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Em 2018, os assistentes de voz criarão tentáculos

Amazon, Google, Samsung e outras gigantes começam a abrir sua plataforma de voz para empresas do mundo inteiro.

ProXXIma
6 de março de 2018 - 8h58

 

Por Jairson Vitorino (*)

Faz menos de 4 anos que o primeiro Amazon Echo foi vendido e já são quase 25 milhões no mundo. Este mês de fevereiro a Amazon estreou no Super Bowl americano com um anúncio cheio de celebridades, incluindo Sir Anthony Hopkins, e o próprio Jeff Bezos. Prova que este ano eles querem continuar a vender como nunca.

O Google está num distante segundo lugar com estimativas de 5 milhões de unidades vendidas, mas nem por isso com menos sede de conquistar mais algumas dezenas de milhões de consumidores nos próximos trimestres. De acordo com a consultoria Tractica até 2025 serão 1 bilhão de assistentes de voz no mundo movimentando 7.7 bilhões de dólares.

A grande novidade porém para 2018 foi a oferta de componentes de hardware e de software (na forma das chamadas APIs) para que qualquer empresa parceira possa desenvolver produtos que utilizem a tecnologia de voz da Amazon (o Google, assim como a Microsoft, ainda oferecem somente a possibilidade de construir software).

Dezenas de parceiros já demonstraram seus protótipos na feira de eletrônicos em Las Vegas no início deste ano. Entre eles um frigorífico da LG conectado a Amazon Alexa que lê receitas dos seus pratos favoritos. Vários monitores inteligentes da Lenovo e JBL, fones de ouvidos e até câmeras de segurança todas conectadas aos recursos do Google Voice e da Amazon Alexa.

O ponto alto porém foi o anúncio do Alexa Mobile Accessory Kit, uma tecnologia que pode ser usada por fabricantes de equipamentos eletrônicos para embutir as capacidades de Voz da plataforma Amazon em fones de ouvidos, relógios inteligentes, dispositivos para fitness entre outros. Foi a primeira vez em muito tempo que um gigante da indústria abre não somente a plataforma de software mas também a plataforma de hardware para outros fabricantes do mundo inteiro.

A estratégia de plataforma aberta não é nova, nos anos 80 a Microsoft utilizou o Windows em PCs com arquitetura aberta para tornar-se um monopólio nos sistemas operacionais e o Google abriu o sistema Android para fabricantes do mundo inteiro e hoje lidera em número de consumidores o mercado mobile. A Amazon inova por trazer agora para o mundo do hardware de forma massiva esta estratégia e com isso alavancar ainda mais o número de pessoas que utilizam suas tecnologias de voz.

Uma coisa é certa: com tanto capital em jogo, os próximos anos serão marcados pela adoção em massa desta nova forma de utilizar as máquinas: agora, sem usar as mãos.

(*) Jairson Vitorino é CTO e fundador da E.life, Buzzmonitor e SA365.

 

 

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