<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0">
	<script type="text/javascript">
		<![CDATA[
			ord=Math.random()*10000000000000000;
			document.write('<script type="text/javascript" src="http://ad.doubleclick.net/adj/meio-e-mensagem.comunicacao/rss;sz=468x60;ord=' + ord + '?"><\/script>');
		]]>
	</script>
	<channel>
		<title>RSS: Comunicação - Ponto de Vista</title>
		<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/rss/comunicacao/ponto_de_vista.html</link>
		<description></description>
		<language>pt-br</language>
		<copyright><![CDATA[Copyright 2010 - Meio & Mensagem]]></copyright>
		<category><![CDATA[Meio & Mensagem]]></category>
		<image>
			<title><![CDATA[Meio & Mensagem]]></title>
			<width>172</width>
			<height>23</height>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/rss/comunicacao/ponto_de_vista.html</link>
			<url>http://www.meioemensagem.com.br/docroot/mem/images/logos/logo_smallMeM.png</url>
		</image>
		<item>
			<title><![CDATA[Para quem desconhece a história, tudo é novidade]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/05/08/Para-quem-desconhece-a-historia-tudo-e-novidade.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/05/08/Para-quem-desconhece-a-historia-tudo-e-novidade.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Quando a tv surgiu abalando o reinado absoluto do r&aacute;dio, uns se negaram a aceitar o novo meio, outros entraram em p&acirc;nico, e os mais inteligentes e competentes aproveitaram a oportunidade para potencializar seu talento. Foi assim com Chico Anysio, Paulo Gracindo, M&aacute;rio Lago e Dias Gomes, por exemplo. S&oacute; pra citar alguns nomes inquestion&aacute;veis e j&aacute; falecidos. Eram brilhantes no r&aacute;dio, foram mais brilhantes ainda na tv (ve&iacute;culo em que os conheci), e seu brilho permanece imbat&iacute;vel apesar de tantos anos passados.<br /> <br /> Muitos dos que hoje desembarcam no mercado acreditando estarem reinventando a roda da comunica&ccedil;&atilde;o, de t&atilde;o jovens, talvez n&atilde;o consigam dimensionar a estatura desses quatro nomes. De t&atilde;o inexperientes, talvez tor&ccedil;am a cara pelos velhos personagens usados como exemplos. &quot;Coisa do passado&quot; - provavelmente dir&atilde;o. S&oacute; o que interessa &eacute; o futuro para a grande maioria deles. Atitude absolutamente compreens&iacute;vel. Sempre foi assim toda vez que uma novidade surgiu. Sempre foi tentando desqualificar o estabelecido que os novos entrantes procuraram se estabelecer. At&eacute; a&iacute;, nada de novo.<br /> <br /> Tecnologia &eacute; tudo; o que fazer com ela &eacute; s&oacute; um detalhe. Ideias que circulem facilmente por todas as plataformas e disciplinas s&atilde;o o m&aacute;ximo; a qualidade dessas ideias n&atilde;o faz tanta diferen&ccedil;a. E assim por diante. Nem sempre se expressam de forma t&atilde;o expl&iacute;cita, mas no fundo &eacute; o que pensam em bom n&uacute;mero esses queridos calouros. N&atilde;o fazem por mal, &eacute; pura empolga&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o rotulam como inova&ccedil;&atilde;o quase tudo que lhes vem &agrave; cabe&ccedil;a por incapacidade criativa, &eacute; puro desconhecimento de que a ideia que acabaram de ter j&aacute; foi feita antes, e provavelmente com mais qualidade. N&atilde;o s&atilde;o nocivos, pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o altamente ben&eacute;ficos, necess&aacute;rios, estimulantes. Que sejam bem-vindos e que aprendam com a hist&oacute;ria os atalhos que os levar&atilde;o melhor e mais depressa ao seu destino.&nbsp;</p>
				
					<br clear="all">
					<center>
						<a href="http://ad.doubleclick.net/jump/meio-e-mensagem.comunicacao/rss;sz=468x60;ord=123456789?/" target="_blank">
						<img src="http://ad.doubleclick.net/ad/meio-e-mensagem.comunicacao/rss;sz=468x60;ord=123456789?/" border="0"></a>
					</center>
			]]> 
			</description>
			<pubDate>May 8, 2012 2:44:38 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A origem do amor como ideal romântico e o fim do romance nos tempos de hoje]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/05/02/A-origem-do-amor-como-ideal-romantico-e-o-fim-do-romance-nos-tempos-de-hoje.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/05/02/A-origem-do-amor-como-ideal-romantico-e-o-fim-do-romance-nos-tempos-de-hoje.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p><p>Foi numa retrospectiva hist&oacute;rica sobre a &ldquo;hist&oacute;ria de amor&rdquo;, que o Prof. Mckee - mestre dos roteiristas de Hollywood - explicou em sua aula a perda do sentido do amor no cotidiano contempor&acirc;neo.</p> <p>Imagine que estamos na Europa do sec. XIII. Nada muito civilizado ou limpo. Todos carregavam armas. Mulheres n&atilde;o sa&iacute;am durante a noite sem escolta, pois seriam logicamente atacadas e estupradas. Acredite, era um lance cultural. Surge ent&atilde;o um movimento de cavaleiros e  trovadores questionando toda uma sociedade com ideais extremamente revolucion&aacute;rios, como: amor &eacute; algo elevado e por isso enobrece o homem que ama. Esse amor elevado tem belos rituais de cortejo, ou seja, nada a ver com estupro.</p> <p>Esses pensamentos influenciaram toda uma sociedade que aos poucos come&ccedil;ou a perseguir um novo ideal. E assim come&ccedil;amos a cortejar as mulheres. Os rom&acirc;nticos embarcaram nessa onda e evolu&iacute;ram a id&eacute;ia agregando outros conceitos como o &quot;amor &agrave; primeira vista&quot;, o &quot;almas g&ecirc;meas&quot; e a fus&atilde;o do homem e da mulher e um s&oacute;.</p> <p>At&eacute; que no sec. XX&hellip; love was in the air. O s&eacute;culo mais rom&acirc;ntico da hist&oacute;ria ia de vento em popa com suas hist&oacute;rias, m&uacute;sicas, filmes, cultura pop, bailes, galanteio, flores, cavalheirismo. Mas apesar de tantos ideais belos, a sociedade ainda era machista e desrespeitosa com as mulheres em termos pr&aacute;ticos. Enfim, nos anos 60/70, surge um novo e importante movimento revolucion&aacute;rio, dessa vez encabe&ccedil;ado pelas mulheres: o feminismo. Uma importante evolu&ccedil;&atilde;o social, que teve que pagar um pre&ccedil;o: o fim do romantismo. A mulher agora &eacute; independente e  isso tornou o homem vulner&aacute;vel, pois agora compete com ela de igual para igual. Ele n&atilde;o &eacute; mais a fortaleza que a protege e pode facilmente perder pra ela. O ideal rom&acirc;ntico deixa de fazer sentido nesse novo cotidiano.&nbsp;</p></p>
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/05/02/A-origem-do-amor-como-ideal-romantico-e-o-fim-do-romance-nos-tempos-de-hoje/newsDetails/0/imageBinary/site-g-1.gif" width="308" height="197" > </img>
							
								<p>O sentido de "amor" teria surgido na Europa do séc. XIII
								<span><strong>Crédito:</strong> Reprodução</span>
								</p>
								
							<p><p>Se notarmos os filmes de amor contempor&acirc;neos, veremos que eles costumam ser ambientados no passado (Titanic, Paciente Inlg&ecirc;s, Pontes de Madison). Segundo o Mestre Mckee, isso faz toda a diferen&ccedil;a para a audi&ecirc;ncia que entende que aquela hist&oacute;ria aconteceu na &eacute;poca em que &quot;as pessoas eram rom&acirc;nticas&rdquo;.</p> <p>N&atilde;o concorda? Ent&atilde;o imagine uma hist&oacute;ria rom&acirc;ntica nos dias de hoje. Um jovem t&iacute;mido que se apaixona por uma colega de trabalho e passa noites febris apaixonado. Enfim, ele decide enviar-lhe um poema com flores, como um admirador secreto, abrindo sua alma em poemas que a idolatram. O que essa mulher faria? Provavelmente, responde o pr&oacute;prio professor, ligaria pra pol&iacute;cia com medo de estar sendo perseguida por um stalker ou psicopata.</p> <p>Mas calma, nem tudo est&aacute; perdido para quem sonha escondido com amor rom&acirc;ntico, poesia e flores. O contraponto de esperan&ccedil;a &eacute; saber que tudo na sociedade &eacute; c&iacute;clico. Investigando o assunto com professores de pr&eacute;-adolescentes vi sinais aparentemente na  contram&atilde;o dos rumos ditados pelo mestre de Holywood. Uma nova gera&ccedil;&atilde;o que est&aacute; indo al&eacute;m do &quot;ficar&quot;. Que se apaixona e sofre por amor.</p> <p>&Eacute; bem prov&aacute;vel que essa gera&ccedil;&atilde;o evolua a vis&atilde;o sobre o amor e o feminismo. Algo menos radical, um meio termo que permita que homens e mulheres se complementem e n&atilde;o necessariamente compitam, mas que mantenha e amplie as conquistas sociais femininas para lugares menos &quot;desenvolvidos&quot; que ainda precisam evoluir muito com rela&ccedil;&atilde;o a isso.&nbsp;</p></p>
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/05/02/A-origem-do-amor-como-ideal-romantico-e-o-fim-do-romance-nos-tempos-de-hoje/newsDetails/00/imageBinary/site-g-2.gif" width="308" height="197" > </img>
							
								<p>História de Amor de sucesso atualmente são ambientadas no passado
								<span><strong>Crédito:</strong> Reprodução</span>
								</p>
								
