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		<title>RSS: Mídia - Ponto de Vista</title>
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		<language>pt-br</language>
		<copyright><![CDATA[Copyright 2010 - Meio & Mensagem]]></copyright>
		<category><![CDATA[Meio & Mensagem]]></category>
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			<title><![CDATA[Meio & Mensagem]]></title>
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			<title><![CDATA[Os argentinos e a mão de Deus]]></title>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>&ldquo;Foi a m&atilde;o de Deus!&rdquo;. Possivelmente foi dessa maneira que os publicit&aacute;rios argentinos da Y&amp;R responderam a pergunta dos chef&otilde;es ingleses que controlam a ag&ecirc;ncia, sobre quem foi o respons&aacute;vel pelo an&uacute;ncio televisivo sob o t&iacute;tulo &ldquo;Homenaje a los ca&iacute;dos y ex combatientes de Malvinas&rdquo; com a sugestiva assinatura da Casa Rosada, sede do governo da Argentina.<br /> <br /> N&atilde;o foi a primeira vez que nossos vizinhos lan&ccedil;aram m&atilde;o da proximidade com Deus para justificarem seus feitos milagrosos. Com t&atilde;o preciosa interven&ccedil;&atilde;o conquistaram a Copa do Mundo de Futebol no M&eacute;xico em 1986 e encerraram a pol&ecirc;mica sobre um suposto (SIC) gol de m&atilde;o de Diego Maradona com a afirma&ccedil;&atilde;o &ldquo;se houve m&atilde;o foi a m&atilde;o de Deus&rdquo;.<br /> <br /> O dito an&uacute;ncio que mostra o treinamento de um atleta argentino nas ilhas Malvinas tem como slogan a frase &ldquo;Para competir em solo brit&acirc;nico treinamos em solo argentino&rdquo; e ati&ccedil;a os humores ingleses ao mostrar paisagens t&iacute;picas do territ&oacute;rio, objeto do conflito, e redutos reconhecidamente pr&oacute;-Inglaterra.<br /> <br /> Rapidamente o atleta procurou desfazer a pol&ecirc;mica afirmando n&atilde;o saber que se tratava de um an&uacute;ncio com esse prop&oacute;sito, como se fosse poss&iacute;vel ter todo aquele desempenho sem conhecimento sobre os objetivos das filmagens.<br /> <br /> A Y&amp;R argentina, por sua vez, tamb&eacute;m tentou desqualificar a competent&iacute;ssima e profissional produ&ccedil;&atilde;o dizendo tratar-se de um concurso interno que depois seria oferecido aos clientes da ag&ecirc;ncia. &Eacute; mais cr&iacute;vel apostar na m&atilde;o de Deus.<br /> <br /> O Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Argentino, atrav&eacute;s de seu presidente, Gerardo Wertheim, criticou o an&uacute;ncio pela tentativa de uso dos jogos para discutir pol&iacute;tica. Ou seja, todos fizeram &ldquo;cara de paisagem&rdquo; diante da pe&ccedil;a publicit&aacute;ria de qualidade criativa e de produ&ccedil;&atilde;o indiscut&iacute;veis. <br /> <br /> O an&uacute;ncio &eacute; bom e bem feito e confronta uma id&eacute;ia comum aos publicit&aacute;rios brasileiros de que propaganda n&atilde;o deve abordar temas pol&ecirc;micos. Uma besteira. &Eacute; leg&iacute;timo ao anunciante, de qualquer esp&eacute;cie, defender seu ponto de vista e, mais comum ainda, que isso n&atilde;o seja um consenso. &Eacute; absolutamente natural que a ag&ecirc;ncia de propaganda escolhida para divulgar as marcas, produtos e servi&ccedil;os do anunciante se alinhe ao seu ide&aacute;rio, mesmo que isso n&atilde;o signifique unanimidade. <br /> <br /> No entanto no Brasil produzimos uma propaganda ac&eacute;tica, quase sem personalidade tamanha a avers&atilde;o que temos pelo debate ou pela pol&ecirc;mica. Fazemos publicidade sem espontaneidade e isso &eacute; f&aacute;cil de comprovar, experimente ficar duas horas na frente da televis&atilde;o.<br /> <br /> O an&uacute;ncio do Governo Argentino n&atilde;o &eacute; somente pe&ccedil;a digna de registro e premia&ccedil;&atilde;o como um exemplo de liberdade de express&atilde;o. A gest&atilde;o de Cristina Kirchner acredita que as Malvinas s&atilde;o parte do territ&oacute;rio do pa&iacute;s, &eacute; de se supor que seus eleitores tamb&eacute;m. Ent&atilde;o que mal h&aacute; em divulgar essa id&eacute;ia de forma criativa.<br /> <br /> Que a homenagem aos ca&iacute;dos argentinos acorde os ca&iacute;dos publicit&aacute;rios brasileiros, nem que para isso seja necess&aacute;rio repatriar aquele que, se &eacute; verdadeiramente brasileiro, anda dando expediente na Argentina e, j&aacute; faz algum tempo, produz a melhor propaganda da Am&eacute;rica Latina. <br /> <br /> * <em>Andr&eacute; Porto Alegre, jornalista e publicit&aacute;rio, membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e da Diretoria Executiva da APP - Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais de Propaganda, Conselheiro do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria, Conselheiro do FAC - F&oacute;rum do Audiovisual e Cinema. Foi Diretor Comercial da Mobz S.A., Circuito Digital S.A. e Promocine, empresas operadoras de m&iacute;dia cinema. Vencedor do Pr&ecirc;mio MaxiMidia em 2004 e 2007 pelo Melhor Uso da M&iacute;dia Cinema. Trabalhou no jornal Folha de S&atilde;o Paulo, na Mauricio de Sousa Produ&ccedil;&otilde;es, no Grupo Young &amp; Rubicam e na Ammiratti Puris Lintas. &Eacute; professor dos cursos de MBA da Faculdade Rio Branco e FACCAMP.<br /> </em><br /> &nbsp;</p>
				
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			<pubDate>May 23, 2012 9:29:05 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Por fora latinos. Cá dentro fingimos]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/05/22/Por-fora-latinos-ca-dentro-fingimos.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Tenho me intrigado com a nossa identidade.<br /> <br /> Me explico. Soy latino-americano e muito me enganam. <br /> <br /> Tirei duas semanas de f&eacute;rias na Europa e sempre, por mais que exista uma briguinha e competitividade entre as na&ccedil;&otilde;es, fica na cara que l&aacute; s&atilde;o todos europeus. <br /> <br /> <span data-scaytid="751" data-scayt_word="Falam">Falam</span> l&iacute;nguas diferentes, tem h&aacute;bitos e culturas diferentes, mas trocam muitas coisas entre si: dinheiro (ali&aacute;s, j&aacute; n&atilde;o &ldquo;trocam&rdquo; mais), transporte (trens), shows / exposi&ccedil;&otilde;es/ circuitos culturais e at&eacute; passeatas ou protestos.<br /> <br /> <span data-scaytid="1502" data-scayt_word="Uma">Uma</span> coisa que trocam e muito, s&atilde;o os conte&uacute;dos em broadcasting. A gente consegue ver programas na TV em pelo menos umas 20 l&iacute;nguas diferentes, vindos dos mais diferentes cantos. Falo das centenas de canais que assisti na Sky de l&aacute;. Ali&aacute;s, a &ldquo;rodada&rdquo; de canais, como se sup&otilde;e, demora um temp&atilde;o. <br /> <br /> <span data-scaytid="1503" data-scayt_word="Na">Na</span> It&aacute;lia e na Turquia onde eu estava, deviam ter pelo menos uns 30 canais locais, mais uns 150 de outros pa&iacute;ses. Al&eacute;m dos que n&oacute;s j&aacute; conhecemos na TV por Assinatura, entravam tamb&eacute;m canais dos outros pa&iacute;ses europeus (Rep. Checa, Romenia, Hungria, &Aacute;ustria, Eslov&aacute;quia, etc), como tamb&eacute;m China (todos estatais), R&uacute;ssia (uns tr&ecirc;s privados), Mal&aacute;sia, Cor&eacute;ia, Jap&atilde;o, Austr&aacute;lia,... isso ainda sem contar os canais de pelo menos uns 5 pa&iacute;ses africanos.<br /> <br /> <span data-scaytid="2254" data-scayt_word="Da">Da</span> Am&eacute;rica Latina, nada. Como comunica&ccedil;&atilde;o, como presen&ccedil;a, de fato, parece que somos menos relevantes que todos. N&atilde;o temos guerra, ficamos no nosso mundinho, da&iacute;, pra que perder tempo com a gente?