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Golpes de marcas tornam-se recorrentes no marketing de influência

Os influenciadores digitais contam com muitas pessoas que confiam neles e que serão facilmente influenciadas. Com esse poder, esses profissionais têm a responsabilidade de recomendar e divulgar apenas produtos testados e aprovados por eles mesmos a fim de impedir que seus fãs sejam prejudicados.

Victor Russo
3 de outubro de 2018 - 7h10

Por Victor Russo (*)

Com a propagação do marketing de influência e campanhas com influenciadores digitais para divulgação de marcas, serviços e produtos, aumentou o número de empresas que não cumprem o acordo feito previamente com estes profissionais. Em alguns casos, o influenciador não recebe o pagamento combinado. Em outros, a encomenda não possui a qualidade prometida ou não chega ao destinatário final, decepcionando muitos fãs e seguidores que confiaram na palavra do digital influencer e compraram o que foi divulgado. Normalmente, isso acontece porque muitos não checam a procedência e a situação das empresas antes de fechar o negócio.

Em um caso recente, grandes influenciadores digitais, funkeiros e artistas famosos de uma emissora de televisão brasileira aceitaram participar de uma campanha para divulgar uma empresa que, teoricamente, venderia iPhones e outros produtos eletrônicos por um preço muito mais baixo do que o disponível no mercado. Ao seguir a dica de seus influenciadores favoritos, diversos fãs compraram os produtos, que nunca chegaram ao destino. Vale ressaltar que os influenciadores receberam celulares para fazer a divulgação, intensificando a credibilidade da marca e a veracidade dos preços.

Muitas vezes, situações como essas podem deixar o profissional em um cenário difícil de se reverter. Por isso, é fundamental que todo influenciador faça o dever de casa antes firmar um acordo. O mais simples é buscar conhecer a marca, testar o produto antes de divulgá-lo e evitar empresas desconhecidas que pedem campanhas imediatas.

Os influenciadores digitais contam com muitas pessoas que confiam neles e que serão facilmente influenciadas. Com esse poder, esses profissionais têm a responsabilidade de recomendar e divulgar apenas produtos testados e aprovados por eles mesmos a fim de impedir que seus fãs sejam prejudicados.

Pensando nisso, a influu, ecossistema de influenciadores digitais, criou um modelo de contrato que ajuda os influenciadores da sua plataforma a não cair nesse tipo de golpe. Ela é responsável por fazer o intermédio entre profissional e marca. Antes da assinatura do acordo, a empresa contratante deverá fornecer nome, endereço e CNPJ, e, a partir deles, a influu averigua qual é a situação da empresa na Receita Federal, no SPC/SERASA, no Reclame aqui e no JusBrasil. E o negócio só será concluído caso essa marca esteja com o nome limpo em todas essas instituições.

A profissão de influenciador digital vem ganhando, aos poucos, reconhecimento no mercado e a responsabilidade cresce consecutivamente, portanto todo cuidado deve ser tomado para alcançar o sucesso nas redes sociais. E você? Quantas vezes comprou um produto ou contratou um serviço divulgado por um influenciador?

(*) Por Victor Russo é responsável por conteúdo na influu e especialista em influenciadores

 

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