			]]> 
			</description>
			<pubDate>May 2, 2012 2:51:37 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[As 10 coisas mais irritantes em propagandas no rádio]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/04/23/As-10-coisas-mais-irritantes-em-propagandas-no-r-dio-1.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/04/23/As-10-coisas-mais-irritantes-em-propagandas-no-r-dio-1.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>1 - Jingles que cantam o briefing (Tipo &quot;Variedade e qualidade, pre&ccedil;o baixo todo dia, com aqueeeele atendimento...&quot;) - e que nem se d&atilde;o ao trabalho de rimar.<br /> <br /> 2 - Spots de Dia dos Pais onde o pai chama o filho de &quot;filh&atilde;o&quot;. Meu pai nunca me chamou de &quot;filh&atilde;o&quot;, eu nunca chamei meu filho de &quot;filh&atilde;o&quot; e n&atilde;o conhe&ccedil;o ningu&eacute;m que chame seu filho de &quot;filh&atilde;o&quot;. S&oacute; os personagens de spots de Dia dos Pais.<br /> <br /> 3 - Depoimentos falsos feitos para soar como se fossem verdadeiros. Pessoas exaltando um produto usando termos e frases escancaradamente constru&iacute;das por (maus) redatores.<br /> <br /> 4 - Rimas pobres. Rimar verbos em &quot;ar&quot; sem parar &eacute; pra matar.<br /> <br /> 5 - Personagens de spots com nomes duplos inesperados. Roberto Alfredo, Fernando Gustavo. Pior que isso, s&oacute; os nomes duplos das atendentes de telemarketing (ontem peguei uma Pamela Jaqueline).  <br /> <br /> 6 - Jingles com letras que n&atilde;o d&aacute; pra entender. <br /> <br /> 7 - Jingles com letras que voc&ecirc; preferia n&atilde;o ter entendido.<br /> <br /> 8 - Comerciais programados h&aacute; anos diariamente no mesmo hor&aacute;rio &ndash; e que se repetem &agrave; exaust&atilde;o bem naquele hor&aacute;rio em que voc&ecirc; escuta r&aacute;dio todos os dias.<br /> <br /> 9 &ndash; Programetes e boletins di&aacute;rios pseudo-jornal&iacute;sticos de entidades que ficam por 1 minuto falando de assuntos internos que s&oacute; interessam &agrave; diretoria daquela entidade &ndash; e olhe l&aacute;.<br /> <br /> 10 &ndash; E o mais constrangedor de tudo: spots que ningu&eacute;m lembrou de tirar do ar. Nada pior que escutar uma voz feliz informando que &quot;O ver&atilde;o est&aacute; chegando&quot; em 15 de mar&ccedil;o.<br /> <br /> <em>Eduardo Axelrud &eacute; vice-presidente de cria&ccedil;&atilde;o da Competence.</em>&nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Apr 23, 2012 10:54:09 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[As mudanças não pedem licença para acontecer]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/04/04/As-mudancas-nao-pedem-licenca-para-acontecer0.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/04/04/As-mudancas-nao-pedem-licenca-para-acontecer0.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>O ano come&ccedil;ou quente. Contas importantes trocando de ag&ecirc;ncia, outras se colocando em disputa. Festa na Lew&rsquo;Lara e na Neogama com o fim da maratona da Vale. Festa na jovem David, encaixando uma pedrada certeira no Golias japon&ecirc;s. Festa regada a cerveja na Y&amp;R. Festa do lado vencedor, choro do lado perdedor, e apreens&atilde;o por todos os lados. Que primeiro trimestre! A coisa t&aacute; mudando muito depressa, e tudo indica que est&aacute; fora de controle.<br /> <br /> Num debate que presenciei nesta segunda-feira, ouvi Caetano Veloso dizer que n&atilde;o adianta ter intelig&ecirc;ncia e cultura se n&atilde;o tiver coragem. &ldquo;Sem coragem n&atilde;o tem gra&ccedil;a nenhuma&rdquo;, foi como ele fechou a frase. Concordo. E acho que a afirmativa dele se aplica perfeitamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o do mercado publicit&aacute;rio: n&atilde;o adianta a estrutura, a criatividade, o planejamento, a capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o, a posi&ccedil;&atilde;o no ranking, os m&eacute;todos, a experi&ecirc;ncia, a tecnologia e os nomezinhos espertos de praxe, se n&atilde;o tiver a danada da coragem.<br /> <br /> As ag&ecirc;ncias tremem diante das altas verbas, como Baggios na hora do p&ecirc;nalti. Os clientes tremem s&oacute; de pensar em n&atilde;o cumprir seus or&ccedil;amentos ou n&atilde;o ter como explicar suas decis&otilde;es. O dia-a-dia, que era pra ser calmo, se transformou num sufoco tremendo. Pra escapar da tremedeira, todos buscam seguran&ccedil;a, e quanto mais procuram seguran&ccedil;a, mais se repetem, ficando, por isso mesmo, mais vulner&aacute;veis aos ventos da mudan&ccedil;a. Conclus&atilde;o: Tremer n&atilde;o &eacute; bom neg&oacute;cio. E pilotar a mudan&ccedil;a &eacute; poss&iacute;vel, mas s&oacute; pra quem tem pulso firme.&nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Apr 4, 2012 8:49:02 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[NCMB x CC: Que luta!!!]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/30/NCMB-x-CC-Que-luta.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/30/NCMB-x-CC-Que-luta.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Nem MMA, nem UFC: a maior luta que est&aacute; rolando neste momento no Brasil n&atilde;o est&aacute; no oct&oacute;gono. Semana passada estivemos num encontro que reuniu os embaixadores da Nova Classe M&eacute;dia Brasileira (NCMB, decore esta sigla!) e as institui&ccedil;&otilde;es financeiras, num di&aacute;logo intenso sobre como equacionar os desejos de consumo e estilo de vida desses milh&otilde;es de brasileiros com as regras atuais em termos de cr&eacute;dito e cobran&ccedil;a. Renato Meirelles do Data Popular e Andr&eacute; Torreta da A Ponte Estrat&eacute;gia mostraram um Brasil que &eacute; desconexo dos crit&eacute;rios atuais de cr&eacute;dito e cobran&ccedil;a. <br /> <br /> J&aacute; os bancos e demais institui&ccedil;&otilde;es apresentaram suas iniciativas para se adequarem a esse novo momento econ&ocirc;mico, promover sustentabilidade no oferecimento do cr&eacute;dito e rela&ccedil;&otilde;es mais transparentes e equilibradas entre empresa-cliente. O consenso &eacute; de que muita coisa tem que mudar urgente. <br /> <br /> Para surfar as boas ondas trazidas pelos milh&otilde;es da NCMB o jogo tem que ser diferente. Imagine que a rela&ccedil;&atilde;o da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito x PIB &eacute; a maior dese 1988, est&aacute; em 42%, o que &eacute; ainda um &iacute;ndice t&iacute;mido perto de outros pa&iacute;ses, mas &eacute; um superavan&ccedil;o...Tem ainda muito para crescer. Dinamarca e USA, por exemplo, oferecem em termos de cr&eacute;dito algo em torno de 200% do PIB... A NCMB traz um novo potencial de consumo na faixa de R$1TRI anual. E todo mundo quer esse dinheiro! Ent&atilde;o vale mais do que nunca, a m&aacute;xima de que o insight tem que vir do consumidor. <br /> <br /> O que hoje a ind&uacute;stria financeira fala, simplesmente n&atilde;o &eacute; o que a massa da NCBM entende. A come&ccedil;ar pela forma como essas pessoas encaram os pr&oacute;prios produtos financeiros. Interessant&iacute;ssimo, olha s&oacute;: poupan&ccedil;a &eacute; &ldquo;seguro&rdquo;.  Consumo &eacute; &ldquo;investimento&rdquo;. Cart&atilde;o de cr&eacute;dito co-branded &eacute; seguro emergencial (resid&ecirc;ncia, sa&uacute;de, autom&oacute;vel etc.). Enfim...enquanto o governo e cabe&ccedil;as competentes discutem mil maneiras de baixar a inadimpl&ecirc;ncia e encontrar n&iacute;veis &ldquo;adequados&rdquo; de endividamento, a nova Classe C encara o desafio de sobreviver &ldquo;equilibrando os pratinhos&rdquo; de uma forma muito natural. Ter 95% do sal&aacute;rio comprometido em presta&ccedil;&otilde;es, atrasar algumas delas, preterir um credor ao outro, n&atilde;o &eacute; estar endividado: &eacute; parte da vida como a respira&ccedil;&atilde;o. <br /> <br /> Inadimpl&ecirc;ncia, na vis&atilde;o dos integrantes da NCMB, &eacute; quando simplesmente voc&ecirc; deixa ir &ldquo;para o pau&rdquo;, o que &eacute; considerado como insolv&ecirc;ncia pelos especialistas. O modo de vida fala muito mais alto que as frases do boleto de cobran&ccedil;a sobre o envio do t&iacute;tulo para protesto em poucos dias. As estat&iacute;sticas apontam: o 3&ordm; maior motivo de endividamento na NCMB passa pelo emocional: s&atilde;o pessoas que &ldquo;emprestam&rdquo; seu nome para favorecer terceiros de seu relacionamento pr&oacute;ximo. E da&iacute; t&aacute; feita a confus&atilde;o: como cobrar e recuperar valores de quem encara a d&iacute;vida como parte da rotina, quase como um membro da fam&iacute;lia? <br /> <br /> Alguns varejistas mais focados neste target j&aacute; est&atilde;o quebrando estes paradigmas. No lugar de mandar o devedor para o cart&oacute;rio 5 dias depois do vencimento, mandam uma cartinha simp&aacute;tica lembrando do atraso. O &ldquo;pau&rdquo; fica para depois. Eles tamb&eacute;m est&atilde;o &ldquo;acabando&rdquo; com o crit&eacute;rio Brasil na hora da an&aacute;lise de cr&eacute;dito, criando seus pr&oacute;prios scores de risco. Muito esperto! Os processos de valida&ccedil;&atilde;o est&atilde;o na contra-m&atilde;o da vontade de ofertar cr&eacute;dito as pesoas desta faixa de renda: escrita, o que &eacute; lido e o que comunicado n&atilde;o ajudam, n&atilde;o chegam no n&iacute;vel necess&aacute;rio de simplicidade para entendimento desses  milh&otilde;es de brasileiros &ndash; a grande maioria analfabeto funcional. E nem esta defici&ecirc;ncia vira impedimento na hora de tomar cr&eacute;dito a dist&acirc;ncia, via canais remotos, ou atrav&eacute;s do simples uso do cart&atilde;o de cr&eacute;dito. Ali&aacute;s, a NCMB j&aacute; responde por 53% de todo o volume transacionado com cart&otilde;es de cr&eacute;dito!  <br /> <br /> Ou seja, a pessoa que passou por priva&ccedil;&otilde;es a vida toda, agora quer e pode consumir, tem cr&eacute;dito bastando apenas apertar alguns bot&otilde;es. S&oacute; que n&atilde;o entende muito bem o que est&aacute; fazendo, n&atilde;o sabe matem&aacute;tica e a&iacute; POW!, vem aquela trombada! Educa&ccedil;&atilde;o financeira, atua&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o consciente agora ou colapso depois. Esse &eacute; o desafio do s&eacute;culo XXI por aqui!<br /> <br /> Fontes: Data Popular, INEPAD e IPEA&nbsp;<br /> <br /> <em>Marisa Furtado &eacute; s&oacute;cia, vice-presidente e diretora de cria&ccedil;&atilde;o da F&aacute;brica Comunica&ccedil;&atilde;o Dirigida</em><br type="_moz" /></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 30, 2012 11:10:18 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Fazer o bem sem olhar a quem]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/29/Fazer-o-bem-sem-olhar-a-quem.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/29/Fazer-o-bem-sem-olhar-a-quem.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Fui convidado pela coluna Em Perspectiva do Meio &amp; Mensagem (leia <strong><a target="_blank" href="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/em_perspectiva/2012/03/23/Falta-engajamento- ">aqui</a></strong>) para falar sobre o engajamento no Brasil. Gostaria de compartilhar minha opini&atilde;o e ouvir a de voc&ecirc;s.<br /> <br /> O Brasil doa menos tempo e dinheiro do que a m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o mundial e ocupa a 76&ordm; posi&ccedil;&atilde;o entre 153 pa&iacute;ses pesquisados pela Charities Aid Foundation e o Instituto Gallup para avaliar a pr&aacute;tica de atitudes altru&iacute;stas. Apenas a t&iacute;tulo de curiosidade, a Col&ocirc;mbia est&aacute; em 50&ordm;. Esses dados, se todos n&oacute;s f&ocirc;ssemos somente racionais, j&aacute; encerrariam a quest&atilde;o. Mas como a aritm&eacute;tica s&oacute; funciona 100% em matem&aacute;tica, existem alguns pontos que valem a pena ser analisados. <br /> <br /> Como um otimista incorrig&iacute;vel, eu vejo que estamos vivendo uma fase crescente desse tipo de engajamento. &ldquo;Ah, Hugo, qual &eacute;, melhoramos de uma nota 1 para uma nota 1,5? - por exemplo&rdquo; &ndash; diriam os mais duros. &ldquo;Tudo bem, mas crescemos 50%, ent&atilde;o.&rdquo; O que eu quero lembrar a quem est&aacute; lendo &eacute; que viemos de um pa&iacute;s que sempre teve que lutar para sobreviver, como ent&atilde;o, pensar no pr&oacute;ximo? <br /> <br /> De novo, pode vir algu&eacute;m mais frio nas an&aacute;lises e nos comparar com a Col&ocirc;mbia &ndash; que tamb&eacute;m sofreu e sofre desse mal. Mas a&iacute;, eu recorro &agrave; frase de um m&eacute;dico que uma vez disse: &ldquo;A medicina n&atilde;o tem todas as respostas que acreditamos que ela tenha&rdquo;. <br /> <br /> N&atilde;o existem tamb&eacute;m respostas exatas (no plural mesmo) para explicar como um pa&iacute;s que se diz e acredita ser solid&aacute;rio n&atilde;o figure nem na frente de pa&iacute;ses mais pobres como a pr&oacute;pria Col&ocirc;mbia. Gra&ccedil;as a Deus isso vem mudando. N&atilde;o t&atilde;o r&aacute;pido e eficaz como adorar&iacute;amos ver, mas &eacute; um processo. E voc&ecirc; n&atilde;o faz uma mudan&ccedil;a dando uma Festa Inaugural de Novos Pensamentos, e pronto: deu certo. N&atilde;o &eacute; assim. <br /> <br /> Acho que o papel das ag&ecirc;ncias tem, sim, crescido muito nesse sentido. Vejo que muitas empresas privadas tamb&eacute;m est&atilde;o se dando conta da import&acirc;ncia de investir numa campanha social ou ambiental. M&iacute;dias poderosas como o SBT adotam causas e levam mensagens sociais e ambientais a milh&otilde;es de brasileiros, como no caso do &lsquo;Desarmamento&rsquo;. Ou mesmo na &lsquo;Doa&ccedil;&atilde;o de Sangue&rsquo;. <br /> <br /> Para ser ainda mais contundente com apenas um exemplo, a emissora do Seu S&iacute;lvio tem um guarda-chuva para todas essas a&ccedil;&otilde;es: o SBT DO BEM. E n&atilde;o faz isso para ganhar pr&ecirc;mios em festivais. Faz por responsabilidade social, ambiental e por cidadania. Assim como o SBT, outras grandes for&ccedil;as do mercado tamb&eacute;m se empenham cada vez mais nesse papel de difusora da informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til e construtiva. <br /> <br /> O que precisamos fazer para melhorar ainda mais, n&atilde;o apenas essas a&ccedil;&otilde;es, mas tudo que se refere a desenvolvimento e crescimento, &eacute; apresentarmos sempre solu&ccedil;&otilde;es inteligentes e vi&aacute;veis para cada cr&iacute;tica dura que fazemos. Se cada um fizer isso, em 10 anos seremos o melhor pa&iacute;s do mundo. Se continuarmos a cultuar a cr&iacute;tica pela cr&iacute;tica, a acreditar que o Brasil se resume ao que vivemos e n&atilde;o ao que nem sequer imaginamos, daqui a 10 anos seremos um pa&iacute;s rico. Mas ego&iacute;sta e cego. Fa&ccedil;a a sua parte agora, responda: &ldquo;O que voc&ecirc; fez pelo bem do seu pa&iacute;s, ou do seu bairro, ou do seu vizinho, ou de algum familiar, hoje?&rdquo;.<br /> <br /> <em>Hugo Rodrigues, COO&amp;Chief Creative Officer da Publicis no Brasil&nbsp;</em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 29, 2012 10:58:23 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Democracia Digital,  KONY 2012 e o que as marcas têm a ver com isso ?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/29/Democracia-Digital-KONY-2012-e-o-que-as-marcas-tem-a-ver-com-isso-.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/29/Democracia-Digital-KONY-2012-e-o-que-as-marcas-tem-a-ver-com-isso-.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p><p>Recentemente vi pela primeira vez Kony2012 . Mais do que a quest&atilde;o humanit&aacute;ria e todas as hist&oacute;rias tristes que o filme conta de Uganda, o que me emocionou foi a poderosa proposta oferecida a uma audi&ecirc;ncia na Internet. Uma proposta de participar da transforma&ccedil;&atilde;o de uma sociedade global, de criar sistemas alternativos de democracia digital, de exercer no mundo a opini&atilde;o de uma maioria.</p> <p>Kony 2012 &eacute; um super case de awareness. No entanto, sua falta de relev&acirc;ncia na abordagem da quest&atilde;o de Uganda (as solu&ccedil;&otilde;es simplistas propostas no filme), foram muito criticadas por entidades s&eacute;rias. Entiddes que buscam solu&ccedil;&otilde;es consistentes para um tema que ganhou visibilidade mundial. Talvez porque Kony2012 &eacute; mais do que um filme sobre Uganda. &Eacute; um filme sobre nosso poder com a Internet.&nbsp;</p></p>
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/29/Democracia-Digital-KONY-2012-e-o-que-as-marcas-tem-a-ver-com-isso-/newsDetails/0/imageBinary/ponto-de-vista-g.gif" width="308" height="197" > </img>
							
