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O que será tendência digital em 2017?

Microinfluenciadores, chatbots, data insight, realidade aumentada e virtual estão entre os principais temas apontados por especialistas

Luiz Gustavo Pacete
2 de janeiro de 2017 - 20h25

No ano de 2016 não faltaram notícias que aliassem o mundo da tecnologia com o das marcas. Da compra do LinkedIn pela Microsoft e seu impacto no mundo das redes sociais, ao crescimento de sistemas de inteligência artificial de Apple, IBM, Google e Facebook, passando pelos carros autônomos e aplicativos de mobilidade como o Uber até a febre do Pokémon Go.

Em 2017, segundo os especialistas consultados no estudo da escola de cursos digitais “Quero Ser Social Media”, muitas tecnologias que foram discutidas em 2016 ganharão ainda mais proporção e serão utilizadas em larga escala pelo marketing. O uso da inteligência de dados ganha ainda mais força e a cobrança por transparência e responsabilidade em métricas será algo cada vez mais relevante para o mercado.

De várias tendências apontadas pelo estudo, Meio & Mensagem separou os temas que aparecem com mais frequência e que ganharam maior atenção dos especialistas:

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Microinfluenciadores
Segundo Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), haverá uma nova fase na relação entre influenciadores digitais e audiência. “Até então, o foco era em influenciadores com audiência de massa, com milhões de seguidores. Porém, logo deveremos valorizar também microinfluenciadores que possuem uma média de seguidores maior do que seus pares”, diz Messa.

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Chatbots
Para Amanda Serra, líder de conteúdo na Accenture Interactive, os chatbots vão mudar o trabalho do SAC 2.0. “A tecnologia tem avançado em um ritmo bom e acredito que a mudança vai atingir não somente o dia a dia, como também pode influenciar na estrutura de equipes e job descriptions”, diz Amanda, se referindo aos robôs que simulam diálogos reais nas redes sociais.

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Data Insight
Ainda de acordo com Eric Messa, outro assunto em alta são as possibilidades existentes para o marketing com os dados disponíveis. “Ainda damos pouca importância para tudo que é registrado nos aplicativos e sites que acessamos. Porém, profissionais de comunicação de várias áreas começam a perceber que podem extrair informações e insights do Waze e do Google Maps, por exemplo”, diz Messa.

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Realidade Aumentada
Márcia Siqueira, professora do Centro Universitário Belas Artes, observa a importância da interação entre espaços real e virtual. “O efeito dos processos de aceleração indica a criação de espaços de interação entre as pessoas e todas as coisas com utilização de Realidade Virtual e Aumentada”. Ela alerta, no entanto, que o mais preocupante dessa nova realidade é a falta de privacidade e os filtros invisíveis aos usuários.

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Realidade Virtual
Experiências imersivas em Realidade Virtual, com a chegada ao mercado dos óculos de VR, trarão novas maneiras de criar conteúdos disponíveis para marcas e agências. Novos espaços de mídia devem começar a aparecer como uma nova versão de InGame Ad, que foi pouco explorado nos últimos anos. Muitos veículos já testam a tecnologia na distribuição de conteúdo. Fora do Brasil, o maior exemplo é o The New York Times e, por aqui, a Veja já faz uso da tecnologia.

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Vídeo First
Patrícia Moura, planejamento da Heads Propaganda, ressalta que a predominância do acesso móvel à internet sobre os demais dispositivos já é realidade e os smartphones estão proporcionando maior consumo de vídeo. “O Vídeo First, termo publicado em novembro de 2016 por Mark Zuckerberg para anunciar os números de consumo de vídeos nas plataformas, irá ter um peso muito maior na comunicação em social media nos próximos anos, alterando a forma como as marcas produzem conteúdo”, diz Patrícia.

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Realidade Mista
Patrícia observa que, atualmente, muito mais adaptadas às redes sociais e com melhor conexão à internet, as pessoas voltarão a buscar ambientes como aquele do Second Life, que foi sucesso em 2003. “Muito em breve, os gigantes da tecnologia estarão disputando a nossa atenção em mundos mistos e as marcas vão querer fazer parte disso.” A junção de Realidade Aumentada e Virtual, mais Internet das Coisas, deve gerar um ambiente relevante e desafiador para as marcas e profissionais de marketing.

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Inteligência Artificial
Ainda de acordo com Patrícia, as inúmeras notícias sobre o avanço do desenvolvimento da inteligência artificial na comunicação, no cinema e na ciência vão aumentar. “Em dezembro, a Inteligência Artificial Sophia estampou a capa da revista Elle tendo sido clicada por ninguém menos do que Bob Wolfenson. Não podemos negar que eles já estão entre nós e a tendência do mundo do marketing é que sejam utilizados pelas grandes corporações para agilizar soluções tecnológicas e atendimento ao cliente multicanal.”

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Data Driven Marketing
Eduardo Prange, CEO da Zeeng Data Driven Platform, explica que o conceito que envolve um conjunto de práticas e estratégias com base em dados disponíveis no mercado ganhará ainda mais força neste ano. “Em 2017, as interfaces de acesso aos dados serão ainda mais naturais e de fácil entendimento. Muitos desses aspectos se dão graças à evolução de diversas áreas voltadas a inteligência artificial e machine learning”, diz Prange.

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Internet das Coisas
O advento das mídias interativas e da inteligência de itens como TVs e refrigeradores vão ganhar ainda mais força em 2017. O aumento da conectividade em vários níveis e a interação e sinergia entre diversos devices aumentarão ainda mais as interfaces de distribuição de conteúdo.

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