<br /> <br /> <span data-scaytid="2630" data-scayt_word="Aqui">Aqui</span> n&oacute;s recebemos os canais p&uacute;blicos do circuito &ldquo;Elisabeth Arden&rdquo; (Inglaterra, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Alemanha + Espanha e Portugal), da &Aacute;sia temos canais do Jap&atilde;o, Cor&eacute;ia e China e mais um enorme batalh&atilde;o de canais por assinatura americanos (contei, entre os principais, quase 60! canais diferentes &ndash; todos privados). E tamb&eacute;m aqui, pasme, nada de outros canais latinos, nossos vizinhos.<br /> <br /> <span data-scaytid="3006" data-scayt_word="Isto">Isto</span> &eacute;, para assistir o que os nossos &ldquo;hermanos&rdquo; fazem, saber o que eles pensam e como vivem - para pegar o sinal de um pa&iacute;s aqui do lado, como a Argentina, o Uruguai, o Chile,... s&oacute; viajando para l&aacute;. Sendo que l&aacute; eles tamb&eacute;m n&atilde;o tem acesso aos nossos canais e conte&uacute;dos.<br /> <br /> <span data-scaytid="3757" data-scayt_word="N&atilde;o">N&atilde;o</span> &eacute; s&oacute; a l&iacute;ngua que nos separa, mas a tecnologia, a disponibilidade de sinal de sat&eacute;lite. &Eacute; como se tudo fosse feito para n&atilde;o falarmos, n&atilde;o enxergarmos, n&atilde;o nos integrarmos aos nossos vizinhos.<br /> <br /> <span data-scaytid="4508" data-scayt_word="Vejo">Vejo</span> isso em v&aacute;rios n&iacute;veis e at&eacute; gostei da nova pagina&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do Jornal Nacional quando falam do tempo, pois agora d&aacute; pra deduzir de onde vem a frente fria e n&atilde;o s&oacute; descobrirmos do dia pra noite que o frio chegou a Porto Alegre...<br /> <br /> <span data-scaytid="4884" data-scayt_word="Esse">Esse</span> Mercosul que tanto se fala, que como um gigante adormecido, &eacute; sempre o nosso destino, n&atilde;o poderia ter entre os seus objetivos nos aproximarmos enquanto produ&ccedil;&atilde;o cultural? O que precisa pra mudar? &Eacute; um novo sat&eacute;lite? &Eacute; vir&aacute;-lo mais um pouquinho?<br /> <br /> <span data-scaytid="6010" data-scayt_word="Que">Que</span> tal come&ccedil;armos por trocar programas de cada lado? E olha que se n&atilde;o der pra mandar por sat&eacute;lite e se n&atilde;o for muito pesado, eu at&eacute; que ajudo a carregar umas fitinhas... <br /> <br /> <em><span data-scaytid="9046" data-scayt_word="Geraldo">Geraldo</span> Leite est&aacute;&nbsp;&agrave; frente da Singular, Arquitetura de M&iacute;dia&nbsp;</em></p>
				
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			</description>
			<pubDate>May 22, 2012 11:20:47 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Paulínia está fora do mapa]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/05/07/Paulinia-esta-fora-do-mapa.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Restabeleceu-se a ordem. O munic&iacute;pio de Paul&iacute;nia, no interior de S&atilde;o Paulo, voltou a gozar da ampla e irrestrita mediocridade depois de quatro anos se passando por uma Hollywood tupiniquim com inspira&ccedil;&atilde;o Bandeirante pela pretens&atilde;o de conquistar o status de capital do cinema nacional. Ufa! Tivemos de amargar esse tempo ouvindo as vozes do cinema nacional falando maravilhas sobre a pol&iacute;tica cultural do munic&iacute;pio do interior paulista. <br /> <br /> O tal Festival de Paul&iacute;nia e tudo que se prognosticou a partir dele n&atilde;o passaram de ignor&acirc;ncia de alguns e picaretagem de outros tantos envolvidos com a cadeia de produ&ccedil;&atilde;o do cinema nacional.  Uma farsa ou coisa muito pior, dependendo do &acirc;ngulo do observador.<br /> <br /> Um dia, do nada, um prefeito resolve promover um festival de cinema. Detalhe, a cidade n&atilde;o possu&iacute; nenhum v&iacute;nculo com a s&eacute;tima arte, ningu&eacute;m de cinema nasceu no munic&iacute;pio, ela est&aacute; a apenas 126 quil&ocirc;metros da cidade de S&atilde;o Paulo, n&atilde;o tem nenhum atrativo natural, &eacute; crivada de ind&uacute;strias e, para n&atilde;o dizer que eu n&atilde;o falei de flores, tem um jardim bot&acirc;nico, um mini pantanal (?), dois parques para caminhadas e uma Maria fuma&ccedil;a que promove um tour pelas atra&ccedil;&otilde;es (?).<br /> <br /> Como de costume, &eacute; s&oacute; agitar alguma verba para o financiamento da produ&ccedil;&atilde;o de qualquer coisa que possa ser denominada de cinema, que baixa a trupe do &ldquo;me d&aacute; um dinheiro a&iacute;&rdquo; animada com suas cantorias de madrugada, suas longas entrevistas que n&atilde;o dizem nada e um misto de prepot&ecirc;ncia intelectual com mendic&acirc;ncia conformada, ou seja, exatamente aquilo que vemos nas telas impostas pelas cotas do cinema nacional.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="2511" data-scayt_word="Outro">Outro</span> dia, do mesmo nada, um outro prefeito resolve cancelar o festival de cinema com uma cole&ccedil;&atilde;o de motivos t&atilde;o torpes quanto os que o criaram. Como n&atilde;o tem mais verba, ningu&eacute;m aparece para passar o rid&iacute;culo de explicar o que aconteceu. O que era manchete se transforma em melanc&oacute;licas not&iacute;cias que tendem responsabilizar a atual administra&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio.<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que a decis&atilde;o sobre o cancelamento foi pol&iacute;tica, portanto, os incomodados com a medida devem culpar o prefeito, por sinal, eleito pela popula&ccedil;&atilde;o de Paul&iacute;nia. Mas a quest&atilde;o &eacute; mais complexa e, sinceramente, n&atilde;o acredito que algu&eacute;m confie nas boas inten&ccedil;&otilde;es dos dois dirigentes municipais, o que criou e o que acabou com o festival. Prefeito &eacute; tudo igual. O problema est&aacute; nos integrantes da ind&uacute;stria (SIC) nacional do cinema. Produtores, diretores e atores gravitam em torno do paternalismo p&uacute;blico atr&aacute;s de migalhas para executarem seus projetos sem nenhuma preocupa&ccedil;&atilde;o com a consolida&ccedil;&atilde;o do neg&oacute;cio do cinema no Brasil.<br /> <br /> A ind&uacute;stria do cinema nacional tem dificuldades em entender que atitudes como essa s&atilde;o tomadas na certeza de que nada acontecer&aacute; ao dirigente p&uacute;blico gra&ccedil;as &agrave; inoper&acirc;ncia, a falta de lideran&ccedil;a e o &ldquo;salve-se quem puder&rdquo; em que se transformou o neg&oacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e exibi&ccedil;&atilde;o do cinema brasileiro.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="4184" data-scayt_word="Paul&iacute;nia">Paul&iacute;nia</span> se foi e n&atilde;o deixar&aacute; saudades porque &eacute; uma forma fr&aacute;gil de financiar e divulgar o cinema nacional. Suas cerim&ocirc;nias e atividades, com pretensa relev&acirc;ncia, n&atilde;o significaram nada para o neg&oacute;cio, portanto s&atilde;o absolutamente dispens&aacute;veis. A li&ccedil;&atilde;o que Paul&iacute;nia dever&aacute; deixar &eacute; o alerta para que a pequena ind&uacute;stria do cinema brasileiro pare de se encantar com a&ccedil;&otilde;es isoladas e elabore um plano de longo prazo que objetive sua consolida&ccedil;&atilde;o. Portanto acredite, culpar o prefeito &eacute; contar somente parte dessa hist&oacute;ria.&nbsp;<br /> <br /> * <em>Andr&eacute; Porto Alegre, jornalista e publicit&aacute;rio, membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e da Diretoria Executiva da APP - Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais de Propaganda, Conselheiro do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria, Conselheiro do FAC - F&oacute;rum do Audiovisual e Cinema. Foi Diretor Comercial da Mobz S.A., Circuito Digital S.A. e Promocine, empresas operadoras de m&iacute;dia cinema. Vencedor do Pr&ecirc;mio MaxiMidia em 2004 e 2007 pelo Melhor Uso da M&iacute;dia Cinema. Trabalhou no jornal Folha de S&atilde;o Paulo, na Mauricio de Sousa Produ&ccedil;&otilde;es, no Grupo Young &amp; Rubicam e na Ammiratti Puris Lintas. &Eacute; professor dos cursos de MBA da Faculdade Rio Branco e FACCAMP. </em><br /> &nbsp;</p>
				