								<p>A internet e seu poder de mobilização social
								<span><strong>Crédito:</strong> Divulgação</span>
								</p>
								
							<p><p><strong>Comportamentos em ferramentas de democracia digital:</strong></p> <p>A Internet tem revelado uma s&eacute;rie de comportamentos muito interessantes que parecem contribuir para a cria&ccedil;&atilde;o desses canais alternativos de democracia n&atilde;o apenas de um ponto de vista s&oacute;cio-pol&iacute;tico, mas tamb&eacute;m econ&ocirc;mico, de conhecimento, qualidade de servi&ccedil;os e entretenimento.</p> <p>&ndash; <strong>Share</strong>: conceito muito hippie que  est&aacute; derrubando modelos econ&ocirc;micos por fomentar a livre distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e democracia de conhecimento.</p> <p>&ndash; <strong>Inova&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica</strong>: Open Source, Crowdfunding, Micro-cr&eacute;dito, sites de &ldquo;compartilhamento de videos&rdquo; e at&eacute; mesmo as compras coletivas s&atilde;o novos modelos econ&ocirc;micos  que v&ecirc;m movimentando de forma consistente um bocado de pessoas, de conhecimento e tamb&eacute;m de dinheiro.</p> <p>&ndash; <strong>O julgamento das redes sociais</strong>: todos est&atilde;o sujeitos a esse grande f&oacute;rum digital que celebra ou destroi a imagem de pessoas, filmes, conte&uacute;dos, entidades, empresas, o que for.</p> <p>&ndash; <strong>Interven&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-pol&iacute;tica</strong>: Primavera &Aacute;rabe, Wikileaks, ocupa&ccedil;&atilde;o de Wall Street, movimento M15, s&atilde;o exemplos recentes que mostram o impacto que uma comunidade pode exercer no mundo f&iacute;sico com a ajuda dos meios digitais.<br /> &nbsp;</p> <p><strong>E o que as marcas t&ecirc;m a ver com isso?</strong></p> <p>Em primeira inst&acirc;ncia esse novo cen&aacute;rio abre possibilidades para novos produtos, servi&ccedil;os, comunica&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o configurados de forma integrada e baseados em princ&iacute;pios como share e inova&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.</p> <p>Em segunda inst&acirc;ncia, muitas marcas hoje em dia t&ecirc;m em sua miss&atilde;o filosofias sociais e de sustentabilidade. Algumas marcas inclusive j&aacute; convertem  campanhas em ferramentas de transformar o mundo.<br /> &nbsp;</p></p>
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/29/Democracia-Digital-KONY-2012-e-o-que-as-marcas-tem-a-ver-com-isso-/newsDetails/00/imageBinary/ponto-de-vista-2-g.gif" width="308" height="197" > </img>
							
								<p>Cenário digital proporciona novas possibilidades para as marcas
								<span><strong>Crédito:</strong> Divulgação</span>
								</p>
								
							<p>Para concluir deixo esse v&iacute;deo que est&aacute; correndo o Facebook e uma reflex&atilde;o: E se... as marcas usassem seu poder de comunica&ccedil;&atilde;o e marketing para fortalecer comunidades de pessoas (que tb s&atilde;o consumidores) e ajudar o mundo a ser melhor?  <br /> &nbsp;</p>
				
