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Quem é “O Cara”do seu negócio?

A jornada do consumidor deve ser a base de tudo que se faz no marketing do consumidor, embora seja muito mais frequente do que se imagina que empresários e executivos acreditem que a empresa vem antes. Afinal, quem é "o cara" no seu negócio?

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6 de julho de 2017 - 12h42

Por Renato Castro (*)

Um dia desses em um grupo de discussão de e-commerce foi levantada a questão de se valia a pena para uma loja virtual fornecer ao cliente somente a opção de pagamento por boleto, uma vez que opções de pagamento por cartão de crédito fariam a loja esperar muito para receber o valor da venda. Os comentários que apareceram na timeline, em sua maioria, foram exatamente nesse sentido, concordando que seria mesmo não dar opções ao consumidor/usuário, pois isso seria muito mais vantajoso para as empresas.

Isso me fez refletir e no meu cotidiano como consultor estratégico, infelizmente, tenho visto isso acontecer com frequência. Ou seja, antes a empresa, o cliente vem depois.

Presto consultoria a empresários e executivos que buscam efetivamente aprimorar suas empresas em vários aspectos, mas nessa busca e nessa ânsia, muitas vezes esquecem “o cara”.

Pois posso garantir, se você está pensando somente em como melhorar as coisas para você e esquece quem paga a conta, vai se dar mal. Acredite.

Não quero dizer que você não deva otimizar seus processos e seu tempo, mas, sempre inclua em seu road map a experiência de quem, de fato, paga sua conta, “o cara”, obviamente, seu cliente, seu consumidor.

Reflita em algumas empresas como o Uber, por exemplo, que se tornou gigante em tão pouco tempo, pois além de serem inovadores, pensam sempre em prover boas experiências para seus usuários.

A Netflix, que passou de uma empresa de aluguel de filmes pelo correio mediante o pagamento de uma taxa fixa, sem cobrança de multas ou data fixa de entrega, para uma gigante do vídeo on-demand com mais de 90 milhões de assinantes e com valor de mercado de mais de U$ 25 Bi. Eles focaram nas necessidades e aprimoraram a experiência de seus clientes.

Agora, algumas dicas de como de fato melhorar seu negócio sem quebrar a cara.

Woody Allen disse: “80% do sucesso está em aparecer” – Será que você “aparece” para seus clientes, em todo lugar em que ele está? Aqui está uma tarefa difícil em um mundo que metralha as pessoas com uma enxurrada de informações. Muitos cientistas já comprovaram que o excesso de informação, gera escassez de atenção. Então, como chamar a atenção?

Steve Jobs disse: “O Simples pode ser mais difícil que o complexo. Você tem que trabalhar duro para tornar as coisas simples” – Dê uma olhada no seu produto, portal ou serviço, ao mesmo tempo que ele atende todas as necessidades do seu público, ele é simples e amigável ?

Ambos os pontos acima estão intimamente relacionados, pois, uma vez visto e encontrado por seus clientes, você terá que mantê-los, entretê-los, e todos os “tê-los” aplicáveis a este relacionamento deverão fazer parte da sua rotina.

Então, nunca complique a vida de seu cliente, quebre as barreiras. Mudar processos, design ou serviços empresariais deverá ser bom primeiro para seu usuário/cliente e, em consequência, bom para você.

Não crie limitações, deixe-o livre, siga os conceitos de Steve Krug: Não o faça pensar!

(*) Renato Castro é Founder e Head Of Strategy da Digital Land, consultoria e executora de marketing digital.

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