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Martin Sorrell lança sua nova empresa. Dá pra ver o futuro nela.

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Martin Sorrell lança sua nova empresa. Dá pra ver o futuro nela.

Conteúdo, first-party data e digital media buying, tudo focado nos millenials, é a fórmula do Sir. Ela contém um pedaço correto e acertivo do que será o futuro da nossa indústria. Mas deixou algumas coisinhas de fora. Veja quais.

13 de setembro de 2018 - 7h54

Sabe o que é a S4, empresa do Martin Sorrell, hoje? Porra nenhuma. Pra não ser injusto com o Sir, ela é a Media Monks, que você certamente já conhece (se não conhece, é bem importante conhecer, clique aqui) e que nosso amigo comprou antes mesmo de sair do WPP. Além disso, a S4 é uma carta de intenções.

Mas que carta de intenções.

No prospecto ao mercado que Sorrell lançou esta semana, e que tem na capa um Burning Man robotizado, podemos começar a compreender o que ele quer com sua companhia.OK.

Mas um olhar um pouco mais agudo pode extrair dele mais do que apenas aquilo que vai tornar o mais importante homem da propaganda mundial dos últimos 20 anos em um cara ainda mais bilionário do que ele já é: podemos enxergar um pouco do futuro do nosso negócio e da nossa indústria.

Vou facilitar sua vida e reproduzir aqui o principal parágrafo que você precisa ler para começar a brincar de entender o que está passando pela cabeça de Sorrell (e que vai passar também bem na sua frente e na frente da sua vida como profissional e/ou empresário da nossa indústria em muito em breve). Leia aí…

S4 Capital intends to provide global, multi-national, regional, local clients and influencer-driven millennial brands with new age/new era digital marketing services concentrated in three key areas initially – further development of a global digital content platform; first-party data fuelling both digital media planning and creative ideas too; and, finally, digital media buying.

Primeiro, olhe a quem ele dirige a empresa. Seus clientes são empresas influencer-driven millennial brands. Marcas voltadas para o mundo millenial. Ponto para Mr.Sorrell.

Enquanto todo mundo fica falando … quando os millenials assumirem o controle da sociedade, tal coisa vai acontecer … ele já montou uma empresa que parte do pressuposto de que isso já é o futuro feito presente e que quem não estiver preparado para isso já, tá fora. Com foco no público errado. Isso se quiser criar uma empresa com chances de sobreviver na próxima década, pelo menos.

Depois, trata-se de uma empresa de serviços de marketing digital. Ponto. É isso.

Sempre me perguntam qual será o futuro das agências de propaganda. Fácil, gente: as agências de propaganda vão desaparecer, todas elas, para dar espaço para empresas de serviços de marketing digital. As que forem espertas, antes de morrer, pegarão essa onda da transformação digital e se posicionarão no novo step, novo slot, novo mercado, que é o da prestação de serviços de marketing as marcas, com a lógica e a dinâmica do mundo digital (aliás, não existe nenhum outro mundo, só existe o mundo digital. Mesmo o mundo físico é digital. Tenho falado isso aqui com insistência, mas outro dia explico melhor).

E qual é essa lógica digital? Diga lá, Martin: digital content platform, first-party data, digital media buying.

Conteúdo, anabolizado por dados de quem de fato tem os dados originais (ou seja, first-party data, já que o mercado de third-party data vai desaparecer em função das novas leis de compliance do setor), tudo isso para atuar no mercado de digital media buying. Que é de onde virá a grana.

Esse é o modelito Sorrell.

Bom, eu não faria assim, mas quem sou eu, não é mesmo? Fato é que o olhar Sorrell enxerga bem o público que vai determinar tudo no mundo do consumo na próxima década, os millenials; fundamenta sua operação em conteúdo anabolizado por dados e tecnologia e vai buscar grana na fonte da mídia digital.

Pronto, aí temos um pedaço do futuro.

Sorrell ainda não consegue se livrar da mídia como geradora de receita. Mas ok, Sir Martin, o senhor ficará ainda mais bilionário, com a mais absoluta certeza. Isso vai dar certo.

Partes do futuro que na empresa dele não estão contemplados são:

– o conteúdo, em si, será fonte de receita
– a venda de produtos na ponta final do consumo será outra mega-fonte de receita
– a integração disso via omnichannels, onipresentes, será outra fonte de receita
– acoplar a tudo isso a um layer de internet das coisas será outra fonte de receita
– estruturar toda a operação sobre uma base de Inteligência Artificial vai ser outra fonte de receita (e otimização de custos).

Nosso amigo inglês pegou um pedaço desse futurão, aquele mais próximo de sua mão e de sua história. e boas.

Mas pelos bullet points acima, veja onde podemos chegar. E, se eu fosse abrir uma nova empresa, onde e como eu abriria.

Nunca, em nossa história, o futuro foi tão promissor. Basta olhar a sua volta e ir em busca dele.

Leia aqui uma muito boa matéria sobre o assunto do The Drum.

 

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