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Promoções de final de ano: súplica de um cliente

Este ano, a estimativa é que a Black Friday renda R$ 2,506 bilhões, um aumento de 18% na comparação com o valor gerado em 2016

14 de novembro de 2017 - 12h03

Por Rafael Viana (*)

“Queridos varejistas!

Estamos às vésperas da Black Friday, do Natal e do período de saldões do final de ano. Tudo o que desejo é poder zerar minha lista de itens a serem comprados, a preços justos, sem chateações e, de preferência, no ambiente virtual, sem ter que me deslocar até a loja. Por favor, me ajudem nessa missão? Aqui vão ideias e feedbacks sobre e-mails de anos anteriores:

— Só envie ofertas que façam sentido para mim. Sei que você já tem acesso a soluções que mapeiam minha idade, localização e recentes pesquisas sobre produtos e serviços, entre outras preferências. Então, economize o meu tempo e o seu.

— Se necessário, sinalize sobre a urgência de eu abrir a mensagem. Mas seja verdadeiro! Se a promoção for válida apenas para o dia do envio do e-mail, dê um toque sobre esse detalhe já na linha do assunto. Palavras-chave, como “desconto”, “promoção” e “off” também me atraem.

— Ajude-me a decidir se vou abrir ou não a mensagem. Sabe aquela microfrase que complementa a linha de assunto? Acredite, eu a leio com atenção. E ela facilita muito a minha decisão sobre abrir ou não uma mensagem. Detesto aquela mensagem “clique aqui para visualizar seu e-mail no navegador”.

— Deixe-me saber de cara com quem estou falando. No “sender name” (remetente), apenas o nome da marca já basta para chamar minha atenção. Para mim, gera mais dúvida quando recebo a abordagem de “fulano, do e-commerce X”.

— Adoro criatividade, mas use com moderação! Emojis, números em contagem regressiva, animações, imagens e caracteres especiais são bem-vindos desde que tenham identificação com sua marca e sejam possíveis de visualizar em qualquer plataforma e dispositivo. Se os itens não abrirem ou estiverem desconfigurados, não vou engajar.

— Não me deixe na dúvida. Se a sua marca é voltada para um público despojado, receber uma mensagem cordial vai me deixar na dúvida sobre a veracidade do e-mail. E vice-versa!

— Respeite minhas decisões. Só me inclua no seu mailing se eu estiver de acordo. Caso eu peça para sair, por favor, não me amarre. Se insistir, eu vou te marcar como spam.

Atenciosamente, Seu cliente!”

A carta acima é fictícia, mas tenho certeza que retrata sentimentos e opiniões de muitos clientes do varejo. A estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) é de que, neste ano, somente a Black Friday renda R$ 2,506 bilhões, um aumento de 18% na comparação com o valor gerado em 2016. Acho que esse já é um bom motivo para que os “toques do cliente” sejam colocados em prática.

E, mais importante, não se canse de testar! O mercado já conta com solução que permite aos profissionais de marketing olharem benchmarks e buscarem inspiração em outros players, importante ação nesse momento tão competitivo. É possível até mesmo ter acesso a métricas de engajamento de e-mails de outros setores e tipos de campanha.

Mensure sempre as taxas de abertura, cliques e conversões. Essa é uma forma de conhecer o seu público e ter uma visão mais real sobre a efetividade de suas campanhas.

Boas vendas!

(*) Rafael Viana é estrategista de e-mail da Return Path

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