				
							<p><em>Philippe Bertrand, diretor de conte&uacute;do da DM9DDB &nbsp;</em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 29, 2012 10:37:46 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Cérebros ou bundas: o que você quer contratar?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/22/Cerebros-ou-bundas--o-que-voce-quer-contratar.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/22/Cerebros-ou-bundas--o-que-voce-quer-contratar.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Outro dia, a minha ag&ecirc;ncia foi desclassificada de uma concorr&ecirc;ncia por falta de bundas. Ganhar ou perder concorr&ecirc;ncias faz parte do nosso neg&oacute;cio e as afinidades que levam um cliente a escolher uma ou outra ag&ecirc;ncia s&atilde;o insond&aacute;veis por isso n&atilde;o ficamos tristes pela desclassifica&ccedil;&atilde;o. Ficamos chateados mesmo foi com o crit&eacute;rio utilizado.<br /> <br /> &quot;Quantos funcion&aacute;rios tem a ag&ecirc;ncia?&quot;, &eacute; como veio escrita a pergunta no formul&aacute;rio da concorr&ecirc;ncia. O que ela queria dizer era: s&oacute; faremos neg&oacute;cios com voc&ecirc;s caso voc&ecirc;s j&aacute; tenham um n&uacute;mero suficiente de bundas amarradas em cadeiras (nome cient&iacute;fico: gluteus maximus trancafiadus). Vale lembrar que, salvo raras exce&ccedil;&otilde;es, na grande maioria das ag&ecirc;ncias o trabalho &eacute; realizado principalmente com outra parte do corpo, o c&eacute;rebro, que por sua vez, mesmo n&atilde;o estando presente no local de labuta pode ser acionado atrav&eacute;s de uma rede mundial de computadores chamada Internet &mdash; Duh! . Ent&atilde;o, que diferen&ccedil;a poderia fazer, nos dias de hoje, a quantidade de bundas que oferece um prestador de servi&ccedil;os ao seu cliente? Pra esse pessoal, fazia muita.<br /> <br /> Me parece que um cliente interessado em bundas n&atilde;o entende de neg&oacute;cios. Afinal, se entendesse saberia que no ramo de servi&ccedil;os m&atilde;o-de-obra &eacute; um dos custos mais altos. Uma boa ag&ecirc;ncia ter&aacute; sempre o tamanho exato da demanda de seus clientes e s&oacute; crescer&aacute; junto com o aumento da demanda. Uma ag&ecirc;ncia com excesso de pessoal vai cobrar mais caro de seus clientes sem necessariamente entregar mais. &Eacute; como presumir que um escrit&oacute;rio de advogados com 400 advogados vai livrar a sua barra melhor do que um que tenha apenas 10 chefiado pelo Dr. M&aacute;rcio Thomaz Bastos. Ingenuidade.<br /> <br /> Com apenas 8 bundas, ou 16 n&aacute;degas (se voc&ecirc; for do financeiro), j&aacute; tivemos an&uacute;ncios, outdoors e filmes veiculados em mais 30 pa&iacute;ses. Acabamos de fazer uma campanha de m&iacute;dia local na cidade de Nova York com o maior sucesso pra lan&ccedil;ar a flagship Galeria Melissa nos Estados Unidos. Trabalhamos para grandes empresas multinacionais como a Grendene, a Kraft e Viacom. A quest&atilde;o &eacute; que usamos mais de 100 c&eacute;rebros pra isso tudo, mas apenas 8 bundas.<br /> <br /> Olhando o mundo pela perspectiva do traseiro n&atilde;o d&aacute; pra medir a efici&ecirc;ncia de neg&oacute;cios do s&eacute;culo XXI. &Eacute; preciso considerar que existimos num mundo com a Internet conectando m&uacute;ltiplos e talentosos c&eacute;rebros via arquivos de texto, imagem &aacute;udio e v&iacute;deo. Esta &eacute; a era do networking e netweaving para aqueles que gostam de um bom jarg&atilde;o.<br /> Julgar a qualidade de uma ag&ecirc;ncia criativa pelo n&uacute;mero de funcion&aacute;rios que tem &eacute; como achar que o motor de 1000 cilindradas de uma moto Yamaha R1, que produze 180 cavalos de for&ccedil;a &eacute; a mesma coisa que o motor de 1000 cilindradas do Uno Mille, que produz 48 cavalos de for&ccedil;a. Falta de conhecimento.<br /> <br /> Segundo conversas que andei tendo com colegas empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o, descobri que existe um n&uacute;mero m&iacute;nimo de 25 pop&ocirc;s cravados nas Giroflex para que uma ag&ecirc;ncia seja levada a s&eacute;rio pelo mercado. Um dos colegas com quem falei, inclusive, est&aacute; pagando o investimento inicial da ag&ecirc;ncia h&aacute; mais de 5 anos. Seu racioc&iacute;nio estava certo, a ag&ecirc;ncia prosperou diante do tradicionalismo do mercado. Mas ser&aacute; que n&atilde;o teria sido melhor se ele pudesse investir esse dinheiro em atender melhor os seus clientes do que pagar juros ao banco para tranquiliz&aacute;-los de que h&aacute; gente suficiente para atend&ecirc;-los?<br /> <br /> Morro de rir toda vez que me lembro da hist&oacute;ria que o Francesc Petit, da DPZ me contava quando eu tive a felicidade de trabalhar com ele. Diz que uma vez uma rep&oacute;rter perguntou pra ele: &quot;Sr. Petit, quantas pessoa trabalham na DPZ hoje em dia?&quot; Ele parou, pensou e mandou: &quot;Ah, no m&aacute;ximo uns 20%.&quot;<br /> <br /> Acredito que o futuro das ag&ecirc;ncias &eacute; ter no escrit&oacute;rio apenas os 20% de funcion&aacute;rios fixos sem os quais o neg&oacute;cio n&atilde;o vive. E ter os outros 80% em hub, com c&eacute;rebros conectados e retaguardas globalizadas por a&iacute;. A capacidade de pessoas e empresas de se conectar umas com as outras &eacute; que far&aacute; a diferen&ccedil;a nos neg&oacute;cios dos pr&oacute;ximos anos. &Eacute; uma vantagem competitiva importante.<br /> <br /> Isso vale pra ag&ecirc;ncias com 10 ou 1000 funcion&aacute;rios. Gerir mal nosso neg&oacute;cio para atender inseguran&ccedil;as sem fundamento n&atilde;o parece boa governan&ccedil;a. Mesmo que isso funcione no curto prazo, os resultados para ambas as partes ser&atilde;o sempre negativos no fim das contas. Utilizar esse tipo de crit&eacute;rio para selecionar uma ag&ecirc;ncia ou sucumbir &agrave; press&atilde;o de inchar se neg&oacute;cio para agradar  seus clientes s&atilde;o pr&aacute;ticas correntes no mercado. Resta saber com que parte do corpo queremos atuar.&nbsp;<br /> <br /> <em>Rodrigo Le&atilde;o &eacute; s&oacute;cio e diretor de cria&ccedil;&atilde;o da Casa Darwin.</em><br type="_moz" /></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 22, 2012 9:17:08 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Ondas curtas]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/19/Ondas-curtas.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/19/Ondas-curtas.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Algu&eacute;m a&iacute; se lembra das ondas curtas? Pois &eacute;, amigos, muito antes das AM e FM, o r&aacute;dio se dividia em ondas curtas, ondas m&eacute;dias e ondas longas.<br /> <br /> Quando eu era pequeno,eu e meu pai gost&aacute;vamos de passar alguma horas nos divertindo escutando emissoras de r&aacute;dio do mundo todo.<br /> <br /> Faz&iacute;amos isso nas noites de s&aacute;bado no ver&atilde;o, na praia de Atl&acirc;ntida, onde n&atilde;o havia pr&eacute;dios para interferir, e as diversas freq&uuml;&ecirc;ncias de ondas curtas do aparelho de r&aacute;dio dele captavam do al&eacute;m-mar locutores falando as mais estranhas l&iacute;nguas, desde o impec&aacute;vel ingl&ecirc;s da BBC at&eacute; idiomas imposs&iacute;veis de serem identificados.<br /> Escut&aacute;vamos tamb&eacute;m emissoras de outras cidades do Brasil muito antes de existirem redes de r&aacute;dio nacionais. Lembro at&eacute; hoje do &ldquo;mas tu n&atilde;o conhece a Adelaide&rdquo; e outros bord&otilde;es de um programa de humor carioca, que se chamava &ldquo;A Turma da  Mar&eacute; Mansa&rdquo;, patrocinado por uma loja hom&ocirc;nima que s&oacute; existia no RJ &ndash; e que no sul do pa&iacute;s s&oacute; dava para ouvir pelas ondas curtas.<br /> <br /> Mas a mar&eacute; do tempo passou, e levou com ela as ondas curtas. Acredito que os aparelhos de r&aacute;dio de hoje nem tragam mais essas frequ&ecirc;ncias.<br /> <br /> Nos anos que se seguiram, nos acostumamos a escutar as AMs e FMs locais, com seus locutores e patrocinadores transmitindo aqui da esquina. <br /> <br /> Lembrei de tudo isso porque instalei l&aacute; em casa no final de semana um aparelhinho chamado Apple TV, que me permite entre outras coisas assistir na minha televis&atilde;o v&iacute;deos do Vimeo, fotos do meu computador (ou do flickr de qualquer pessoa), filmes e seriados do Netflix... E al&eacute;m de tudo isso, escutar r&aacute;dios da internet do mundo todo. J&aacute; tenho algumas prefer&ecirc;ncias, como uma r&aacute;dio de Lounge de Chicago e uma emissora de Paris que se diz &ldquo;ecl&eacute;tica&rdquo;.<br /> <br /> E foi assim que, mais de 30 anos depois, l&aacute; estava eu, numa noite de s&aacute;bado no final do ver&atilde;o, escutando emissoras do mundo todo com meus filhos. E foi em meio a esse revival, numa torre de babel de m&uacute;sicas indianas e sotaques brit&acirc;nicos, que pensei em como muitas vezes as coisas evoluem tremendamente para acabar chegando num mesmo lugar.<br /> <br /> <em>Eduardo Axelrud &eacute; vice-presidente de cria&ccedil;&atilde;o&nbsp;da Competence.</em><br /> &nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 19, 2012 10:51:09 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Ninguém vai ficar impune a KONY 2012]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/12/Ninguem-vai-ficar-impune-a-KONY-2012.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/12/Ninguem-vai-ficar-impune-a-KONY-2012.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>N&atilde;o importa quem tem raz&atilde;o a respeito do filme KONY 2012 , dirigido e narrado pelo diretor <a target="_blank" href="http://www.invisiblechildren.com/our-team.html">Jason Russell</a>, co-fundador da <a target="_blank" href="http://www.invisiblechildren.com/">Invisible Children</a>, sua exist&ecirc;ncia, sua mensagem e sua repercuss&atilde;o provam que Russel est&aacute; certo quando diz que &ldquo;a regra do jogo mudou&rdquo;.</p>
				
				
							<p>N&atilde;o existe nada de novo em transformar assassinos em celebridades. A m&iacute;dia faz isso desde o in&iacute;cio dos tempos. O novo &eacute; fazer isso publicitariamente, de forma consciente, a favor de uma causa social.<br /> <br /> KONY 2012 &eacute; parte de um mundo onde as regras do jogo s&atilde;o outras de v&aacute;rias formas: o filme mistura ativismo, jornalismo e publicidade em uma mesma estrat&eacute;gia &ndash; o que &eacute; provocador de diferentes formas. Tem bem mais que os&nbsp;<a target="_blank" href="http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/kevin_allocca_why_videos_go_viral.html">3 elementos</a> considerados &ldquo;o segredo&rdquo; para que um video viralize no YouTube: formadores de opini&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o de comunidades e imprevisibilidade. Rompe a regra sobre o quanto as pessoas estariam dispostas a assistir videos com mais de 2 minutos no YouTube e coloca por terra a ideia &ndash; que pra mim nunca fez sentido &ndash; de que <a target="_blank" href="http://adage.com/article/digitalnext/constant-focus-viral-videos-good-ad-industry/145636/">videos que viralizam oferecem pouco ou nenhum valor pra ningu&eacute;m</a>.&nbsp;<br /> <br /> &Eacute; maravilhoso quando coisas assim acontecem.<br /> <br /> Eu assisti KONY 2012 antes de ler a respeito e n&atilde;o consegui tirar o olho durante os 29 minutos. O tempo passou sem que eu percebesse, enquanto eu mudava de opini&atilde;o a respeito do que estava assistindo a cada minuto. A combina&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos do filme &eacute; impressionante.<br /> <br /> As dezenas de v&iacute;deos publicados a partir do filme da Invisible Children, os que ajudam a repercutir a campanha e seus prop&oacute;sitos e os que tentam desacreditar a hist&oacute;ria e seus promotores, tamb&eacute;m s&atilde;o parte de um novo tipo de jogo, jogado no campo da plataforma aberta, onde temos a sensa&ccedil;&atilde;o de que todos participam, de que n&atilde;o existem segredos, de que tudo pode ser revelado a qualquer momento e de que nunca sabemos onde est&aacute; a verdade.<br /> <br /> Com 30 minutos, o filme foi postado no &uacute;ltimo dia 5 e foi visto por mais de 4 milh&otilde;es de pessoas, de todos os sexos e idades, no mundo todo, em 4 dias.</p>
				
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/12/Ninguem-vai-ficar-impune-a-KONY-2012/newsDetails/02/imageBinary/imgem 1.png" width="308" height="197" > </img>
							
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/12/Ninguem-vai-ficar-impune-a-KONY-2012/newsDetails/03/imageBinary/imagem 2.png" width="308" height="197" > </img>
							
								<p>(estatística YouTube, 12/03/2012)
								
