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O que acontece quando empresas ficam maiores que países? Hummm… merda.

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O que acontece quando empresas ficam maiores que países? Hummm… merda.

FAANG é um novo País, que você não conhecia até agora. Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google, juntos, são maiores que a quinta potência mundial, a Inglaterra. Isso nunca aconteceu antes. É bom? Dificilmente.

28 de novembro de 2018 - 15h02

 

Empresas com valor de mercado superiores a trilhão é novidade, mas Apple e Amazon já são.

E o que isso significa para as economias, os países, as demais empresas e todos os ecossistemas de negócio globalmente. Não consigo imaginar nada muito bom.

A concentração econômica não chega a ser um mal em si. Às vezes, ela traz vantagens de escala que otimizam a eficácia empresarial em geral que até podem resultar na queda de preços de serviços e produtos, beneficiando, lá na ponta, consumidores. Isso não é ruim.

Conceitualmente, o capitalismo buscar mais e mais eficácia através da concentração e consolidação de segmentos relevantes da economia é condenável? De novo, conceitualmente não. Se aceitamos jogar esse jogo, o do tal capitalismo, e aceitamos, a real é que as regras estiveram dadas já na largada, e movimentos de consolidação e o surgimento de conglomerados globalmente gigantes é algo com o que convivemos desde sempre. Para o bem ou para o mal.

Ocorre que vivemos hoje, de fato, algo inédito, como citei aí acima, e esse é um dado novo na planilha evolucionista do nosso sistema econômico mundialmente predominante.

FAANG não existe, obviamente, como uma entidade aglomerada única, trata-se apenas de um acrônimo. Mas ele contém já elementos suficientes para darmos uma paradinha e refletirmos onde isso pode parar, se é que pode parar.

E aí assim, a ideia de que NÂO vai parar, pode ser game changer.

O caso da influência decisiva do Facebook nas eleições dos EUA e a agora possibilidade do Google, apoiando a medida de força do Governo Chinês de controlar as buscas do País com seu projeto Dragonfly (no meu entender, uma medida autoritária de censura bruta, só mais uma do governo autocrático chinês), começam a acender luzinhas amarelas aqui no meu dashboard de cidadão e observador do nosso mundo dos negócios.

Não dá para imaginar que porque empresas globais desse porte tem o porte que tem e o poder que conquistaram, que devam seguir assim desgovernadamente sem qualquer limite. É minha opinião.

Quando os negócios se tornam tão poderosos que invadem à galega territórios que não são exatamente mais de negócios, mas de cidadania e política, ooooopaaa!!!, aí o bicho pega.

As leis de controle da privacidade de dados nascidas originalmente na Europa (acho quase impossível que tivessem nascido originalmente nos EUA), são um sinal de que a sociedade começa a se incomodar com os excessos. As audiências que Mark Zukerberg está tendo que frequentar junto a orgãos reguladores norte-americanos, idem. A revolta de alguns dos funcionários do Google em carta aberta aos donos da companhia, também.

As ações de todas essas companhias enfrentam, adicionalmente, queda em seus valores. Não sei dizer se isso também não é parte de um “controle” natural dos mecanismos do próprio capitalismo contra excessos. Não tenho conhecimento financeiro para isso.

Fato:  esse gigantismo desmedido e a invasão em áreas da sociedade 1ue extrapolam o âmbito dos negócios, são nocivas. Ponto.

Vamos observar onde tudo isso vai dar. Mas não estou gostando nada do rumo da prosa.

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