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			</description>
			<pubDate>May 7, 2012 8:50:54 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Digital? Como assim?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/05/03/Digital-Como-assim.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Que tal discutirmos potencial dos conte&uacute;dos transmitidos atrav&eacute;s de impulsos el&eacute;tricos conduzidos por um par tran&ccedil;ado de fios, em formato anal&oacute;gico ?<br /> <br /> Conversa um tanto estranha para profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o e marketing, n&atilde;o?<br /> <br /> E, no entanto, c&aacute; estamos n&oacute;s discutindo o&ldquo;wireless digital&rdquo; e outras coisas do g&ecirc;nero.<br /> De certa forma, isso atrapalha um pouco a compreens&atilde;o do novo cen&aacute;rio de m&iacute;dia.  A preocupa&ccedil;&atilde;o (ou encantamento) com a tecnologia  desviam nossa aten&ccedil;&atilde;o e comprometem a objetividade.<br /> <br /> Claro&nbsp;<span data-scaytid="485" data-scayt_word="que">que</span> &eacute; importante compreender os recursos oferecidos pela tecnologia.   Esse conhecimento pode oferecer insights inspirados e estabelecer diferenciais competitivos, antecipando id&eacute;ias.<br /> <br /> <span data-scaytid="850" data-scayt_word="Mas">Mas</span> antes disso &eacute; melhor se dedicar a entender o que j&aacute; est&aacute; acontecendo e usar os recursos dispon&iacute;veis da melhorforma.<br /> <br /> Se partirmos do exemplo com o qual iniciei esta postagem, a fixa&ccedil;&atilde;o pelo par tran&ccedil;ado e o formato anal&oacute;gico poderiam desviar nossa aten&ccedil;&atilde;o do Telefone, do Fax e dos BBS  como ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o e marketing.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="1093" data-scayt_word="N&atilde;o">N&atilde;o</span> &eacute; a tecnologia que est&aacute; mudando as pessoas.<br /> <br /> <span data-scaytid="1094" data-scayt_word="Na">Na</span> verdade, a tecnologia que sobrevive &eacute; a que encontra eco nos desejos e necessidades das pessoas. <br /> <br /> <em><span data-scaytid="1839" data-scayt_word="Fl&aacute;vio">Fl&aacute;vio</span> Ferrari est&aacute; a frente da consultoria Unit 34.</em><br /> &nbsp;</p>
				
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			</description>
			<pubDate>May 3, 2012 11:16:38 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A assunção da classe C]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/04/16/A-assuncao-da-Classe-C.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Na detalhada an&aacute;lise da nova grade de programa&ccedil;&atilde;o da TV observa-se que o fen&ocirc;meno da ascens&atilde;o da classe C padece de um equivoco sem&acirc;ntico, pois o desembarque no consumo n&atilde;o se trata de um processo espont&acirc;neo das camadas mais populares dos brasileiros e sim um projeto elaborado pelos poderes hegem&ocirc;nicos da comunica&ccedil;&atilde;o nacional, portanto uma assun&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Aos esquecidos &eacute; bom lembrar que &eacute; sutil a diferen&ccedil;a entre ascens&atilde;o e assun&ccedil;&atilde;o e est&aacute; no fato de que o primeiro processo se d&aacute; por capacidade pr&oacute;pria. Jesus ascendeu aos c&eacute;us por seus pr&oacute;prios meios. Enquanto na segunda situa&ccedil;&atilde;o h&aacute; a interfer&ecirc;ncia fundamental de um terceiro. Maria foi assumpta pelo poder de Deus. Consta que levada por anjos.<br /> <br /> Estabelecidas as diferen&ccedil;as, voltemos &agrave; classe C. Para os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, notadamente a TV, a classe C &eacute; incapaz de ascender socialmente, mesmo que brindada com uma maior e mais igualit&aacute;ria distribui&ccedil;&atilde;o de renda. Portanto necessita de uma programa&ccedil;&atilde;o recheada de situa&ccedil;&otilde;es onde prevalece a est&eacute;tica do mau gosto, para, por assim dizer, ser carregada.<br /> <br /> <span data-scaytid="711" data-scayt_word="Por">Por</span> isso somos bombardeados, na fic&ccedil;&atilde;o ou no notici&aacute;iro, com uma s&eacute;rie de situa&ccedil;&otilde;es inusitadas que em nada refletem a vida do brasileiro comum, a n&atilde;o ser na cabe&ccedil;a dos executivos que confundem distribui&ccedil;&atilde;o de renda e acesso ao consumo com a prolifera&ccedil;&atilde;o do bizarro.<br /> <br /> <span data-scaytid="1066" data-scayt_word="Baseados">Baseados</span> em pesquisas (?) a TV brasileira se vangloria de estar sintonizada com as camadas mais populares pelo fato de, supostamente, retratar uma realidade que at&eacute; ent&atilde;o ignorava solenemente. Pois seria mais produtivo continuar no obscurantismo da ignor&acirc;ncia a retratar uma gente que n&atilde;o existe de verdade.<br /> <br /> <span data-scaytid="1421" data-scayt_word="Toda">Toda</span> essa emergencial preocupa&ccedil;&atilde;o com a classe C &eacute; resultado da diminui&ccedil;&atilde;o das audi&ecirc;ncias televisivas em todas as classes sociais e da tentativa de fazer convencer os anunciantes que a mudan&ccedil;a do conte&uacute;do acompanha os gostos (SIC) do novo consumidor tupiniquim que, dessa forma, voltaria aos bra&ccedil;os da telinha e justificaria a manuten&ccedil;&atilde;o dos investimentos publicit&aacute;rios. O curioso &eacute; que no in&iacute;cio dos anos 80 a TV experimentou a f&oacute;rmula &ldquo;O Povo na TV&rdquo; com resultados desastrosos. Por que agora seria diferente?<br /> <br /> Em nome da ascens&atilde;o desacreditada se pratica a assun&ccedil;&atilde;o como forma de garantir o controle da situa&ccedil;&atilde;o. No entanto esquecem os controladores da programa&ccedil;&atilde;o do senso cr&iacute;tico da audi&ecirc;ncia, sobre o qual nos ensinou Carlos Eduardo Lins e Silva no livro Muito Al&eacute;m do Jardim Bot&acirc;nico, Summus Editorial: &ldquo;(...) que as an&aacute;lises dos fen&ocirc;menos da comunica&ccedil;&atilde;o fujam dos esquemas simplistas dos gabinetes e caiam na vida real e complexa das pessoas que est&atilde;o no mundo&rdquo;. Que assim seja. <br /> <br /> * <em>Andr&eacute; Porto Alegre, jornalista e publicit&aacute;rio, membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e da Diretoria Executiva da APP - Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais de Propaganda, Conselheiro do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria, Conselheiro do FAC - F&oacute;rum do Audiovisual e Cinema. Foi Diretor Comercial da Mobz S.A., Circuito Digital S.A. e Promocine, empresas operadoras de m&iacute;dia cinema. Vencedor do Pr&ecirc;mio MaxiMidia em 2004 e 2007 pelo Melhor Uso da M&iacute;dia Cinema. Trabalhou no jornal Folha de S&atilde;o Paulo, na Mauricio de Sousa Produ&ccedil;&otilde;es, no Grupo Young &amp; Rubicam e na Ammiratti Puris Lintas. &Eacute; professor dos cursos de MBA da Faculdade Rio Branco e FACCAMP. </em><br /> &nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Apr 16, 2012 10:25:57 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O lobby do muriqui]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/04/02/O-lobby-do-muriqui.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/04/02/O-lobby-do-muriqui.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Alheio &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es de chute no traseiro, lei geral da Copa, cronograma dos est&aacute;dios ou precariedade de infra-estrutura, o Tatu-Bola (ele mesmo) tornou-se o mascote da Copa do Mundo do Brasil em 2014.<br /> <br /> A conquista foi ao estilo &ldquo;on&ccedil;a pintada&rdquo;, na calada da noite, porque nenhum brasileiro vivo poderia imaginar que o pa&iacute;s, com uma das maiores diversidades de fauna do mundo, pudesse considerar a possibilidade do Tolypeutes tricinctus, nome de batismo do Tatu-Bola, sagrar-se s&iacute;mbolo do mais importante evento de futebol do planeta.