								</p>
								
							<p>&quot;Se o mundo souber quem &eacute; Joseph Kony, o mundo se unir&aacute; para det&ecirc;-lo&quot;. Esta &eacute; a cren&ccedil;a que moveu a Invisible Children. Em outros tempos eu diria que essa &eacute; uma cren&ccedil;a que n&atilde;o se baseia&nbsp;na experi&ecirc;ncia&nbsp;&ndash; n&atilde;o faltam hist&oacute;rias de assassinos c&eacute;lebres e impunes para provar&nbsp;&ndash; mas desta vez as experi&ecirc;ncias anteriores n&atilde;o servem como refer&ecirc;ncia.<br /> <br /> No final, a gente ainda vai descobrir que n&atilde;o foi a regra que mudou. Foi o jogo. Aconte&ccedil;a o que acontecer a Joseph Kony, ningu&eacute;m vai ficar impune.<br /> <br /> <em>Ana Paula Cortat &eacute; vice-presidente de planejamento da&nbsp;Africa</em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 12, 2012 4:17:11 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Ronaldo Mad Men Nazário]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/07/Ronaldo-Mad-Men-Nazario.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/03/07/Ronaldo-Mad-Men-Nazario.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Eu ando muito satisfeito com a entrada de Ronaldo Naz&aacute;rio, o Fen&ocirc;meno ou o Fof&ocirc;meno, conforme seja sua opini&atilde;o, no mundo da propaganda. Onde quer que eu v&aacute; &mdash; festas, bares ou caf&eacute;s &mdash; e encontre amigos do ramo da publicidade, invariavelmente a conversa acaba resvalando numa nova estrepolia ou fanfarronice aprontada por este grande brasileiro, que depois de exuberar nos campos de futebol, entidades esportivas, filantr&oacute;picas e mot&eacute;is empresta agora seu brilho incomum ao casmurro cen&aacute;rio da propaganda brasileira. <br /> <br /> N&atilde;o vou contar aqui as aventuras picarescas e perip&eacute;cias que me s&atilde;o repassadas. Voc&ecirc; deve ter ouvido algumas. Se n&atilde;o ouviu, n&atilde;o deve ser do ramo. Mas o que importa &eacute; que este magn&iacute;fico atleta est&aacute; devolvendo ao nosso m&eacute;tier o elemento rock n&rsquo;roll que tanto fazia falta desde que o meu mentor e &iacute;dolo Washington Olivetto parou de usar jardineira jeans e cabelo comprido. Trazendo pra vida real os elementos que s&oacute; sobreviveram na s&eacute;rie de TV americana Mad Men: a coragem et&iacute;lica, a sexualidade ind&ocirc;mita do poder e a ousadia dos predestinados &agrave; gl&oacute;ria. <br /> <br /> Me pergunto, de certa forma, se &eacute; o Ronaldo que tem talento de sobra pra fanfarronice ou se n&oacute;s publicit&aacute;rios &eacute; que ficamos yuppies demais. Enquanto o g&ecirc;nio empresarial Nizan Guanaes emagrece, o Ronaldo pede mais um n&uacute;mero dois no delivery do McDonald&rsquo;s. Enquanto o g&ecirc;nio criativo Marcello Serpa surfa ondas gigantes na Indon&eacute;sia, o Ronaldo abra&ccedil;a a Narcisa Tamborindeguy de fogo num camarote no carnaval. Enquanto eu fico aqui falando dele em vez de trabalhar, ele j&aacute; conquistou mais uma conta milion&aacute;ria.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; injusto? Enquanto voc&ecirc; fica a&iacute; pensando em converg&ecirc;ncia de m&iacute;dia online e off-line ele t&aacute; l&aacute;, convergindo com a galera. Enquanto voc&ecirc; quebra pedras pra fazer seu cliente acontecer no Facebook ele pede mais um u&iacute;sque on the rocks e fecha mais um contrato milion&aacute;rio de patroc&iacute;nio de camisa de clube de futebol. Enquanto voc&ecirc; inventa mais caraminholas pra preencher um key positioning chart ele veste mais um abad&aacute; e faz mais sete novas amigas que s&atilde;o modelos em eventos de autom&oacute;vel. Ops, ele acaba de ganhar mais uma conta.<br /> <br /> N&atilde;o, acho que n&atilde;o &eacute; injusto. Acho que &eacute; legal demais. O Fen&ocirc;meno traz de volta um esp&iacute;rito que s&oacute; acontece quando mentes muito criativas tomam conta de vastos recursos com apenas um fim: celebrar a vida. Gente triste, embora mere&ccedil;a respeito, n&atilde;o cria trabalho feliz. E propaganda infeliz n&atilde;o funciona. O craque est&aacute; apenas mostrando que se levar a s&eacute;rio demais n&atilde;o &eacute; bom nem no futebol nem na propaganda. <br /> <br /> Ser&aacute; ent&atilde;o que n&atilde;o &eacute; chegada a hora de largarmos as canetas Wacom e pegarmos no gargalo do Johnny Walker? De pararmos de seguir os ditames de Ogilvy, Hegarty ou Bogusky e come&ccedil;armos a nos comportar mais como Vin&iacute;cius, Jobim ou Ti&atilde;o Macal&eacute;? Queimarmos nossos m&oacute;veis de design, cortarmos nossos cabelos de argentino, apagarmos nossos bookmarks de refer&ecirc;ncia e come&ccedil;armos a tratar o mundo com a mesma falta de seriedade com que ele nos trata?<br /> <br /> N&atilde;o sei se a propaganda seria melhor. Mas que a gente seria muito mais feliz, ah, isso &eacute; certeza. Agora deixa eu voltar pro trabalho se n&atilde;o ele vem aqui pegar as minhas contas.<br /> <br /> <em>Rodrigo Le&atilde;o &eacute; s&oacute;cio e diretor de cria&ccedil;&atilde;o da Casa Darwin<br /> </em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 7, 2012 3:27:44 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Vegetarianos batem em suas mulheres?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/28/Vegetarianos-batem-em-suas-mulheres.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/28/Vegetarianos-batem-em-suas-mulheres.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Nas duas &uacute;ltimas semanas, a nova campanha da Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) provocou pol&ecirc;mica e mostrou resultado, pelo menos no que se refere a popularidade na internet (saiba mais&nbsp;<a target="_blank" href="http://adage.com/article/the-viral-video-chart/peta-s-sexy-video-campaign-hits-viral-chart/232886/">aqui</a>).<br /> <br /> O filme Boyfriend Went Vegan&nbsp;(veja abaixo)&nbsp;j&aacute; estava entre os <a target="_blank" href="http://www.visiblemeasures.com/adage">Top 10 Viral Video Ads Chart </a>na quarta-feira passada com um pouco mais de 900 mil views &ndash; 2,7 milh&otilde;es agora.</p>
				
				
							<p>O problema dos animais n&atilde;o &eacute; simples. Milhares s&atilde;o maltratados, confinados e mortos todos os anos para atender a nossa demanda crescente por comida, roupas e cosm&eacute;ticos e a maioria das pessoas n&atilde;o parece estar se importando muito com o assunto. Temos a tend&ecirc;ncia a ver e ouvir somente o que apoia nossas cren&ccedil;as, o que est&aacute; de acordo com nossas refer&ecirc;ncias socioculturais, e temos matado animais para comer e vestir desde as cavernas.<br /> <br /> Peta, sensualidade e sexo. Nenhuma novidade. Para ter sua mensagem percebida, a Peta sabe que precisa causar inc&ocirc;modo. O filme Veggie Love (veja abaixo), banido do Super Bowl, e v&aacute;rias outras ideias envolvendo mudan&ccedil;a de comportamento j&aacute; se apoiaram nisso.</p>
				
