para investir. Mas que sem eles, parte relevante do desenvolvimento tecnológico do setor não ocorreria.

Um exemplo simples é o de que foram essas startups que vieram com a ideia genial de não levar aqui da Terra alguns dos equipamentos necessários para as missões espaciais, mas produzi-los no espaço. Com impressoras 3D, claro!

Um pequeno achado desse tipo mudou a logística de toda indústria, em que espaço físico nos foguetes e peso nos voos são variáveis fundamentais.

O setor vai crescer nos próximos anos mais de 10 vezes o que cresceu nos últimos 5. Cada novo voo de um novo foguete estará levando para o espaço a viabilização de tecnologias cada vez mais eficientes para o Homem, o que significa que nossos negócios estão nesse pacote.

Surpreendente, mas o Espaço não é mais a última fronteira, como diria o Capitão Kirk. Ao contrário, a conquista espacial se tornou uma indústria crescente com bases bem aqui, na Terra.

Incrível também descobrir que tudo que o homem faz no espaço tem reflexo direto no nosso P&L.

E a gente voando por aí sem saber de nada. Aterrissar o tema foi minha intenção aqui.

 

 

 

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