<br /> <br /> Passado o susto, que periga acelerar a extin&ccedil;&atilde;o do Tatu-Bola, come&ccedil;a a campanha pelo mascote das Olimp&iacute;adas Rio 2016. Pelo andar da carruagem, nada surpreender&aacute; se a escolha recair sobre algum animal t&atilde;o distante do imagin&aacute;rio nacional como o convocado para a Copa do Mundo de Futebol.<br /> <br /> Mas como as coisas ainda podem ser piores no universo ol&iacute;mpico, saiba que existe uma forte campanha, apoiada por empres&aacute;rios do porte de Eike Batista para que o escolhido seja o Muriqui, o maior primata das Am&eacute;ricas, que consegue ser mais desconhecido e dizer menos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o brasileira que o Tatu-Bola. <br /> <br /> A id&eacute;ia do Muriqui como mascote ol&iacute;mpico tem o apoio do governo carioca e foi alvo de uma campanha de m&iacute;dia que j&aacute; consumiu R$ 400 mil. Consta que o interesse repentino do Grupo EBX de Eike Batista pelo primata est&aacute; no corredor ecol&oacute;gico do Muriqui, uma extensa &aacute;rea de Mata Atl&acirc;ntica no norte fluminense onde vive o macaco. Caso esse seja mesmo o mascote das Olimp&iacute;adas, o investimento de R$ 2,3 milh&otilde;es na recupera&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea estar&aacute; amparado por um grande apelo popular.<br /> <br /> N&atilde;o estranha o fato de ter um macaco como s&iacute;mbolo dos jogos ol&iacute;mpicos. Confesso que &eacute; mais natural para n&oacute;s brasileiros adotarmos um primata como mascote do que algo sem gra&ccedil;a como o Tatu-Bola. Por&eacute;m creio que antes do Muriqui h&aacute; outras esp&eacute;cies que habitam o inconsciente dos brasileiros, por exemplo, o Mico Le&atilde;o Dourado. <br /> <br /> T&atilde;o macaco e t&atilde;o brasileiro quanto o Muriqui, mas sem prestigio no mundo empresarial, o Mico Le&atilde;o Dourado &eacute; a resposta natural para a pergunta sobre qual primata melhor representa o esp&iacute;rito de preserva&ccedil;&atilde;o das nossas florestas.<br /> <br /> Os bem mais modestos defensores do Mico Le&atilde;o Dourado amargam as conseq&uuml;&ecirc;ncias do nome do bichinho. Por mais que todos os brasileiros vislumbrem a possibilidade de &ldquo;pagar o mico&rdquo; com a estrutura do Rio de Janeiro para as Olimp&iacute;adas, &eacute; bom lembrar que a express&atilde;o n&atilde;o tem nada a ver com o primata da Mata Atl&acirc;ntica e sim com o jogo do Mico onde o macaco &eacute; a &uacute;nica carta sem par, ou seja, quem fica com ela &ldquo;paga o mico&rdquo;.<br /> <br /> O Mico Le&atilde;o Dourado est&aacute; nas notas de R$ 20,00 e junto com o Beija-Flor, a Tartaruga de Pente, a Gar&ccedil;a, a Arara, a On&ccedil;a Pintada e a Garoupa frequenta  o dia a dia da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<br /> <br /> As Olimp&iacute;adas Rio 2016, assim como a Copa do Mundo 2014, s&atilde;o motivos de orgulho para o Brasil. Os mascotes desses eventos s&atilde;o mais do que capricho de empres&aacute;rios ambientalistas e ambientalistas empres&aacute;rios, s&atilde;o um reflexo do esp&iacute;rito de um povo, o que, definitivamente, n&atilde;o se coaduna com o j&aacute; escalado Tatu-Bola. Tomara prospere o bom senso ao inv&eacute;s do lobby. Esse seria um bom come&ccedil;o para os Jogos Ol&iacute;mpicos.</p>
				
							<p><em>* Andr&eacute; Porto Alegre, jornalista e publicit&aacute;rio, membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e da Diretoria Executiva da APP - Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais de Propaganda, Conselheiro do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria, Conselheiro do FAC - F&oacute;rum do Audiovisual e Cinema. Foi Diretor Comercial da Mobz S.A., Circuito Digital S.A. e Promocine, empresas operadoras de m&iacute;dia cinema. Vencedor do Pr&ecirc;mio MaxiMidia em 2004 e 2007 pelo Melhor Uso da M&iacute;dia Cinema. Trabalhou no jornal Folha de S&atilde;o Paulo, na Mauricio de Sousa Produ&ccedil;&otilde;es, no Grupo Young &amp; Rubicam e na Ammiratti Puris Lintas. &Eacute; professor dos cursos de MBA da Faculdade Rio Branco e FACCAMP.&nbsp;</em></p>
				
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			<pubDate>Apr 2, 2012 2:56:08 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Já era no Rádio]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/30/Ja-era-no-Radio0.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Sabe aquela hist&oacute;ria que voc&ecirc; n&atilde;o ag&uuml;enta mais ouvir falar? Que um meio n&atilde;o acaba com o anterior, que ele recicla, reage e tal e tal e tal...Pois n&atilde;o &eacute; que vou entrar nessa conversa novamente? E quase que pela porta dos fundos, meio que soprando naquelas brasas que o Adoniran cantava que ainda tinham muito fogo pra dar. Pois &eacute;...a ficha que agora cai para alguns pensadores digitais ou pitonisas do futuro, &eacute; que o tal futuro, aquilo que ningu&eacute;m pode afirmar nada, pois quando for checar j&aacute; mudou de novo, precisa respirar nas ra&iacute;zes, nos fundamentos, naquilo que at&eacute; o teu av&ocirc; j&aacute; sabia: no R&aacute;dio.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; papo &ndash; isto &eacute;, s&oacute; um pouco. <br /> <br /> <span data-scaytid="732" data-scayt_word="Pela">Pela</span> segunda vez leio nesses dias que a Internet pra poder evoluir e de fato, se aproximar mais das pessoas, para falar mais coisas relevantes, tem que cada vez mais se espelhar no R&aacute;dio. <br /> <br /> <span data-scaytid="733" data-scayt_word="&Eacute;">&Eacute;</span> o R&aacute;dio que sabe seguir as pessoas, que vai junto, informa, distrai, orienta, d&aacute; dicas, alivia o tempo sozinho e ainda presta servi&ccedil;os o tempo todo. <br /> <br /> <span data-scaytid="1824" data-scayt_word="Acho">Acho</span> legal&nbsp;<span data-scaytid="1460" data-scayt_word="que">que</span> as pessoas pensem assim agora, por mais que o mundo tenha mudado. Se a gente parar e pensar, vai ver que v&aacute;rias coisas que hoje a gente diz que s&atilde;o interativas, j&aacute; estavam no R&aacute;dio, s&oacute; n&atilde;o sab&iacute;amos que se chamava assim.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="2551" data-scayt_word="Pegue">Pegue</span> as m&uacute;sicas. A maioria das emissoras ligadas na audi&ecirc;ncia sempre deixa para os ouvintes a escolha das 10 + e quanto mais eles pedem, mais s&atilde;o tocadas. <br /> <br /> Em que lugar &eacute; mais comum voc&ecirc; conseguir falar com o ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; pra pedir m&uacute;sica, mas sobre o tr&acirc;nsito, reclamar do buraco, do prefeito que mentiu, comentar sobre o jogo, a novela,... e tua voz est&aacute; l&aacute;. Ali&aacute;s, cantando junto &ndash; s&oacute; que no carro, em casa, no Ipod e por a&iacute; vai.&nbsp;<br /> <br /> O R&aacute;dio est&aacute; sempre em reciclagem &ndash; falo tanto como empresa (pois luta pra sobreviver), quanto no modelo de programa&ccedil;&atilde;o ao vivo. O R&aacute;dio, quando ao vivo, n&atilde;o tem passado, tudo &eacute; momento, instant&acirc;neo, &agrave; la Lulu Santos, &eacute; como uma onda no mar, em movimento constante &ndash; no fundo, realiza o que as equipes de jornalismo pela Internet sonham em ser. <br /> <br /> <span data-scaytid="4004" data-scayt_word="S&oacute;">S&oacute;</span> que no R&aacute;dio &eacute; pela voz, por gente, por sentidos e sentimentos, onde o jeito de falar direciona, simplifica e envolve demais. E ele fala, repete, detalha, simplifica, comenta...Tanto que o &ldquo;fato&rdquo; &eacute; s&oacute; a primeira quest&atilde;o, o ponto de partida, pois da&iacute; em diante, a repercuss&atilde;o da not&iacute;cia e as diferentes vis&otilde;es &eacute; que v&atilde;o compor o todo.&nbsp;<br /> <br /> Quem&nbsp;<span data-scaytid="4731" data-scayt_word="diria...O">diria...O</span> mundo n&atilde;o d&aacute; voltas? Quem melhor enxergou, anteviu, foi o grande e dial&eacute;tico Mill&ocirc;r Fernandes: &ldquo;O homem &eacute; um animal que adora tanto as novidades que se o r&aacute;dio fosse inventado depois da televis&atilde;o haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem.&rdquo; Genial! Assim era o Mill&ocirc;r. <br /> <br /> <em>*Geraldo Leite&nbsp;&eacute; s&oacute;cio-diretor da&nbsp;Singular, Arquitetura de M&iacute;dia.</em><br /> &nbsp;</p>
				