				
							<p>A Peta est&aacute; fazendo a coisa certa pelos animais e, sem a menor inten&ccedil;&atilde;o, est&aacute; abrindo uma outra discuss&atilde;o, pela qual n&atilde;o tem muita gente fazendo alguma coisa, que passa longe dos animais que podem ser salvos se todo mundo adotar uma dieta vegetariana. Boyfriend Went Vegan est&aacute; fazendo as pessoas discutirem a viol&ecirc;ncia contra as mulheres, um assunto que tamb&eacute;m n&atilde;o interessa muito a maioria. O curioso &eacute; que o filme est&aacute; fazendo isso pelo mesmo motivo que seria recusado por qualquer organiza&ccedil;&atilde;o envolvida no assunto: a rela&ccedil;&atilde;o banal, quase natural, entre sexo e viol&ecirc;ncia.<br /> <br /> Certamente o pessoal da Peta desconhece que um dos motivos pelos quais a viol&ecirc;ncia contra as mulheres &eacute; comum em todo o mundo &eacute; o fato dela ser tratada como algo normal, inclusive pelas pr&oacute;prias mulheres. Um problema que tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; simples.<br /> <br /> &Eacute; prov&aacute;vel que vegetarianos n&atilde;o sejam mais viris, nem batam em suas mulheres. Tamb&eacute;m &eacute; prov&aacute;vel que ningu&eacute;m envolvido na cria&ccedil;&atilde;o dessa campanha pensou em nada disso. Mas isso realmente importa? Quando estamos falando de coisas que ningu&eacute;m quer ver, &eacute; a natureza da provoca&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a natureza dos fatos que faz a diferen&ccedil;a.<br /> <br /> <em>Ana Paula Cortat &eacute; vice-presidente de planejamento da Africa<br /> </em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Feb 28, 2012 7:56:41 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Privacidade digital: saiu da Casa Branca o “go ahead” para internauta ver]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/27/Privacidade-digital-saiu-da-Casa-Branca-o-go-ahead-para-internauta-ver.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/27/Privacidade-digital-saiu-da-Casa-Branca-o-go-ahead-para-internauta-ver.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Acabamos de receber um comunicado importante de Lawrence Kimmel, CEO da Direct Marketing Association &ndash; DMA USA, em que ele anuncia uma grande vit&oacute;ria da ind&uacute;stria americana (e porque n&atilde;o dizer mundial?) de comunica&ccedil;&atilde;o: a Casa Branca aprovou a auto-regulamenta&ccedil;&atilde;o para as quest&otilde;es da privacidade digital. Considerando que nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a privacidade em outros canais foi resolvida na base nada democr&aacute;tica das leis conhecidas como os &ldquo;DO-NOTs&rdquo;, &eacute; um tremendo avan&ccedil;o. Foi uma batalha que durou mais de 4 anos e meio!!! <br /> <br /> Para diversos pa&iacute;ses, inclusive para o Brasil, isso tamb&eacute;m &eacute; muito bom. J&aacute; &eacute; neste caminho que nossas institui&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m trabalhando em Bras&iacute;lia h&aacute; alguns anos e isso d&aacute; mais for&ccedil;a para a atua&ccedil;&atilde;o de uma ind&uacute;stria unida, independente e respeitosa no mundo digital. Essa decis&atilde;o tamb&eacute;m demonstra a revis&atilde;o necess&aacute;ria dos tr&acirc;mites legais que circundam esse novo relacionamento empresa-consumidor. &Eacute; muita exce&ccedil;&atilde;o para pouca regra. E vai demorar s&eacute;culos para que tudo vire mat&eacute;ria legal! Se um princ&iacute;pio de &ldquo;combinados&rdquo; constru&iacute;dos pelo bom senso come&ccedil;am a tomar corpo, tendo os USA (sempre eles&hellip;) como porta-voz, as empresas, ag&ecirc;ncias, parceiros de TI etc. etc. podem se sentir mais aliviados.<br /> <br /> Mas o que ainda deixa a gente intrigado &eacute; a &ldquo;outra parte&rdquo;. Quando o consumidor vai se tornar uma &uacute;nica &ldquo;persona&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o a privacidade na plataforma digital? Sim, porque na hora que se sente invadido&rdquo;, ele grita. Mas quando deseja invadir a privacidade alheira, s&atilde;o horas e horas curtindo. Com esse v&iacute;cio, vem uma mudan&ccedil;a profunda no conceito de privacidade. Ali&aacute;s, pelo que estamos vendo, ningu&eacute;m mais quer privacidade. Bom mesmo &eacute; &ldquo;escancarar&rdquo; cada segundo da sua vida para quem quiser entrar. E nessa festa da cocada preta, internautas, corpora&ccedil;&otilde;es, juristas e estudiosos do comportamento v&atilde;o demorar para encontrar um consenso. Uns querem a privacidade, outros a &ldquo;escancaracidade&rdquo;. E da&iacute; j&aacute; n&atilde;o faltam as derrapadas e novas teorias. <br /> <br /> Tamb&eacute;m no fim de fevereiro, foi divulgada uma pesquisa do Jornal da Psicologia Aplicada nos USA, defendendo que &eacute; poss&iacute;vel prever o desempenho de um funcion&aacute;rio por sua movimenta&ccedil;&atilde;o no Facebook. Num futuro breve, isso pode sugerir que a &aacute;rea de RH passe a ter tr&acirc;nsito livre nos perfis de seus funcion&aacute;rios nas redes sociais. Isso seria invas&atilde;o de privacidade? Ou ser&aacute; que em nome da redu&ccedil;&atilde;o de custos nos processos de sele&ccedil;&atilde;o vai se tornar aceit&aacute;vel que o mundo corporativo espie oficialmente a vida pessoal? Tem o lado ruim, sim, censura, China e tal. Mas veja pelo lado bom tamb&eacute;m, em outras situa&ccedil;&otilde;es. Por exemplo, j&aacute; pensou quanto dinheiro no INSS deixaria de ir para o ralo, dependendo de como a quest&atilde;o da privacidade for encarada? Afinal, quantos milh&otilde;es de oportunistas na vida real pedem o benef&iacute;cio de afastamento por motivo de sa&uacute;de e, na vida digital, estiveram no carnaval em fotos animad&iacute;ssimas na balada, com cervejinha na m&atilde;o? Os preceitos da autorregula&ccedil;&atilde;o da privacidade digital devem blindar tudo, 100%, de um lado s&oacute;? Well&hellip; very difficult, Alice!<br /> <br /> <em>Marisa Furtado &eacute; s&oacute;cia, vice-presidente e diretora de cria&ccedil;&atilde;o da F&aacute;brica Comunica&ccedil;&atilde;o Dirigida</em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Feb 27, 2012 8:00:00 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O Oscar da propaganda?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/22/O-Oscar-da-propaganda.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/22/O-Oscar-da-propaganda.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Quando o mundo globalizado busca as &ldquo;human truths&rdquo; que permitem o voo de ideias acima das barreiras culturais, e quando o entretenimento passeia de m&atilde;os dadas com a propaganda, onde estariam as melhores fontes para os publicit&aacute;rios? Na premia&ccedil;&atilde;o que mostra o que o mundo da publicidade e do marketing tem feito, ou naquela que destaca os temas que se prop&otilde;em a emocionar as pessoas em todo o planeta?<br /> <br /> Claro, ambos s&atilde;o grandes e necess&aacute;rios far&oacute;is. Mas tenho a impress&atilde;o de que o Oscar ilumina o caminho adiante, enquanto o Festival de Cannes (o de publicidade, rebatizado como &ldquo;de criatividade&rdquo;, n&atilde;o o de cinema, certo?), mesmo acontecendo 4 meses depois, tem fun&ccedil;&atilde;o mais retrospectiva, colocando suas luzes sobre os sucessos do ano que passou. A voca&ccedil;&atilde;o de um como plataforma de lan&ccedil;amento mundial, e de outro como consagrador de ousadias j&aacute; consolidadas, indicam estarem na cl&aacute;ssica situa&ccedil;&atilde;o de para-brisa/retrovisor.<br /> <br /> S&atilde;o eventos absolutamente diferentes, isso n&atilde;o se discute. Mas que est&atilde;o bastante pr&oacute;ximos no cen&aacute;rio atual como agentes de inspira&ccedil;&atilde;o criativa, nenhuma d&uacute;vida.<br /> Acreditando ou n&atilde;o nessa tese (que obviamente utiliza algumas licen&ccedil;as po&eacute;ticas pra ficar mais provocativa), vale observar a coer&ecirc;ncia dos principais favoritos ao pr&ecirc;mio de Hollywood. Tanto &ldquo;O Artista&rdquo; quanto a &ldquo;Inven&ccedil;&atilde;o de Hugo Cabret&rdquo;, revisitam as bases, refor&ccedil;am os tra&ccedil;os da hist&oacute;ria do pr&oacute;prio cinema, valorizam seu of&iacute;cio dando-lhe um banho de emo&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o filmes que falam de filmes, metalingu&iacute;sticos na ess&ecirc;ncia, que fazem crescer nossos v&iacute;nculos (conex&otilde;es, pra ficar num vocabul&aacute;rio mais online) com a s&eacute;tima arte. Se vamos at&eacute; &ldquo;Hist&oacute;rias Cruzadas&rdquo;, tudo gira em torno da elabora&ccedil;&atilde;o de um livro (de novo, produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do), e do seu poder transformador numa sociedade preconceituosa. Tudo impecavelmente produzido, com os ingredientes necess&aacute;rios pra que o p&uacute;blico n&atilde;o desgrude os olhos da tela. Sonho de todo publicit&aacute;rio, seja l&aacute; de que plataforma estejamos falando.<br /> <br /> Os tr&ecirc;s filmes focam no passado para nos fazer enxergar melhor o presente e o futuro. Parece uma boa estrat&eacute;gia, n&eacute;? N&atilde;o sei em que pesquisas ou intui&ccedil;&otilde;es os grandes est&uacute;dios se basearam, mas eles est&atilde;o acreditando nisso. Melhor prestar aten&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> De minha parte, gostei muito dos tr&ecirc;s, e vou logo declarando meu favorito: O Artista. Mudo, em preto e branco, mas surpreendentemente atual.<br /></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Feb 22, 2012 5:12:29 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Cilo do Carmo Ferreira, Walmart e outros nomes do spam]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/15/Cilo-do-Carmo-Ferreira--Walmart-e-outros-nomes-do-spam.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/15/Cilo-do-Carmo-Ferreira--Walmart-e-outros-nomes-do-spam.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>A Priscila Ramos, cujo email &eacute; priscila@indiquesaude.com me mandou um email hoje com o seguinte t&iacute;tulo: &quot;Perdi 10kg com uma receita super simples&quot;. Nele, Priscila narra suas desventuras com a balan&ccedil;a: &quot;S&oacute; em 2008, quando meu marido pediu a separa&ccedil;&atilde;o, a ficha caiu. Triste, resolvi ir &agrave; luta para recuperar a auto-estima e reconquistar meu grande amor. Consultei uma amiga nutricionista que me indicou uma receita Natural muito utilizada pelos famosos.&quot; Ao final do email a Priscila me convidava a visitar o site www.colunaboaforma.com, o que eu fiz prontamente.<br /> <br /> O layout do site n&atilde;o tinha a prometida boa forma. Parecia ter sido desenhado com o Corel Draw 1.0 por uma senhora de 93 anos b&ecirc;bada de mescal. E de fato, tamb&eacute;m n&atilde;o era uma coluna sobre sa&uacute;de ou boa forma. Era uma p&aacute;gina infomercial criada para vender o &quot;Kit Corpo Perfeito&quot;, que segundo o pr&oacute;prio site alega &eacute; usado pelos famosos para obter o dito cujo.<br /> <br /> Cliquei no bot&atilde;o &quot;compre j&aacute;&quot; optando pelo pagamento em 6 parcelas de R$48,83. Escolhi como forma de pagamento o dep&oacute;sito banc&aacute;rio.<br /> <br /> Ao contr&aacute;rio do que voc&ecirc; possa estar pensando e meus inimigos possam estar dizendo, eu n&atilde;o preciso perder 10kg. Fiz tudo isso pra saber exatamente o nome do infeliz que insiste em entupir a minha caixa de emails sem o meu consentimento.<br /> <br /> O nome dele &eacute; Cilo do Carmo Ferreira e ele opera contas nos bancos Ita&uacute; (Ag&ecirc;ncia: 3791/ Conta: 068004), Caixa Econ&ocirc;mica (Ag&ecirc;ncia: 1256 / Opera&ccedil;&atilde;o: 003 / Conta Corrente: 934-2) e Bradesco (Ag&ecirc;ncia: 1913-5 / Conta: 05902754). Eu n&atilde;o posso dizer que seria uma das pessoas que lamentaria caso o Cilo do Carmo Ferreira viesse a falecer depois de uma prolongada e infrut&iacute;fera luta contra de algum tipo de frieira rara e mortal que sugasse lentamente a sua vida pelas unhas dos p&eacute;s.<br /> <br /> N&atilde;o sei se o Cilo do Carmo Ferreira e sua colega Priscila Ramos existem de fato. O que existe de fato &eacute; uma inunda&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as de email marketing agredindo as nossas caixas postais. E ningu&eacute;m agredindo de volta, muito menos o governo atuando pra impedir esta picaretagem.<br /> <br /> Marcas importantes como Walmart, por exemplo, me mandam emails sem eu pedir e pedem pra eu me descadastrar de uma lista que eu n&atilde;o autorizei em primeiro lugar. Fam&iacute;lia Walton, eu lhes pergunto: pra que isso? Pra voc&ecirc;s inclus&atilde;o digital &eacute; meter o dedo na caixa postal dos outros? Fazem isso subcontratando uma tal de yeahdesconto.com.br ou uma tal de vipcomunicacao.pro.br. Assim, se eu reclamar eles p&otilde;e a culpa no terceirizado. Tipo a Zara com escravos e a CIA com a Blackwater. A Embratel faz o mesmo. E assim por diante.<br /> <br /> O motivo pelo qual eu sei que n&atilde;o estou em nenhuma lista de email marketing &eacute; porque eu n&atilde;o autorizo a minha inclus&atilde;o em nenhuma. Como consumidor, n&atilde;o gosto de comunica&ccedil;&atilde;o desse tipo com marcas. Tamb&eacute;m n&atilde;o fico amigo de marcas no facebook a n&atilde;o ser dos clientes da minha ag&ecirc;ncia e por dever profissional. Entendo quem gosta desses canais de comunica&ccedil;&atilde;o e apoio toda troca de comunica&ccedil;&atilde;o consensual. S&atilde;o prefer&ecirc;ncias pessoais.<br /> <br /> A quest&atilde;o &eacute; que j&aacute; passou da hora dos reais benefici&aacute;rios do spam serem cobrados por sua invas&atilde;o de privacidade. Seja o Cilo do Carmo Ferreira atrav&eacute;s da sua Priscila ou o Walmart atrav&eacute;s de seus fornecedores. Um sistema de den&uacute;ncia e multa acabaria rapidamente com o envolvimento de empresas s&eacute;rias nesse tipo de picaretagem. Quem lucra com a distribui&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o pessoal n&atilde;o autorizada seria punido onde d&oacute;i mais: no bolso.<br /> <br /> Rapidinho a sua caixa de entrada de emails ia perder 10kg de gordura desnecess&aacute;ria.&nbsp;</p>
				
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/15/Cilo-do-Carmo-Ferreira--Walmart-e-outros-nomes-do-spam/newsDetails/00/imageBinary/kit-corpo_.jpg" width="308" height="197" > </img>
							
