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YouTube: a oportunidade de marketing de afiliados

Com o crescimento do YouTube, mais pessoas estão conseguindo fazer dessa rede seu trabalho. YouTubers como o PewDiePie criaram vídeos para falar especificamente sobre sua renda e abordam com transparência como eles ganham dinheiro com o seu conteúdo ligado a marcas.

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18 de maio de 2017 - 10h38

Por Javier Gomez (*)

O YouTube, de um modo geral, impacta mais pessoas entre 18 e 49 anos, que qualquer outro canal a cabo dos EUA, se considerado apenas os dispositivos mobiles, segundo dados do próprio site de compartilhamento de vídeos. A popularidade do canal vem ajudando a impulsionar alguns criadores de conteúdo, levando-os de vídeos feitos em seus quartos a um reconhecimento internacional, como celebridades que são reconhecidas na rua, convidados para lançamentos de filmes e até com o poder de lançar sua própria linha de produtos.

No final do ano passado, a Revista Forbes divulgou lista dos YouTubers mais bem pagos em 2016, entre os mais bem pagos está o Atwood, o americano ganhou 8 milhões de dólares com anúncios. No Brasil, temos o fenômeno Whindersson Nunes, que conta com mais de 12 milhões de inscritos. Sabemos que este é o lado mais extreme do espectro de sucesso do YouTube, mas existem, mesmo assim, muitas pessoas “comuns” que estão usando o canal com sucesso e gerando uma renda mensal, assim como anunciantes que estão vendendo seus produtos por meio destes influenciadores.

Qual conteúdo é o mais lucrativo?

Que tipo de conteúdo de vídeo prova ser o mais popular e mais lucrativo? Se voltarmos para a lista da Forbes, podemos ver que o conteúdo milionário vem destas categorias: comentários sobre videogames, tutoriais de beleza, culinária, pegadinhas, vídeos de reações (pessoas assistindo coisas diferentes como outros vídeos ou lançamentos de produtos) e talento musical. Segundo veículos do Reino Unido, Zoella, celebridade britânica do YouTube cujo conteúdo mais popular são vídeos que mostram seu estilo, com suas últimas compras de roupas e produtos de beleza, faturou cerca de 400 mil libras em apenas oito meses.

Se olharmos para o mercado francês da rede da Awin, por exemplo, os afiliados do YouTube que mais monetizam são aqueles que compartilham conteúdo relacionado a dicas fitness. Um deles chegou a gerar 97.000 euros em comissões, em 2015, mostrando que outras categoria também podem ser lucrativas. A França tem visto um aumento no número de YouTubers relacionados aos setores de moda e beleza, assim como na Polônia, os top publishers vem desse setor.

Como mostrado em artigo publicado pelo The Guardian, o conteúdo dos vídeos das estrelas do YouTube representa apenas metade de seu ‘appeal’. Em uma pesquisa realizada pela Variety, adolescentes avaliaram estrelas do YouTube como mais confiáveis e engajadas que celebridades. O contraste entre YouTubers e celebridades vem do que eles percebem como ser mais ‘comum’ com seu senso de humor, falta de filtro e um espírito disposto a correr riscos que é normalmente censurado às celebridades. A simples configuração de uma pessoa usando uma câmera no seu quarto cria uma intimidade com o seu usuário e faz com que eles pareçam mais acessíveis, mesmo que diversos YouTubers tenham passado a usar equipamentos mais caros.

Backlash

Com o aumento da popularidade de um canal do YouTube, também existe um aumento de interesse de anunciantes. Isso pode criar um atrito com os fãs do canal, que podem ficar incomodados por seu canal favorito parecer ter se vendido ao concordar em fechar parcerias com anunciantes que podem ter um conteúdo diferente do estilo do YouTuber, o que dá a impressão de o vídeo ser menos autêntico e confiável.

Porém, como o YouTube explodiu nos últimos anos e mais pessoas estão conseguindo fazer dessa rede seu trabalho, YouTubers como o PewDiePie criaram vídeos para falar especificamente sobre sua renda e abordam com transparência como eles ganham dinheiro com o seu conteúdo. Como existe um mito de que são pagos para ficar sentado o dia todo enquanto a câmera está rodando, os fãs parecem ficar mais confortáveis com a compensação que YouTubers recebem pelo seu conteúdo.

Enquanto os YouTubers que mais ganham continuam a ser notícia por sua renda, o canal oferece uma oportunidade real de marketing de afiliação para anunciantes e afiliados. Para anunciantes, trabalhar com publishers do YouTube traz um risco relativamente pequeno. Você pode facilmente determinar se o conteúdo se encaixa com a sua marca e se alcança seu público-alvo. Para afiliados, estender seu conteúdo para um canal do YouTube pode ser uma nova maneira de trabalhar mostrando mais a sua personalidade. O site oferece uma oportunidade de alcançar um público que gosta de ouvir a opinião de pessoas sobre os seus produtos favoritos ou hobbes. Portanto, criar vídeos com conteúdo de qualidade toma tempo e esforço, mas como os número mostram, é um investimento que vale a pena.

* Javier Gomez é Head of Publishers Sales da Awin, maior rede de afiliação da Europa e líder no Brasil.

 

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