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			<pubDate>Mar 30, 2012 4:52:07 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Construir e fortalecer sua marca]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/28/Construir-e-fortalecer-sua-marca.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>O desafio das marcas na conquista dos consumidores e na cria&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos que permitam uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e fidelidade &eacute; cada vez maior. Nunca se preocupou tanto com a consist&ecirc;ncia que o posicionamento de uma marca precisa ter em toda sua comunica&ccedil;&atilde;o com o consumidor. <br /> <br /> &Eacute; importante lembrar a premissa de que uma marca se constr&oacute;i com entregas, que a performance de uma marca est&aacute; em todos os pontos de contato. Mas, &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o que fortalece essa rela&ccedil;&atilde;o, principalmente ao criar uma conex&atilde;o emocional com seu p&uacute;blico, j&aacute; que para uma marca sobreviver nesse futuro incerto ela precisa criar essas conex&otilde;es, principalmente ao olhar para as novas gera&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Nosso desafio di&aacute;rio, como profissionais da comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; se questionar constantemente como nossa marca ser&aacute; capaz de criar e construir uma imagem atraente e envolvente. Questionar se nossas marcas s&atilde;o capazes de entregar a fantasia, alegria e emo&ccedil;&atilde;o, muitas vezes necess&aacute;rias na conex&atilde;o com o p&uacute;blico, se nossas marcas s&atilde;o capazes de construir fortes mem&oacute;rias.<br /> <br /> &quot;Se quer uma melhor imagem trate de come&ccedil;ar com uma melhor realidade&quot; Guy Kawasaki (Apple Computer)<br /> <br /> Provoco todos a uma reflex&atilde;o. Pensem nas marcas como uma grande pe&ccedil;a de teatro e tente responder e avaliar como est&aacute; esta atua&ccedil;&atilde;o. Como e o que pensam os espectadores e que impacto sua marca causou.<br /> <br /> Todos n&oacute;s sabemos que o n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia do consumidor mudou de patamar e que sua atua&ccedil;&atilde;o como ator nessa pe&ccedil;a &eacute; extremamente relevante, pois ele se relaciona, emite e compartilha opini&otilde;es. Isso muitas vezes pode tomar grandes propor&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que hoje a velocidade da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; algo incontrol&aacute;vel.<br /> <br /> Na verdade, a regra b&aacute;sica para posicionar e fortalecer uma marca est&aacute; nos momentos reais de contato com a empresa, portanto n&atilde;o adianta apenas DIZER, ter uma promessa de marca, o importante para uma marca &eacute; SER! A experi&ecirc;ncia do cliente &eacute; o momento de conex&atilde;o real com sua marca, por isso precisamos garantir o m&aacute;ximo poss&iacute;vel que a experi&ecirc;ncia seja prefeita em todos os pontos de contato.<br /> <br /> &Eacute; importante destacar que vivemos em um mundo em transforma&ccedil;&atilde;o, o que vivemos e pensamos mudam a cada dia e nossa rela&ccedil;&atilde;o emocional com determinadas marcas hoje poder&aacute; n&atilde;o existir mais no futuro, porque as novas gera&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o tem nenhuma conex&atilde;o estabelecida, eles est&atilde;o iniciando esse processo de conex&atilde;o com marcas e novas formas de consumo.<br /> <br /> O grande desafio est&aacute; em conhecer o cliente cada vez mais para entender quais s&atilde;o suas aspira&ccedil;&otilde;es e desenvolver uma comunica&ccedil;&atilde;o que possa despertar esse desejo intr&iacute;nseco do consumidor e provocar assim a atitude de compra, sempre lembrando que nessa rela&ccedil;&atilde;o o SER ser&aacute; mais forte do que o DIZER. <br /> <br /> *&nbsp;<em>Milena Seabra &eacute; diretora corporativa de marketing do GRPCOM - Grupo Paranaense de Comunica&ccedil;&atilde;o</em>.<br /> &nbsp;</p>
				
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			<pubDate>Mar 28, 2012 12:07:47 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Me Mídia]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/14/Me-Midia.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Dias desses recebi aqui na Singular um cart&atilde;ozinho com b&ocirc;nus de R$ 150,00 para anunciar a minha empresa no Google, como uma gentileza da minha locadora. A id&eacute;ia &eacute; genial: com uma mec&acirc;nica bem simples, qualquer empresa pode ter acesso &agrave; m&iacute;dia e sentir um gostinho da resposta que ela pode dar.<br /> <br /> E quando sentir esse retorno, por um pre&ccedil;o suport&aacute;vel, as empresas v&atilde;o, cada vez mais, entender que esse gasto &eacute; um investimento.<br /> <br /> No passado, quando ainda floresciam os classificados pessoais nos Jornais, n&oacute;s hav&iacute;amos chegado &agrave; uma situa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima: com pouco dinheiro, por vezes calculado em espa&ccedil;o, outras em n&uacute;mero de palavras, voc&ecirc; conseguia usar a for&ccedil;a da m&iacute;dia para tratar tamb&eacute;m de quest&otilde;es caseiras &ndash; vender uma bicicleta, oferecer um servi&ccedil;o, uma cole&ccedil;&atilde;o de revistas, de discos, etc.<br /> <br /> &Eacute; o mesmo racioc&iacute;nio anterior, s&oacute; que agora com as vantagens da pegada digital, onde voc&ecirc; n&atilde;o tem que ir na loja, onde voc&ecirc; pode falar s&oacute; com quem te interessa, onde voc&ecirc; fala com diferentes regi&otilde;es ou pa&iacute;ses, onde a m&iacute;dia fica bem mais acess&iacute;vel, pois voc&ecirc; s&oacute; gasta, digo, investe, o que tem.<br /> <br /> Sabe aquilo que a gente classifica erroneamente como anunciante? &ndash; que &eacute; o simples fato de alguma empresa anunciar (pois anunciante em si n&atilde;o &eacute; uma categoria) &ndash; agora pode ser estendido para muito mais gente, muito mais empresas.<br /> <br /> &Eacute; como se a carteira de &ldquo;clientes&rdquo; de um ve&iacute;culo como o Google (e poderia ser o UOL, IG, Terra, Globo.com, etc) fosse t&atilde;o ampla como &eacute; a nossa popula&ccedil;&atilde;o &ndash; como se a forma de classificar fosse quase que mais pelo RG, do que pelo porte da empresa.<br /> <br /> Isso &eacute; uma revolu&ccedil;&atilde;o de amplitude de mercado; balan&ccedil;a o <strong>Projeto Inter-Meios</strong> jogando-o num outro plat&ocirc;. &Eacute; como se o nosso mercado &ldquo;anunciante&rdquo; fosse invadido do dia pra noite por milh&otilde;es de diabinhos, quem sabe chineses, &aacute;vidos por usar a m&iacute;dia de outra forma &ndash; a seu favor.<br /> <br /> A m&iacute;dia, que j&aacute; faz parte da minha vida (como profiss&atilde;o), vai tamb&eacute;m passar a fazer parte da vida de todos; se temos o direito de respirar, agora tamb&eacute;m temos de anunciar. E assim, quem sabe, todo o mundo tamb&eacute;m vai saber outras coisas que as pessoas fazem. <br /> Poderia at&eacute; pegar um exemplo de quem vos escreve. Por exemplo: quem j&aacute; ouviu falar no not&aacute;vel CD &ldquo;Sopa de Concha&rdquo; (<strong><a target="_blank" href="http://www.sopadeconcha.com.br">www.sopadeconcha.com.br</a></strong> )? <br /> <br /> Viu, rapidim, j&aacute; fiz meu comercial... <br /> <br /> <em>*Geraldo Leite &eacute; s&oacute;cio-diretor da Singular, Arquitetura de M&iacute;dia</em><br /> &nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 14, 2012 5:42:19 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Em busca de si mesmo]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/12/Em-busca-de-si-mesmo.