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Feb 15, 2012 9:41:18 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Things Real People Don´t Say About Advertising]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/02/Things-Real-People-Don-t-Say-About-Advertising.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/02/02/Things-Real-People-Don-t-Say-About-Advertising.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p><span class="scayt-misspell" data-scaytid="1" data-scayt_word="Achei">Achei</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="3" data-scayt_word="este">este</span>&nbsp;<a target="_blank" href="http://tpdsaa.tumblr.com/page/2">site</a> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="5" data-scayt_word="muito">muito</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="7" data-scayt_word="engra&ccedil;ado">engra&ccedil;ado</span> &ndash; e inteligente.<br /> <br /> E <span class="scayt-misspell" data-scaytid="11" data-scayt_word="levanta">levanta</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="13" data-scayt_word="uma">uma</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="17" data-scayt_word="quest&atilde;o">quest&atilde;o</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="19" data-scayt_word="que">que</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="29" data-scayt_word="tem">tem</span> me <span class="scayt-misspell" data-scaytid="31" data-scayt_word="incomodado">incomodado</span>. Como <span class="scayt-misspell" data-scaytid="33" data-scayt_word="temos">temos</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="21" data-scayt_word="que">que</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="35" data-scayt_word="cuidar">cuidar</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="37" data-scayt_word="para">para</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="23" data-scayt_word="que">que</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="39" data-scayt_word="todo">todo</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="41" data-scayt_word="esse">esse</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="43" data-scayt_word="discurso">discurso</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="25" data-scayt_word="que">que</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="45" data-scayt_word="torna">torna</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="47" data-scayt_word="nossos">nossos</span> briefings <span class="scayt-misspell" data-scaytid="49" data-scayt_word="mais">mais</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="53" data-scayt_word="precisos">precisos</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="55" data-scayt_word="n&atilde;o">n&atilde;o</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="59" data-scayt_word="torne">torne</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="61" data-scayt_word="na">na</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="63" data-scayt_word="carona">carona</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="65" data-scayt_word="nossa">nossa</span> propaganda <span class="scayt-misspell" data-scaytid="51" data-scayt_word="mais">mais</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="67" data-scayt_word="chata">chata</span>.<br /> <br /> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="69" data-scayt_word="N&atilde;o">N&atilde;o</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="71" data-scayt_word="precisamos">precisamos</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="73" data-scayt_word="descuidar">descuidar</span> do target, <span class="scayt-misspell" data-scaytid="77" data-scayt_word="nem">nem</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="79" data-scayt_word="das">das</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="81" data-scayt_word="premissas">premissas</span> do <span class="scayt-misspell" data-scaytid="83" data-scayt_word="trabalho">trabalho</span>. <span class="scayt-misspell" data-scaytid="85" data-scayt_word="Mas">Mas</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="57" data-scayt_word="n&atilde;o">n&atilde;o</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="87" data-scayt_word="podemos">podemos</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="75" data-scayt_word="descuidar">descuidar</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="89" data-scayt_word="da">da</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="95" data-scayt_word="ideia">ideia</span>.<br /> <br /> E <span class="scayt-misspell" data-scaytid="91" data-scayt_word="da">da</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="99" data-scayt_word="maior">maior</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="101" data-scayt_word="premissa">premissa</span> de <span class="scayt-misspell" data-scaytid="103" data-scayt_word="todas">todas</span> &ndash; <span class="scayt-misspell" data-scaytid="27" data-scayt_word="que">que</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="15" data-scayt_word="uma">uma</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="97" data-scayt_word="ideia">ideia</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="105" data-scayt_word="maravilhosa">maravilhosa</span> continua <span class="scayt-misspell" data-scaytid="107" data-scayt_word="sendo">sendo</span> a <span class="scayt-misspell" data-scaytid="109" data-scayt_word="melhor">melhor</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="111" data-scayt_word="maneira">maneira</span> de <span class="scayt-misspell" data-scaytid="113" data-scayt_word="atingir">atingir</span> um <span class="scayt-misspell" data-scaytid="115" data-scayt_word="bom">bom</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="117" data-scayt_word="resultado">resultado</span> de <span class="scayt-misspell" data-scaytid="119" data-scayt_word="comunica&ccedil;&atilde;o">comunica&ccedil;&atilde;o</span>.<br /> <br /> <em>Eduardo <span class="scayt-misspell" data-scaytid="121" data-scayt_word="Axelrud">Axelrud</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="123" data-scayt_word="&eacute;">&eacute;</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="125" data-scayt_word="diretor">diretor</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="127" data-scayt_word="nacional">nacional</span> de <span class="scayt-misspell" data-scaytid="129" data-scayt_word="cria&ccedil;&atilde;o">cria&ccedil;&atilde;o</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="93" data-scayt_word="da">da</span> <span class="scayt-misspell" data-scaytid="131" data-scayt_word="Escala">Escala</span><br /> </em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Feb 2, 2012 11:46:13 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Bem-vindo à capital da invenção]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/24/Bem-vindo-a-capital-da-invencao.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/24/Bem-vindo-a-capital-da-invencao.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>&ldquo;Sabad&atilde;o cl&aacute;ssico! Vou descer pra praia e curtir um UFC&rdquo;, pensou em 1532 Jo&atilde;o Ramalho, enquanto descia o Caminho do Mar (a ent&atilde;o chamada Trilha dos Goianases) acompanhado pelos &iacute;ndios Tibiri&ccedil;a, para auxiliar Martim Afonso de Souza num quebra-pau com as tribos litor&acirc;neas.<br /> <br /> N&atilde;o que Martim Afonso de Souza merecesse ajuda. Numa tradi&ccedil;&atilde;o que perdura at&eacute; hoje, o foco do seu governo era esfolar o contribuinte e atrapalhar sua prosperidade: foi ideia dele exigir uma licen&ccedil;a da Coroa para qualquer um que quisesse subir a Serra do Mar, inventando o primeiro ped&aacute;gio extorsivo da Imigrantes. Foi sua patroa, D. Anna Pimentel, que inventou outra tradi&ccedil;&atilde;o muito popular: a de liberar para a galera enquanto o marido viajava. N&atilde;o me entenda mal. D. Anna Pimentel liberou, em 1544, o Caminho do Mar para o tr&acirc;nsito geral e deixando que o amor finalmente subisse a serra.<br /> <br /> Vir a S&atilde;o Paulo, ent&atilde;o chamada Piratininga, desde o come&ccedil;o era inventar uma dor de cabe&ccedil;a para si: uma escalada de 700 metros salpicada por ataques de &iacute;ndios canibais. <br /> <br /> Ent&atilde;o, afinal, por que diabos algu&eacute;m viria para c&aacute;? <br /> <br /></p>
				
