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Além dos embaixadores de marca: qual o real poder dos microinfluenciadores?

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Além dos embaixadores de marca: qual o real poder dos microinfluenciadores?

As empresas estão descobrindo o real valor que influenciadores de nicho podem trazer para suas ações de marketing. Por terem menos seguidores, eles conseguem interagir com mais qualidade e, portanto, conseguem uma taxa de engajamento (quantidade de likes e comentários de uma publicação) muito maior, transmitindo uma mensagem mais assertiva.

Isabela Ventura
7 de agosto de 2018 - 8h01

Por Isabela Ventura (*)

O marketing de influência funciona como o boca a boca de antigamente, mas muito mais modernizado e otimizado pelo digital. É aquele amigo que você confia, que te mostra um produto ou serviço, ou até mesmo teve aquela experiência única com alguma marca, e que o fez se apaixonar pela empresa. E isso gera uma recomendação.

A diferença é que essa recomendação nem sempre é de um amigo próximo – pode ser que seja de alguém que você nunca encontrou pessoalmente – e ela é disseminada rapidamente por meio das redes sociais, que espalham a mensagem que uma marca, por exemplo, quer divulgar em segundos. E é esse valor que o influenciador digital pode trazer quando o assunto é marketing de influência: a confiança que seus seguidores têm ao recomendar algo. Para se ter uma ideia da dimensão disso, um estudo recente realizado pela Nielsen aponta que 83% dos consumidores hoje confiam nas recomendações de pessoas que conhecem e 66% confiam em avaliações online.

Não há dúvidas: os influenciadores são cada vez mais parte importante do planejamento de marketing das empresas. E, a medida que eles ganham relevância no mercado e conseguem ampliar seu número de seguidores, sua capacidade de engajamento diminui. Sim, uma coisa é inversamente proporcional à outra e esse é um dos motivos pelo qual influenciadores de nicho – também conhecidos como microinfluenciadores – estão sendo olhados com mais atenção por empresas.

Pirâmide da influência: a quantidade de seguidores é inversamente proporcional ao engajamento

Por que este é o ano dos microinfluenciadores?

As empresas estão descobrindo o real valor que influenciadores de nicho podem trazer para suas ações de marketing. Por terem menos seguidores, eles conseguem interagir com mais qualidade e, portanto, conseguem uma taxa de engajamento (quantidade de likes e comentários de uma publicação) muito maior, transmitindo uma mensagem mais assertiva.

Por esse motivo também, microinfluenciadores conseguem criar uma relação mais próxima com seguidores quando comparado com grandes influenciadores que chegaram à casa dos milhões de followers e, consequentemente, alcançaram o patamar de celebridades. Essa confiança criada entre as partes é a moeda de troca mais valiosa que uma empresa pode querer, e autenticidade passa a ser a alma do negócio.

O mercado de microinfluenciadores também abrange organizações de todos os portes, enquanto que celebridades podem ser financeiramente restritivas para empresas menores. Isso significa que, basicamente, o mesmo montante que você investiria em um único grande influenciador você pode aplicar em uma ação com diversos microinfluenciadores. Mas importante lembrar que tudo depende da intenção da campanha.

O que quero dizer com isso é que você não deve investir em microinfluenciadores porque são financeiramente acessíveis – essa é uma concepção disseminada por muitos no mercado, mas é uma visão muito limitada sobre o real poder do criador de conteúdo. Invista em microinfluenciadores porque eles são profissionais, tanto quanto outros criadores de conteúdo com mais seguidores, e realizam um trabalho altamente qualificado, e com um retorno sobre o investimento surpreendente.

Qual a melhor forma de aplicar o marketing de influência em seu negócio?

O primeiro passo é estudar a sua estratégia, entender seu público e, por fim, verificar as possibilidades. E quando digo “entender o seu público” é sair do lugar comum, de estereótipos prontos, que podem enviesar uma ação e limitar resultados. Já tivemos algumas campanhas as quais influenciadores da nossa base se voluntariaram para participar da estratégia (que chamamos de Campanha de Oportunidade), e mostraram que o público que o cliente tinha em mente como target não era bem a realidade.

Trabalhar com influenciadores de nicho pode também trazer insights valiosos com relação a segmentação de público e o tipo de conversa que traz valor para os consumidores que uma marca quer atingir.

(*)  Isabela Ventura é CEO da Squid

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