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Como soluções automatizadas estão mudando a rotina das agências

Migrar para soluções automatizadas representa um esforço em acompanhar o mundo atual, que parece ter milhares de novas variáveis todos os dias

30 de janeiro de 2018 - 11h23

Por Arthur Furlan (*)

Automação pode ser definida como uma tecnologia em que um processo é executado sem intervenção humana. Ao longo das últimas décadas, esse tipo de ação modificou a estrutura de indústrias inteiras, como as linhas de montagem de automóveis, antes repletas de humanos e hoje compostas por robôs.

Com o avanço tecnológico e a eclosão da internet, o fenômeno da automação passou a influenciar e a modificar também nossa forma de interação com o mundo virtual, modificando os mais diferentes setores de negócio. Esse fenômeno tem sido particularmente interessante nas agências de publicidade e empresas digitais.

Esses segmentos, cada vez mais, recorrem a produtos que automatizam tarefas, permitindo que seus profissionais sejam alocados em funções mais estratégicas. No Brasil, gigantes como a DM9 e a Band, por exemplo, já se utilizam da tecnologia para ganhar tempo e reduzir custos, principalmente em três importantes áreas: infraestrutura em nuvem, processos internos e marketing.

Apesar do recurso já existir na indústria tecnológica há décadas, foi de alguns anos para cá que as agências passaram a se valer de soluções de automação. Por exemplo, hospedar sites de clientes em um servidor na nuvem pode ser uma grande dor de cabeça para um profissional sem conhecimentos em TI, por se tratar de um processo complexo de configuração e gerenciamento. Contudo, soluções automatizadas instalam, configuram e otimizam sites, e-mails e bancos de dados em menos de dois minutos. Além disso, um time de robôs gerencia e monitora as aplicações e servidores da empresa 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os processos internos também têm sido automatizados pelas agências. Ao invés de profissionais cuidando de micro tarefas, as soluções automatizadas diminuem o desperdício de tempo, fazendo com que os times trabalhem mais unidos e com mais foco. As agências vêm recorrendo a soluções que automaticamente integram diversas ferramentas, criando um fluxo de ações independentemente do trabalho manual dos funcionários. Dessa forma, é possível automatizar, por exemplo, o processo de recebimento de um pagamento, a adição desse pagamento em uma planilha e a notificação dos funcionários acerca da venda realizada.

Outro uso frequente da solução acontece dentro do departamento de marketing, permitindo à área eliminar erros e aumentar a eficiência na criação de templates, formulários e campanhas publicitárias. As plataformas de automação de marketing vêm ganhando muito espaço no mercado, dando aos analistas de marketing ferramentas diretas de análise de resultados. Com essas plataformas, as agências podem automatizar, por exemplo, o envio de e-mails e a criação de campanhas em redes sociais. Além disso, essas plataformas de automação permitem que os profissionais de marketing deem pontuações aos contatos, conforme seus níveis de clientes ou conforme suas ações realizadas. Assim, o departamento de marketing pode pensar em estratégias direcionadas para cada tipo de cliente ou lead.

Segundo um estudo da Gartner, em 2016 empresas gastaram US$ 111 bilhões na migração de serviços de soluções de TI tradicionais para soluções cloud. O mesmo estudo afirma ainda que, em 2020, os gastos diretos e indiretos com esse tipo de solução poderão chegar a US$ 1 trilhão.

A perspectiva de crescimento do uso da automação no dia a dia das agências e do mercado, em geral, ainda é imensurável, principalmente se for analisada a longo prazo e no âmbito de tecnologias como big data e inteligência artificial. Pensando no presente, as agências têm aderido à automatização para, como visto, reduzir custos e simplificar tecnologias antes complexas, sincronizar conteúdos através de diversos canais e controlar campanhas de forma mais clara. Além de tudo, migrar para soluções automatizadas representa um esforço em acompanhar o mundo atual, que parece ter milhares de novas variáveis todos os dias.

(*) Arthur Furlan é CEO da Configr

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