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Uma das mais importantes tend&ecirc;ncias sociais desta d&eacute;cada &eacute; o rompimento com as refer&ecirc;ncias institucionais.<br /> <br /> Esse movimento tem grande impacto sobre o relacionamento com as m&iacute;dias e com a comunica&ccedil;&atilde;o em geral, como j&aacute; comentei em postagem anterior.<br /> <br /> Mas sua influ&ecirc;ncia &eacute; bem mais ampla, pois essa mudan&ccedil;a implica em profundas mudan&ccedil;as na maneira pela qual nos relacionamos com o mundo exterior e com n&oacute;s mesmos.<br /> <br /> O <strong><a target="_blank" href="http://vimeo.com/38000699">link</a></strong>&nbsp;aponta para um v&iacute;deo que descreve de forma resumida esse fen&ocirc;meno e suas implica&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> A grande quest&atilde;o, principalmente para os profissionais de marketing e comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; se estamos preparados para entender, atender e nos comunicar com esse novo consumidor, avesso &agrave;s velhas f&oacute;rmulas e em busca de si mesmo.<br /> <br /> Esse &eacute; um assunto que vale um evento do <strong>M&amp;M</strong>. <br /> <br /> <em><span data-scaytid="1526" data-scayt_word="Fl&aacute;vio">Fl&aacute;vio</span> Ferrari est&aacute; a frente da&nbsp;consultoria Unit 34.</em><br /> &nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 12, 2012 2:40:33 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Os números do cinema: ficção e realidade]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/08/Os-numeros-do-cinema-ficcao-e-realidade.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/08/Os-numeros-do-cinema-ficcao-e-realidade.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>No domingo, dia 4 de mar&ccedil;o de 2012, me aguardavam na porta de casa os exemplares da Folha de S&atilde;o Paulo e do Estad&atilde;o juntos com o <strong>Meio &amp; Mensagem</strong>.<br /> <br /> Oba! Come&ccedil;ava bem o meu domingo.<br /> <br /> Na capa o M&amp;M trazia os resultados da propaganda de 2011 em compara&ccedil;&atilde;o ao desempenho de 2010 e acusava um crescimento m&eacute;dio da atividade na ordem de 8,5% , desbancando, aparentemente, a tese de que a propaganda cresce o dobro do PIB.<br /> <br /> <span data-scaytid="615" data-scayt_word="Os">Os</span> destaques positivos ficaram para a internet, TV por assinatura e m&iacute;dia exterior. Outro aspecto a ser observado foi a desproporcional participa&ccedil;&atilde;o do meio TV na divis&atilde;o da verba publicit&aacute;ria nacional. 63,5% de todo o dinheiro investido em propaganda no Brasil engordam os cofres das TVs abertas. O ponto negativo ficou com a diminui&ccedil;&atilde;o do investimento publicit&aacute;rio no meio cinema, 6,34% a menos em compara&ccedil;&atilde;o a 2010. Uma cabal distor&ccedil;&atilde;o do comportamento do consumidor brasileiro. Querem ver:<br /> <br /> De sexta-feira, dia 17 de fevereiro, primeiro dia de carnaval, at&eacute; quarta-feira de cinzas, dia 22 de fevereiro, o cinema brasileiro acumulou<br /> 2.320.499 ingressos vendidos.<br /> <br /> <span data-scaytid="2151" data-scayt_word="Foram">Foram</span> mais de 225 mil ingressos vendidos na sexta, mais de 380 mil tanto no s&aacute;bado quanto no domingo, 552.712 na segunda, 447.150 na ter&ccedil;a gorda e&nbsp;325.886 na quarta de cinzas. O campe&atilde;o de audi&ecirc;ncia nacional foi o filme O Motoqueiro Fantasma 2, que acumulou 929.466 ingressos, seguido de Cada um tem a G&ecirc;mea que Merece, A Inven&ccedil;&atilde;o de Hugo Cabret e A Dama de Ferro, todos com mais de 200 mil ingressos vendidos no per&iacute;odo.<br /> <br /> O vigor do cinema no Brasil est&aacute; na sua capacidade de comprovar seus n&uacute;meros com uma precis&atilde;o n&atilde;o encontrada em nenhum outro meio de comunica&ccedil;&atilde;o. Os anunciantes que optam pela inser&ccedil;&atilde;o de seus an&uacute;ncios na tela grande comprovam a efici&ecirc;ncia do investimento com n&uacute;meros reais, sem proje&ccedil;&otilde;es ou dedu&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> <span data-scaytid="3380" data-scayt_word="Todas">Todas</span> as pessoas que foram ao cinema no final de semana do carnaval, o fizeram por que o meio re&uacute;ne os elementos fundamentais ao sucesso dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o: a qualidade dos conte&uacute;dos, o entretenimento, a alta tecnologia e o car&aacute;ter out-of-home.<br /> <br /> Em termos de faturamento o cinema arrecadou R$ 26.876.689,00 com ingressos nos seis dias de folia, contrariando a lenda de que nos dias de Momo os brasileiros n&atilde;o freq&uuml;entam cinema. Santa Ignor&acirc;ncia!<br /> <br /> <span data-scaytid="4916" data-scayt_word="Desafio">Desafio</span> os profissionais de propaganda, ag&ecirc;ncias ou anunciantes, a indicarem qual evento presencial pode rivalizar em n&uacute;meros com o cinema e caso o encontrem, nas m&uacute;ltiplas op&ccedil;&otilde;es existentes, fa&ccedil;am um exerc&iacute;cio de compara&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; uma goleada de predicados do cinema.<br /> <br /> No cinema n&atilde;o h&aacute; valores relativos, os n&uacute;meros s&atilde;o absolutos como se exige dos investimentos publicit&aacute;rios. Os conte&uacute;dos e as salas de proje&ccedil;&atilde;o atraem ou n&atilde;o os consumidores, sem m&aacute;gicas ou subterf&uacute;gios. Todos os filmes em exibi&ccedil;&atilde;o e todas as salas em funcionamento s&atilde;o auditadas. Os resultados s&atilde;o reais, mas parecem n&atilde;o comover cora&ccedil;&otilde;es e mentes dos que decidem o investimento da m&iacute;dia nacional.  Essa realidade sobre a fic&ccedil;&atilde;o precisa mudar.&nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Mar 8, 2012 10:27:32 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O Brasil nunca leu tanto]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/06/O-Brasil-nunca-leu-tanto.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/06/O-Brasil-nunca-leu-tanto.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>H&aacute; alguns anos ouvi Nizan Guanaes dizer em uma palestra que nenhuma m&iacute;dia seria capaz de substituir o jornal na constru&ccedil;&atilde;o de uma marca. Ap&oacute;s isso, j&aacute; ouvi grandes publicit&aacute;rios defenderem esse meio que vem se modificando e se reinventando a cada dia.<br /> <br /> Hoje vivemos uma explos&atilde;o de m&iacute;dias e formas de contato com o consumidor, mas cada uma possui caracter&iacute;sticas particulares. Do meu ponto de vista, nenhuma delas entrega, de uma forma t&atilde;o efetiva, atributos como credibilidade e opini&atilde;o, como o jornal.