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No embate entre Tecnologia e Marketing da CES, Tecnologia ganhou de lavada.

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No embate entre Tecnologia e Marketing da CES, Tecnologia ganhou de lavada.

Não fui a CES, mas sou rato de eventos a distância. Fuço muito tudo, quando me interessa. CES não foi diferente. Além da cobertura do M&M, li o que pude. E um dos take aways foi esse: Marketing está chapado diante dos avanços da Tecnologia. Paralisado. Mas tem que sair dessa. Já.

14 de janeiro de 2019 - 8h00

O título da matéria do Advertising Age é um bom resumo da ópera:

At CES, CMOs dish on the ‘existential crisis’ tech has created for marketing”

Na CES deste ano, onde a afluência de CMOs foi a maior de todos as edições, segundo dados dos próprios organizadores, o embate entre tecnologia e marketing ficou ainda mais evidente do que sempre.

Marqueteiros manifestam-se inseguros e, em grande medida, despreparados para tantos avanços tecnológicos acontecendo em tão pouco tempo. Muitos deles impactando sua atividade, muitos deles potencialmente ferramentas e plataformas úteis para o marketing, mas num ambiente acelerado de tantas novidades que não cessam de aparecer, os CMOs manifestam-se presos na armadilha da inovação, que mais assusta e desespera, do que encanta.

Blockchain impacta marketing? Sim. Mas como usar? VR/AR/MR impactam marketing? Sim, mas como aplicar na prática? Internet das Coisas (e na CES tudo é, de certa forma, IoT) vai transformar o marketing? Sim, mas como se aproveitar disso? 5G vai mudar toda a capacidade de conexão do Planeta e, portanto, do consumo? Vai. Mas por onde começar a usar o 5G para as ações de ativação e comunicação?

As perguntas sem resposta são inúmera e na CES isso ficou, uma vez mais, bem evidente. Notadmente pelo fato de que uma feira que antes era de lançamentos de eletro-eletrôncios, transformou-se num evento de inovação de tecnologia para todos os usos. Potencialmente, para a indústria do marketing e da comunciação também.

Cada aparelho exibido lá é um potencial ponto de contato avançado com as pessoas. Um ponto conectado, um canal online permanentemente aberto. Mas… ai meu Deus, usar tudo isso como ???

“Nothing has impacted the field of marketing like technology and data have,” declarou Raja Rajamannar, Chief Marketing and Communications Officer da Mastercard, em um dos painéis protagonizados por marqueteiros. E acrescentou: “There are many CMOs whose technology budgets are actually bigger of than [that of] the CTOs in their own company.”

“I love the idea of [VR] … but we’re looking at a couple of customers [using it],” declarou Deborah Wahl, CMO at Cadillac. “It’s something that’s not scalable at all; it takes so much time for one person to go through it. There’s a ton of potential but we haven’t figured it out.”

Poucos marqueteiros captaram a aplicabilidade prática dos avanços tecnológicos, Deborah, não desanime.

Não há muita saída para isso, a não ser entender que essa é a nova realidade, que ela só vai acelerar e que cabe aos marqueteiros irem a todas as feiras tipo CES do mundo, ler muito a respeito de tudo que está acontecendo, convencerem a direção de suas empresas que não há outro jeito de entender na prática o que está acontecendo a não ser escolhendo e testando as novidades. Com os riscos e potenciais erros implícitos.

O upside é que, sem dúvida, muitas das tecnologias a disposição do Marketing hoje podem, de fato, transformar a atividade e seus resultados. Para melhor.

 

 

 

 

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