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Olá! Eu sou o seu novo funcionário, me chamo Watson

Estamos adentrando a era dos negócios cognitivos (cognitive business) e elevando a capacidade cognitiva da humanidade a um novo patamar.

Pyr Marcondes
5 de dezembro de 2017 - 8h28

 

Por Luiz Carvalho (*)

 Com a rápida ascensão da computação cognitiva, um bombardeio de notícias sobre o Watson foi lançado em todas as mídias. Muitas pessoas já ouviram falar ou viram alguma propaganda sobre o Watson. Mas, afinal, quem é o Watson de verdade? Por que preciso dele em minha empresa?

O IBM Watson é um sistema cognitivo, isto é, um avançado sistema computacional especializado em computação cognitiva. O que caracteriza um sistema cognitivo é a presença de quatro recursos que o define: aprendizagem de máquinas, reconhecimento de padrões, recuperação de informação e processamento de linguagem natural. Como sistema cognitivo, o Watson possui um alto poder de processamento, conseguindo entender desde linguagem natural a padrões de imagens utilizando as informações para criação de insights sobre personalidade, tempo, variação do mercado financeiro e até mesmo o diagnóstico do câncer.

O Watson é um típico “funcionário” do futuro para sua empresa, pois é capaz de automatizar processos e analisar o comportamento do seu cliente trazendo informações em tempo real sobre seu negócio, de forma rápida e precisa.

Os sistemas cognitivos automatizam um novo contexto operacional que é a nossa capacidade de tomar decisões e prover respostas. Para tal capacidade, o Watson, como sistema cognitivo, equaciona a operação do nosso processo cognitivo.

A cognição é a forma como todos nós aprendemos, sendo o nosso ato ou processo de aquisição do conhecimento e para melhor caracterizá-la podemos representá-la pela seguinte equação:

Processo de Cognição = Observar + Entender + Avaliar + Decidir

Estamos vivendo uma nova revolução industrial onde o tempo, a informação e o conhecimento são o tripé de uma empresa de sucesso. O tempo e a informação conseguem ser bem resolvidas pela tecnologia da informação, mas o conhecimento, este somente pela via dos sistemas cognitivos computacionais. Então, as empresas que ignorarem o avanço da computação cognitiva estarão destinadas ao fracasso.

Portanto, as empresas precisam entender qual o potencial do Watson e como ele pode contribuir para o sucesso de seu negócio. Os profissionais precisam se capacitar para executar funções de curadoria nos sistemas cognitivos especializados.

A computação cognitiva está mudando o cenário do mundo que conhecemos: carros autônomos, atendentes virtuais, análise de risco e crédito, sistemas de educação e sistemas de saúde já estão na crista deste tsunami que devastará os modelos de como as empresas se comportam atualmente.

Mas, não temam! Este não é um cenário de devastação e, sim, de mutação. A economia e a forma como fazemos negócios já está mudando para se tornar mais rentável, sustentável e eficaz. Estamos adentrando a era dos negócios cognitivos (cognitive business) e elevando a capacidade cognitiva da humanidade a um novo patamar. Estamos dominando pelas vias dos sistemas cognitivos computacionais o universo da visão e o pensamento sistêmico. Este fato se consolida quando sistemas cognitivos, como o Watson, são conectados a tecnologias que tratam a informação de forma sistêmica, tal como big data. A esse contexto chamamos de “deep learning” (aprendizagem profunda). Passamos por semelhante processo de transformação social na descoberta do fogo, na invenção da roda, na descoberta da eletricidade e com o advento da internet.

Esta é uma revolução inclusiva, que vai permitir que empresas recém-criadas estejam no mercado com empresas tradicionais. Permitirá que os sistemas de ensino sejam mais modernos e assertivos na formação e no desenvolvimento escolar dos alunos; que os diagnósticos médicos sejam mais rápidos e precisos; que a predição do cenário econômico no faça agir antes da crise; e uma gama infinita de benefícios que fazem todo o esforço de adequar-se a este novo mundo ser compensador.

Precisamos, diante deste cenário, criar o hábito de buscar e ampliar conhecimento, entendendo que tudo que sabemos é muito pouco e que a capacitação e a mente aberta a estas mudanças nos tornará uma peça importante neste jogo de xadrez. As empresas que entenderem esse processo e valorizarem os profissionais com esse perfil terão sucesso nessa selva digital, onde não são os mais fortes que vencem, mas, aqueles que possuem maior capacidade de mudar.

(*) Luiz Carvalho, CTO da Nexo

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