<br /> <br /> <span data-scaytid="559" data-scayt_word="Tenho">Tenho</span> total consci&ecirc;ncia de quanto esse meio est&aacute; sendo questionado no mundo todo, mas tamb&eacute;m tenho convic&ccedil;&atilde;o de que nunca o brasileiro leu tanto jornal. Segundo o IVC, a circula&ccedil;&atilde;o de jornais superou 4,4 milh&otilde;es de exemplares di&aacute;rios, n&uacute;mero recorde desde a cria&ccedil;&atilde;o do Instituto. &Eacute; verdade que esse n&uacute;mero ainda &eacute; pequeno, se comparado a pa&iacute;ses desenvolvidos, mas em 2011 tivemos um crescimento de 3,5% de circula&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. <br /> <br /> <span data-scaytid="839" data-scayt_word="Isso">Isso</span> sem falar da leitura digital. Em 2011, a circula&ccedil;&atilde;o das edi&ccedil;&otilde;es digitais dos jornais teve um crescimento de 123% e se configura como uma tend&ecirc;ncia para o mercado de jornais, pois a internet deve continuar crescendo e os jornais ocupam cada vez mais esse espa&ccedil;o. <br /> <br /> O fato &eacute; que a credibilidade dos jornais e a for&ccedil;a que essa m&iacute;dia tem na constru&ccedil;&atilde;o das marcas, como j&aacute; dizia Nizan, est&atilde;o hoje em diversas plataformas. O newspaper se consolida como News  e o consumidor pode escolher como e quando receber a informa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m da Web, os jornais est&atilde;o conquistando cada vez mais espa&ccedil;o nos tablets e mobile, o que tamb&eacute;m deve ter um crescimento muito significativo nos pr&oacute;ximos anos.<br /> <br /> <span data-scaytid="1398" data-scayt_word="Interessante">Interessante</span> &eacute; perceber que apesar de vivermos em um ambiente no qual a informa&ccedil;&atilde;o pode ser considerada &ldquo;commodity&rdquo; e pode ser constru&iacute;da e distribu&iacute;da por todos para todos, nunca se deu tanta import&acirc;ncia para a fonte, para a marca e para a credibilidade. Nesse ambiente &eacute; cada vez mais importante separar o joio do trigo. Por isso, os jornais e suas grandes marcas t&ecirc;m cada vez mais valor e relev&acirc;ncia. <br /> <br /> <span data-scaytid="1957" data-scayt_word="Esse">Esse</span> &eacute; o momento! Vivemos uma realidade muito favor&aacute;vel. Os jornais continuam tendo papel fundamental na constru&ccedil;&atilde;o de opini&atilde;o, senso cr&iacute;tico e evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade. Agora cabe aos anunciantes perceberem e aproveitarem a import&acirc;ncia fundamental que os jornais t&ecirc;m na constru&ccedil;&atilde;o e posicionamento de suas marcas. &nbsp;<br /> <br /> <em>* Milena Seabra &eacute; diretora corporativa de marketing do Grupo Paranaense de Comunica&ccedil;ao (GRPCOM)</em></p>
				
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			<pubDate>Mar 6, 2012 5:22:43 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Vovó e a comunicação fractal]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/02/29/Vovo-e-a-comunicacao-fractal.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Minha av&oacute; materna era uma pessoa excepcional em muitos sentidos.<br /> <br /> Diaconisa da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia na Mooca e diretora da Dorcas (servi&ccedil;o assistencial da Igreja) foi uma mulher inteligente, determinada e realizadora.<br /> <br /> Prematuramente vi&uacute;va e com pouca instru&ccedil;&atilde;o, conseguiu criar tr&ecirc;s filhos e alguns netos trabalhando como costureira.<br /> <br /> <span data-scaytid="501" data-scayt_word="Lamentavelmente">Lamentavelmente</span>, faleceu antes da chegada das redes sociais.<br /> <br /> E digo lamentavelmente porque ela tinha um talento nato para comunica&ccedil;&atilde;o fractal.<br /> <br /> Poderia fazer um bom dinheiro hoje em dia explicando como isso funciona para a nova gera&ccedil;&atilde;o de profissionais da &aacute;rea.<br /> <br /> <span data-scaytid="1502" data-scayt_word="Uma">Uma</span> personagem de Willian Gibson, no livro &ldquo;Reconhecimento de Padr&otilde;es&rdquo;, amiga da protagonista Cayce Pollard, a &ldquo;cool hunter&rdquo;, trabalhava como free-lancer para empresas e tinha como miss&atilde;o disseminar fragmentos de informa&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es sociais insuspeitas (pois &eacute;, em 2003 Gibson j&aacute; nos contava como seria a comunica&ccedil;&atilde;o em 2013).<br /> <br /> Outras, como ela, faziam o mesmo.  O objetivo era que os consumidores, no momento oportuno, reunissem esses fragmentos de informa&ccedil;&atilde;o e chegassem &agrave; conclus&atilde;o planejada pela empresa (formando sentido).<br /> <br /> Vi minha av&oacute; praticando isso em casa.  Ela morava conosco.<br /> <br /> <span data-scaytid="2003" data-scayt_word="Lembro-me">Lembro-me</span> de uma vez em que implicou com uma empregada.  Ela sabia que minha m&atilde;e, que a considerava rabugenta, n&atilde;o levaria suas queixas em considera&ccedil;&atilde;o. Ladina, durante a semana fez um pequeno e &ldquo;inocente&rdquo; coment&aacute;rio para cada membro da fam&iacute;lia e, no almo&ccedil;o de domingo, l&aacute; est&aacute;vamos n&oacute;s concluindo que seria melhor dispensar a mo&ccedil;a.<br /> <br /> Minha av&oacute; n&atilde;o abriu a boca.  A conclus&atilde;o foi nossa.  S&oacute; fui capaz de perceber o que havia acontecido muitos anos depois, j&aacute; trabalhando com comunica&ccedil;&atilde;o, e havendo sido &ldquo;vitima&rdquo; da vov&oacute; pelo menos um par de vezes.<br /> <br /> <span data-scaytid="2754" data-scayt_word="Naquela">Naquela</span> &eacute;poca, algu&eacute;m mais atento poderia haver dito que ela era uma fofoqueira eficiente.  Depois disso, que era uma especialista em &ldquo;word of mouth&rdquo;. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, poderia haver sido mencionada como exemplo de marketing viral.  Mas ela estava mesmo era praticando a comunica&ccedil;&atilde;o fractal.<br /> <br /> O problema com novos nomes &eacute; que a gente acaba se esquecendo do que aprendeu com os mais velhos.<br /> <br /></p>
				
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			<pubDate>Feb 29, 2012 8:55:11 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Cidades em Revista]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/02/27/Cidades-em-revista.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>&Eacute; sempre bom quando surgem id&eacute;ias realmente novas. Por isso me encanta a estrat&eacute;gia da Editora Abril de lan&ccedil;ar revistas de circula&ccedil;&atilde;o regional ou por cidade, sob medida para certos mercados.<br /> <br /> A partida se deu em julho passado com o lan&ccedil;amento da &ldquo;Interview&rdquo; que hoje tem tr&ecirc;s diferentes edi&ccedil;&otilde;es (Bras&iacute;lia, Porto Alegre e Curitiba). Em seguida, em outubro saiu a &ldquo;Mais Feliz&rdquo; no Nordeste, com 3 capas diferentes, de acordo com a regi&atilde;o. Tem ainda uma terceira chamada &ldquo;Casa Im&oacute;vel&rdquo; voltada atualmente para os mercados de Manaus e Belo Horizonte.<br /> <br /> A estrat&eacute;gia adotada para cada um deles &eacute; totalmente diversa.<br /> <br /> A &ldquo;Interview&rdquo; &eacute; mais voltada pro leitor t&iacute;pico de revista (mais qualificado), com 100% do conte&uacute;do editorial para cada cidade (as personalidades, os locais, a conversa da comunidade,...), com circula&ccedil;&atilde;o basicamente gratuita para um mailing selecionado de assinantes Abril e s&oacute; uma pequena parcela dispon&iacute;vel para compra avulsa nas bancas.<br /> <br /> <span data-scaytid="1180" data-scayt_word="J&aacute;">J&aacute;</span> a &ldquo;Mais Feliz&rdquo; &eacute; para a mulher nordestina da nova classe emergente, com grande tiragem (100 mil) e pre&ccedil;o de banca muito acess&iacute;vel (R$1,00). A &ldquo;Casa Im&oacute;vel&rdquo;, por fim, tem um tema mais espec&iacute;fico, mas cai sob medida para quem se interessa no assunto &ndash; tanto o leitor, quanto o mercado imobili&aacute;rio local.<br /> <br /> <span data-scaytid="1574" data-scayt_word="At&eacute;">At&eacute;</span> ent&atilde;o esses mercados recebiam quando muito, al&eacute;m das Vejinhas locais, uma ou outra edi&ccedil;&atilde;o de Casa Cl&aacute;udia &ndash; no mais, as op&ccedil;&otilde;es regionais, quando existiam, eram s&oacute; de reparte dos an&uacute;ncios e n&atilde;o para o p&uacute;blico.