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Quanto vale um like?

O que realmente uma mídia social, como Facebook ou Instagram, entrega para as marcas?

7 de dezembro de 2016 - 9h58

*Por George Mavridis

Em tempos de mídias sociais dominando nosso dia a dia, nos deparamos com a dúvida de como trabalhar de forma eficaz a comunicação digital.

Os profissionais de marketing tem menos orçamento disponível para campanhas massivas e buscam na web soluções mais eficazes e que justifiquem o investimento.

É aí que entra o marketing de performance. Ações digitais, mensuráveis e capazes de engajar profundamente o cliente e ainda por cima converter entregando informações preciosas. Parece muito e realmente é muito.

De certa forma as marcas já entenderam que as mídias sociais são um ótimo caminho nesse sentido, mas o que vemos é um movimento de endurecimento das regras dos algorítmicos que dificultam o crescimento orgânico e que demandam maiores investimentos também.

É nesse ponto que levantamos outra questão. O que realmente uma mídia social, como Facebook ou Instagram, entrega para as marcas? Claro que a visibilidade e a relação mais direta com o consumidor são um grande atrativo, mas o que vem além disso e quanto essa relação entrega de benefício real para a marca?

O fato é que a informação mais preciosa fica nas mãos da mídia social. O comportamento dos consumidores, seu perfil de uso etc. não são disponibilizados para as marcas. Para entregar às marcas algo realmente relevante, temos que trabalhar o marketing de performance.

É aqui que soluções de gamification e mídia programática, combinadas, podem promover uma grande revolução no tratamento da relação entre um produto ou serviço e consumidor.

Ações baseadas no conceito de gamification são um grande passo rumo ao algo mais. A reação do cérebro humano, frente a essa metodologia que faz com que a pessoa fique mais conectada, é cientificamente comprovada e a dopamina liberada nessa relação é a chave do sucesso desse tipo de ação. Se por trás disso tivermos um algorítmico que entrega informações qualitativas e quantitativas sobre os usuários, está criado o início de seu data mining. Nesse caso, um data mining específico de seu público e de sua marca.

As estatísticas mostram que uma pessoa passa em média de 2 a 3 minutos interagindo com um desafio, parte integrante de um game, antes segundos gastos num like do Facebook. Além disso, essa mesma pessoa é estimulada a responder perguntas e a interagir, a fim de ganhar pontuação e prêmios que serão trocados por vantagens. É uma estratégia vencedora. Se ao final de tudo ainda for entregue um relatório detalhado sobre todos esses consumidores, o valor investido numa campanha baseada em gamification é infinitamente menor se comparado a um “like” ou post promovido no Facebook, por exemplo.

Como um segundo degrau de alavancamento, agregando a isso a promoção do game via mídia programática, estamos multiplicando o potencial de sucesso e conversão de maneira exponencial. Pense bem! Você já sabe, inicialmente, qual o seu público alvo. Com base nesses relatórios proporcionados pelo gamification, você passa a ter uma base de dados extremamente detalhada quanto a idade, gênero, localização, interesses etc. A partir daí, a criação de uma campanha de performance com apoio de mídia programática é algo que, certamente, irá alavancar o resultado de conversão não só das pessoas que já se relacionam com a sua marca como também atrair novos interessados naquele mesmo tipo de assunto.

A mídia programática tem como preceito básico atingir e converter apenas seu público alvo definido. Além disso, o modelo mais adequado para o aumento de eficácia financeira é que apenas os clientes convertidos/impactados sejam efetivamente cobrados. Considerando o crescimento do investimento de 3% em 2013 para 30% em 2018, o mercado mostra seu apetite pela real conversão e informação.

Também é possível trabalhar não só o posicionamento de seu App nas lojas, mas criar ainda o impulso de download/install do mesmo. As lojas estão repletas de Apps concorrentes, portanto, para maior êxito é necessário que se crie campanhas de aquisição, e nada melhor do que a mídia programática para isso. Tudo baseado nos DSPs (algorítmico) e RTBs (Real Time Biding) de uma ampla rede de afiliados. Claro que também pago apenas no sucesso da conversão que aqui é o install.

Com isso trabalha-se não só o crescimento de sua base mas também com a identificação dos usuários para que em futuras campanhas possa ser conseguido um maior ROI com suas campanhas publicitárias.

Em tempos de millenials e de radical mudança no perfil de consumo pela alta penetração dos smartphones, tudo o que uma marca quer é ter essa relação próxima e assertiva. Maior retorno para cada real investido e grande fonte de informação para atrair, reter e converter novos consumidores. E tudo isso com foco exclusivamente na sua marca. Claro que tudo isso acompanhado de brand awareness, que é assunto para outro artigo.

 

George Mavridis é diretor da área de relações com o mercado e desenvolvimento de negócios da BBlender

 

 

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