							<p>Porque S&atilde;o Paulo, desde a sua funda&ccedil;&atilde;o &eacute; o lugar para onde vem aqueles que querem inventar um outro Brasil. <br /> <br /> Por exemplo, se Portugal favorecia escravos negros, que em seu trajeto desde a &Aacute;frica rendiam tr&ecirc;s ou quatro inst&acirc;ncias de cobran&ccedil;a de impostos &agrave; Coroa, os paulistas inventaram de escravizar os &iacute;ndios locais. Ant&ocirc;nio Raposo Tavares, o famoso bandeirante, que muitos responsabilizam por ter dado origem ao tr&acirc;nsito da  Granja Vianna, de fato foi o inventor do shopping center. Isso aconteceu quando ele resolveu parar de sequestrar &iacute;ndios no varejo e teve a ideia maligna de captur&aacute;-los todos de uma vez, aos milhares, nas miss&otilde;es jesu&iacute;tas. O primeiro &ldquo;one-stop shopping experience&rdquo; do Brasil.<br /> <br /> Eu poderia seguir infinitamente com as analogias, mas acho que j&aacute; deu pra entender minha teoria: S&atilde;o Paulo, por suas infind&aacute;veis adversidades exigiu de seus moradores, desde o come&ccedil;o, um esfor&ccedil;o de inven&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o t&atilde;o grandes que transformou seus habitantes em sua maior inven&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Ainda hoje, o paulistano precisa mostrar seu valor diariamente. Seja pelas condi&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas adversas (sem d&uacute;vida ainda hoje SP &eacute; a cidade com o maior n&uacute;mero de valetas de chuva do mundo, transformando os passeios do exilado carioca Seu Jorge em sua Lamborghini um verdadeiro sofrimento), intemp&eacute;ries clim&aacute;ticas (que outra cidade pode vangloriar-se de ter um app de iPhone chamado Alaga S&atilde;o Paulo) e vicissitudes sociais (como a Cracol&acirc;ndia, que gra&ccedil;as a esfor&ccedil;os recentes do governo deixou de ser a &ldquo;Disney World do crack&rdquo; para se tornar apenas o &ldquo;Hopi-Hari do crack&rdquo;).<br /> <br /> Mas tivemos de esperar o raiar do novo mil&ecirc;nio para assistir ao reconhecimento de S&atilde;o Paulo como a capital cultural do Pa&iacute;s. A cidade &eacute; considerada hoje, ao lado de Berlim, na Alemanha, a capital mundial da arte urbana. Seus grafiteiros, como Os G&ecirc;meos, Speto, Titi Freak e Stephan Doitschinoff fazem parte da cultura pop mundial. A moda feita por aqui entrou no circuito internacional com o sucesso do S&atilde;o Paulo Fashion Week. Est&atilde;o sediadas na cidade algumas das ag&ecirc;ncias de publicidade mais criativas do mundo. A m&uacute;sica pop tem hoje a melhor cena, que inclui talentos como Emicida, Criolo, Tulipa Ruiz, C&eacute;u e Bixiga 70. Antes apontada como centro econ&ocirc;mico provinciano, a cidade finalmente conquistou o posto que lhe cabia gra&ccedil;as &agrave; inventividade de seus habitantes.<br /> <br /> Quando chega o anivers&aacute;rio da cidade &eacute; sempre bom parar pra ver se h&aacute;  realmente o que se comemorar. N&atilde;o concordo com Criolo. Existe sim amor em SP. E fa&ccedil;o da poesia antigramatical do Emicida um salve de parab&eacute;ns a todos os paulistanos: A rua &eacute; n&oacute;is!<br /> <em><br /> Rodrigo Le&atilde;o &eacute; s&oacute;cio e diretor de cria&ccedil;&atilde;o da Casa Darwin</em><br /> <br /></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Jan 25, 2012 9:46:59 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Bebê morre de rir ao ver Luiza rasgando papel no Canadá]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/24/Bebe-morre-de-rir-ao-ver-Luiza-rasgando-papel-no-Canada.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/24/Bebe-morre-de-rir-ao-ver-Luiza-rasgando-papel-no-Canada.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>De que e por que rimos?<br /> <br /> H&aacute; alguns anos, um jurado brasileiro em Cannes me descreveu a dificuldade que enfrentou para explicar onde estava o humor de um filme brasileiro ao seu colega japon&ecirc;s. Quanto mais explicava, menos o outro achava gra&ccedil;a. Faz lembrar a cena do Borat em que o protagonista tenta aprender a ser engra&ccedil;ado, e a grande gra&ccedil;a da cena &eacute; sua sem-gracice.<br /> <br /> Humor depende de muitos ingredientes, dentre eles, refer&ecirc;ncias compartilhadas, e ningu&eacute;m duvida de que compartilhamento &eacute; o que mais se faz na internet, certo? Da&iacute;, se todos (ou muitos de n&oacute;s) sabemos do que estamos falando, ent&atilde;o fica engra&ccedil;ado fazer alus&atilde;o &agrave;quilo, mesmo que aquilo n&atilde;o seja substantivamente t&atilde;o engra&ccedil;ado assim. E &eacute; por essas e outras que chegamos ao Canad&aacute; com Luiza.<br /> <br /> Humor tamb&eacute;m depende de interpreta&ccedil;&atilde;o, timing e ritmo. A frase dita num comercial tosco por um pai sem no&ccedil;&atilde;o encaixou feito uma luva no escaninho do rid&iacute;culo, totalmente descontextualizada e canastrona, um exemplo cl&aacute;ssico de como a forma independe do conte&uacute;do para fazer rir. Tudo naquela p&eacute;rola da propaganda ruim (parece que funcionou, mas nem por isso deixa de ser ruim) conspira para a piada, at&eacute; o destino da menina que, se tivesse ido para a Fran&ccedil;a, talvez n&atilde;o tivesse essa gra&ccedil;a toda.<br /> <br /> Humor depende da crian&ccedil;a que existe em n&oacute;s. Rimos de sons surpreendentes, como o beb&ecirc; que bombou na internet gargalhando por causa de pap&eacute;is rasgados. E rimos tamb&eacute;m de quem est&aacute; rindo, por simples cont&aacute;gio, como rimos daquele mesmo menino na sua bem alinhavada transforma&ccedil;&atilde;o em comercial do Ita&uacute;.<br /> <br /> Rimos de coisas inteligentemente formuladas, mas tamb&eacute;m rimos de bobeira, e da&iacute;? Rir &eacute; sempre bom, seja por piada intencional ou acidental.<br /> <br /> Rimos porque fomos aben&ccedil;oados com um senso de humor que tanto se vinga dos farsantes quanto se alia aos puros. Porque captamos na sonoridade, na express&atilde;o facial e no gesto, a gra&ccedil;a que ningu&eacute;m perceberia no texto. Esse &eacute; o nosso diferencial, nossa forma exclusiva de brincar de ser feliz.<br /></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Jan 24, 2012 9:43:54 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Identidade real: motivos diferentes, momentos iguais]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/20/Identidade-real--motivos-diferentes--momentos-iguais.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/20/Identidade-real--motivos-diferentes--momentos-iguais.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>H&aacute; uns 6 anos fiquei muito chocada quando uma pesquisa inglesa institu&iacute;a duas verdades da &eacute;poca frente a telinha: a primeira era que a melhor forma de encontrar e conhecer pessoas a fundo seria atrav&eacute;s da internet, impessoalmente! J&aacute; a segunda confirmava a mentira como verdade. <br /> <br /> Engra&ccedil;ado, n&eacute;? Era o fato das pessoas assumirem personas diversas na web. Era o tempo dos avatares em alta. E, na maioria dos casos, os entrevistados davam vaz&atilde;o aos seus recalques pessoais. Por exemplo, uma jovem solteirona e frustrada, jogava pocker virtual apresentando-se como um homem gordo, de meia idade, asqueroso, que cuspia enquanto jogava. Por outro lado, um pai de fam&iacute;lia, querendo entender o que se passava na cabe&ccedil;a de uma filha adolescente, assumia um perfil parecido ao dela, conversando e &ldquo;investigando&rdquo; coisas que seriam imposs&iacute;veis de discutir em uma simples conversa entre pai e filha. <br /> <br /> Bem, isso faz tempo&hellip; E n&atilde;o &eacute; que virou tudo? Assumir a identidade real na internet hoje &eacute; o fator comum de sucesso das redes sociais, &eacute; o motivo de explos&atilde;o do Facebook e, em especial no Brasil, do Orkut ter perdido sua lideran&ccedil;a. Os apelidos, as fotos de mentirinha ou de personagens, os textos em c&oacute;digo etc. deram lugar ao mundo real, da vida como ela &eacute;, de muitas vidas compartilhadas sem a m&iacute;nima cerim&ocirc;nia, entre milhares ou at&eacute; entre milh&otilde;es. <br /> <br /> Que v&iacute;cio esse nosso, hein? Espiar a Caras tornou-se t&atilde;o inocente&hellip; Nesta semana, dividimos a cama com Daniel e Monique e opinamos sobre sexo consentido ou n&atilde;o. O ato em si acabou em pizza, mas o fato que mais importou, eram as duas pessoas reais, vivendo um momento do mais real poss&iacute;vel. Tamb&eacute;m nos unimos contra o capit&atilde;o do navio Costa Concordia providencialmente delatado (sem querer) no Twitter da irm&atilde; do homenagedo, Antonello Tievolli, a partir de uma hist&oacute;ria real de fam&iacute;lia. Intriga saber que posts do tipo &ldquo;Estou adorando este dia de ver&atilde;o&rdquo; ou &ldquo;logo, logo, vou ver meu amor&rdquo; e outras passagens de vidinhas bem sem gra&ccedil;a ganham a import&acirc;ncia de &ldquo;conte&uacute;do&rdquo; e representam a legenda de mais de 350 MM de uploads de fotos, a cada dia, no Facebook. <br /> <br /> Assumir a identidade real na plataforma digital &eacute; uma necessidade humana. Mas se o exerc&iacute;cio da identidade real tem sido o melhor jeito de se expressar livremente, na China passar&aacute; a ser pr&aacute;tica obrigat&oacute;ria, justamente pelo motivo oposto. A partir de agora, todos os novos entrantes nas redes sociais ter&atilde;o que se registrar com suas identidades reais. Assim, poder&atilde;o ser censurados e punidos por divulga&ccedil;&atilde;o de boatos, pornografia e outras pr&aacute;ticas recriminadas pelas autoridades ou comportamento inadequado na web. Ir&ocirc;nico! <br /> <br /> Enquanto isso, o uso da identidade real e os novos recursos que permitem demonstr&aacute;-la trazem muitas vantagens no nosso trabalho. Por exemplo, o tagueamento de fotos &eacute; um superadianto para as marcas. Tudo muito simples. Lembra aquela foto cafona que tanta gente tira em frente ao avi&atilde;o? Logo, logo, far&aacute; parte do &aacute;lbum de fotos da companhia a&eacute;rea. E assim a marca tamb&eacute;m assume uma identidade mais real e se aproxima de seus clientes. <br /> <br /> Outro fato &eacute; o poder de influ&ecirc;ncia dos social ads sobre &ldquo;os amigos do amigo da marca&rdquo;, que &eacute; de 5 a 6 vezes maior que qualquer uma das nossas melhores p&eacute;rolas... Mas a&iacute; o problema &eacute; que temos &ldquo;zero&rdquo; controle sobre isso. &Eacute; algu&eacute;m real, retratando uma experi&ecirc;ncia real. Enfim, assim vamos encarando a volta das f&eacute;rias, as nossas viradas profissionais para 2012, esperando ansiosamente a volta de Luiza do Canad&aacute;. Feliz ano novo!<br /> <br /> <em>Marisa Furtado &eacute; s&oacute;cia, vice-presidente e diretora de cria&ccedil;&atilde;o da F&aacute;brica Comunica&ccedil;&atilde;o Dirigida<br /> </em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Jan 20, 2012 9:58:44 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Tudo é design?   ]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/12/Tudo-e-design----.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/12/Tudo-e-design----.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p><p>Escrever &eacute; o design de palavras. Filosofar &eacute; o design do pensamento.</p> <p>Sempre ampliei a palavra design para al&eacute;m de um reducionismo hist&oacute;rico, que insiste em associ&aacute;-la apenas &agrave; est&eacute;tica ou &agrave; fun&ccedil;&atilde;o de produtos e pe&ccedil;as de comunica&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Todos concordam que o surgimento da esp&eacute;cie humana nesse planeta &eacute; um fen&ocirc;meno de consequ&ecirc;ncias extraordin&aacute;rias. O impacto dessa exist&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos mil anos supera em muito os milh&otilde;es que vieram antes, e faz muita gente se perguntar se completaremos os pr&oacute;ximos quinhentos. Lembro de uma charge inglesa em que a Lua pergunta para a Terra, que est&aacute; com uma apar&ecirc;ncia muito doente, o que &eacute; que tinha ocorrido com ela. A Terra responde: &quot;I'm sick.. I've got Homo Sapiens&quot;. Porqu&ecirc;? Porque o ser humano &eacute; um designer. Para o bem e para o mal.</p> <p>A palavra design &eacute; nova e ganhou for&ccedil;a ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o industrial, representando essa linha lim&iacute;trofe entre t&eacute;cnica e criatividade, tecnologia e arte, ci&ecirc;ncia e poesia. Mas a &quot;manifesta&ccedil;&atilde;o&quot; do design &eacute; t&atilde;o nova assim?</p> <p>Algumas pontas de flechas da Idade da Pedra revelam s&iacute;mbolos esculpidos diretamente nas rochas. Esse adorno era uma supersti&ccedil;&atilde;o? Ou uma simples ornamenta&ccedil;&atilde;o sem prop&oacute;sito algum? Ou uma diferencia&ccedil;&atilde;o, deixando claro no corpo do animal o verdadeiro dono daquela ca&ccedil;a? Estaria esse Homo Sapiens inventando a Logotipia? Continuando no t&oacute;pico flecha, por volta de 200 a.C., o Primeiro Imperador da China percebeu que havia um desperd&iacute;cio enorme durante as batalhas, al&eacute;m das vidas dos seus soldados. Os arcos e as flechas eram feitos artesanalmente por cada guerreiro. Resultado: em caso de morte, as flechas que sobravam s&oacute; funcionavam no arco do falecido. Ele ordenou ent&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o &uacute;nico: todas as flechas funcionariam em todos os arcos, garantindo o poder b&eacute;lico e o sucesso do Imp&eacute;rio. Estaria ele criando o Design Industrial muito antes do conceito ind&uacute;stria sequer existir?</p> <p>Em um mundo cada vez mais complexo, que exige diferencia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de marcas e produtos para um capitalismo em crise, o lado reducionista do design cai como uma luva, girando um mercado cego e faminto. Mas o design cai perfeito tamb&eacute;m em outra luva: na busca de solu&ccedil;&otilde;es para os dilemas entre consumo e descarte, entre crescimento e sustentabilidade, entre produ&ccedil;&atilde;o e reuso. Vide a proposta Cradle to Cradle, para citar um exemplo.</p> <p>Assumir o design como parte intr&iacute;nsica da natureza humana, seja ela filos&oacute;fica, espiritual ou cient&iacute;fica, nos eleva para al&eacute;m das solu&ccedil;&otilde;es imediatas de venda e consumo. Precisamos aumentar a nossa responsabilidade e entender a amplitude da nossa profiss&atilde;o, para sermos de fato co-autores desse mil&ecirc;nio.</p> <p>Como disse Bruce Mau, sair um pouco do mundo do design e se entregar de vez ao design do mundo.<br /> <br /> <em>Ricardo Saint-Clair &eacute; s&oacute;cio-fundador e diretor de cria&ccedil;&atilde;o da Dialogo Design&nbsp;</em></p></p>
				
								<img src="http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/12/Tudo-e-design----/newsDetails/0/imageBinary/tudo_e_design.jpg" width="308" height="197" > </img>
							
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Jan 12, 2012 9:10:28 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Chama o Paulo]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/02/Chama-o-Paulo.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2012/01/02/Chama-o-Paulo.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Muito tem se falado sobre o uso de celebridades na propaganda. Eu mesmo j&aacute; devo ter dado umas dez entrevistas sobre o tema &ndash; neste m&ecirc;s. <br /> <br /> N&atilde;o resta d&uacute;vida que uma celebridade bem usada atalha caminho, d&aacute; aval, empresta imagem. Mas como qualquer droga leve, o maior problema n&atilde;o &eacute; o uso &ndash; mais sim o abuso. O uso indiscriminado. A overdose.<br /> <br /> Pra entender bem esse fen&ocirc;meno, d&ecirc; uma olhada em&nbsp;<a target="_blank" href="http://paulogoulartanunciaissobem.tumblr.co">paulogoulartanunciaissobem.tumblr.co&nbsp;</a><br /> <br /> Como saber se voc&ecirc; est&aacute; usando bem uma celebridade? Primeiro, entenda bem n&atilde;o s&oacute; qual a imagem p&uacute;blica daquela pessoa, mas qual a imagem que o seu target faz daquela pessoa. Um cantor popular &agrave;s vezes s&oacute; &eacute; popular junto a uma determinada faixa do p&uacute;blico.<br /> <br /> Depois, veja se o DNA daquela celebridade tem a ver com o DNA da sua marca. Faz sentido um cantor de pagode aparecer num comercial de fertilizante?<br /> <br /> Veja tamb&eacute;m quais os fatores de risco da celebridade. Isso tem a ver com a vida privada dela. Qual a possibilidade de ela se separar, se envolver num esc&acirc;ndalo, matar o caseiro? Ou, no caso de uma atriz, qual a probabilidade do personagem que ela interpreta na pr&oacute;xima novela fazer isso?<br /> <br /> &Eacute; bom checar tamb&eacute;m o n&iacute;vel de satura&ccedil;&atilde;o da pessoa. Uma celebridade que aparece seis vezes por break, vendendo desde casa na praia at&eacute; fio dental, periga jogar a sua marca numa indesejada vala comum.<br /> <br /> Mas o maior segredo para ter certeza de que voc&ecirc; est&aacute; fazendo o melhor uso poss&iacute;vel de uma celebridade &eacute; um s&oacute;: fa&ccedil;a uma pe&ccedil;a que n&atilde;o faria sentido se fosse com outra celebridade. <br /> <br /> E &eacute; f&aacute;cil saber se voc&ecirc; conseguiu. Use o que voc&ecirc; aprendeu com o tumblr acima.<br /> <br /> Depois de pronto seu roteiro/an&uacute;ncio/banner/seja-l&aacute;-o-que-for, troque a celebridade da sua pe&ccedil;a pelo Paulo Goulart. Se a pe&ccedil;a funcionar com ele, &eacute; porque voc&ecirc; falhou.<br /> <br /> <em>Eduardo Axelrud &eacute; diretor nacional de cria&ccedil;&atilde;o da Escala<br /> </em></p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Jan 2, 2012 4:20:02 PM</pubDate>
		</item>
	</channel>
</rss>