<br /> <br /> <span data-scaytid="1968" data-scayt_word="Dessa">Dessa</span> feita falamos de revistas voltadas para determinada cidade ou regi&atilde;o, com um conte&uacute;do fundamentalmente local, o que lhes permite um grau de aproxima&ccedil;&atilde;o com o leitor t&atilde;o grande quanto em SP ou Rio, onde o foco tem&aacute;tico pode ser complementado pela presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os dos t&iacute;tulos.<br /> <br /> <span data-scaytid="1969" data-scayt_word="Ao">Ao</span> mesmo tempo, sendo da &ldquo;fam&iacute;lia Abril&rdquo;, significa que h&aacute; um belo incentivo para um tratamento mais profissional da informa&ccedil;&atilde;o; isto &eacute;, limites mais claros entre o papel dos jornalistas e do mercado anunciante. Incentivos tamb&eacute;m para qualificar novos talentos locais, como tamb&eacute;m para desenvolver o meio Revista pelo interior do Pa&iacute;s.<br /> <br /> <span data-scaytid="2756" data-scayt_word="Lembro">Lembro</span> que h&aacute; alguns anos encontrei em Boston uma emissora de R&aacute;dio AM muito bem sucedida que era especializada em Heavy Metal. &Eacute; claro que seria melhor se estivesse numa FM, pois &eacute; l&aacute; que se encontrava o p&uacute;blico mais jovem. Mas como l&aacute; n&atilde;o havia espa&ccedil;o, o p&uacute;blico jovem foi achar a sua emissora preferida na &ldquo;velha&rdquo; AM.<br /> <br /> S&atilde;o atitudes como essas, janelas de oportunidades, que conseguem construir cen&aacute;rios menos &oacute;bvios, pois o h&aacute;bito de consumo das m&iacute;dias, por mais que retrate a realidade, est&aacute; a&iacute; para ser mudado e evolu&iacute;do &ndash; e o nosso pa&iacute;s, a nossa m&iacute;dia, podem andar juntos.<br /> <br /> <span data-scaytid="4327" data-scayt_word="N&oacute;s">N&oacute;s</span> j&aacute; t&iacute;nhamos algumas boas revistas semanais dos Jornais locais (as &ldquo;Sunday Magazines&rdquo;). Sempre existiram tamb&eacute;m revistas locais, com um forte foco nas colunas sociais que, muitas vezes, n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o isentas no tratamento dos fatos. <br /> <br /> Agora essas pra&ccedil;as v&atilde;o poder comparar e escolher. Bom pro leitor, bom pro mercado. <br /> <br /> O encanto da leitura de uma Revista fica valorizado, preservado &ndash; &eacute; aquele tempo dedicado &agrave; algo que lhe d&aacute; prazer ou que informa, que entret&eacute;m e por a&iacute; vai.<br /> <br /> <span data-scaytid="5114" data-scayt_word="Ver">Ver</span> essa iniciativa surgir da l&iacute;der, a Abril, &eacute; ainda mais admir&aacute;vel. <br /> <br /> <em><span data-scaytid="8287" data-scayt_word="Geraldo">Geraldo</span>&nbsp;Leite &eacute;&nbsp;s&oacute;cio-diretor da Singular Arquitetura de M&iacute;dia</em><br /> &nbsp;</p>
				
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			<pubDate>Feb 27, 2012 5:01:53 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A grande perda da propaganda paranaense]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/02/24/A-grande-perda-da-propaganda-paranaense.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p><em>(*) Post escrito juntamente com Rog&eacute;rio Mainardes, diretor&nbsp;corporativo de marketing do Grupo Positivo</em><br /> <br /> Dif&iacute;cil explicar um sentimento de perda como esta que ocorreu na segunda-feira de Carnaval. <br /> <br /> Mais dif&iacute;cil ainda &eacute; escrever sobre algu&eacute;m que sempre trabalhou de forma equilibrada com as palavras. <br /> <br /> Um profissional que se transformou em empres&aacute;rio e viveu de suas ideias e de seus textos. Construiu exemplos de boa comunica&ccedil;&atilde;o e de grandes campanhas publicit&aacute;rias.  Com as palavras, soube coloc&aacute;-las no lugar certo, na quantidade certa para explicar um produto, um servi&ccedil;o, uma oferta ou benef&iacute;cio.  Sempre soube dosar a emo&ccedil;&atilde;o e a raz&atilde;o para explicar uma ideia. <br /> <br /> Um publicit&aacute;rio que tinha o equil&iacute;brio necess&aacute;rio para a reda&ccedil;&atilde;o. O equil&iacute;brio que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel para quem aprende com a experi&ecirc;ncia.  Seja ela boa ou m&aacute;. <br /> <br /> Um dos mestres do texto publicit&aacute;rio paranaense partiu no &uacute;ltimo Carnaval.  Saiu da cena do nosso dia a dia o publicit&aacute;rio Gilberto Ricardo dos Santos. <br /> <br /> Foi se juntar ao S&eacute;rgio Mercer, ao Jamil Snegue e poucos outros profissionais que t&atilde;o bem valorizaram a propaganda paranaense pelo talento e pelo respeito &agrave; arte de bem comunicar.<br /> <br /> Perdemos todos que valorizamos as ideias criativas e fundamentadas.  Todos que valorizamos o talento inspirado e inspirador. <br /> <br /> Olhar para a vida deste publicit&aacute;rio paranaense &eacute; olhar as marcas deixadas pelas boas ideias. <br /> <br /> &Eacute; olhar para as campanhas que constru&iacute;ram o conceito da &quot;Curitiba, capital ecol&oacute;gica&quot;. Campanhas que promoveram a auto-estima dos curitibanos,  como poucas campanhas fizeram antes ou depois.<br /> <br /> Ao se unir  na ag&ecirc;ncia Opus M&uacute;ltipla,  com Desid&eacute;rio M&aacute;ximo Pansera e Jos&eacute; Dion&iacute;sio Rodrigues, Gilberto fez muito pela valoriza&ccedil;&atilde;o e pela qualidade da propaganda no Paran&aacute;. <br /> <br /> Foi um mestre que soube ensinar algumas gera&ccedil;&otilde;es, mostrando que para escrever &eacute; preciso ler.  E ler muito sobre tudo e sobre todos.  Sua vis&atilde;o cr&iacute;tica era profunda e, no seu sil&ecirc;ncio e timidez aparente, era grande e perspicaz.  Demonstrava que era necess&aacute;rio ouvir para falar, observar para construir. <br /> <br /> Com o Gilberto aprendemos que o bom texto n&atilde;o fica pronto por acaso. N&atilde;o &eacute; somente pelo esfor&ccedil;o de escrever e colocar palavras no papel.    O bom texto &eacute; fruto da cultura, conhecimento, informa&ccedil;&atilde;o, observa&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e cr&iacute;tica. <br /> <br /> Depois deste processo, as palavras podem come&ccedil;ar a se juntar para explicar uma ideia.   <br /> Os publicit&aacute;rios sabem disso. E buscam constantemente, embora poucos consigam. <br /> <br /> O Gilberto sabia e tentava ensinar isto.  Alguns, que com ele trabalharam,  conseguiram aprender um pouco.  Outros tantos est&atilde;o tentando e muitos n&atilde;o perceberam nada disso.<br /> <br /> N&atilde;o perceberam o tamanho do talento que se escondia naquela figura t&iacute;mida e franzina, mas que fez, com orgulho e muito talento, um cap&iacute;tulo da hist&oacute;ria da propaganda paranaense.<br /> <br /> Fica com todos que convivemos com este profissional, que usufru&iacute;mos e fomos influenciados por suas ideias e mensagens,   que trabalhamos no Marketing, na Comunica&ccedil;&atilde;o e na Propaganda paranaense, um grande respeito, reconhecimento e admira&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Que o seu exemplo de talento e intelig&ecirc;ncia se transforme na busca incessante de qualidade que a propaganda tanto carece em nosso Estado.&nbsp;<br /> <br /> ** <em>Milena Seabra &eacute; diretora&nbsp;corporativa de marketing do Grupo Paranaense de Comunica&ccedil;&atilde;o</em></p>
				
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			</description>
			<pubDate>Feb 24, 2012 11:07:58 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Pagar para ver e pagar para ser visto]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/02/22/Pagar-para-ver-e-pagar-para-ser-visto.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Bradesco, Schin, Tim e Pantene, os patrocinadores do carnaval paulistano, seja l&aacute; o que isso significa, tiveram um final de semana para n&atilde;o se esquecer. Tudo come&ccedil;ou com as gentilezas da jornalista B&aacute;rbara Gancia, do jornal Folha de S. Paulo, que em artigo de s&aacute;bado, dia 18 de fevereiro (Cotidiano &ndash; p&aacute;gina C6), comparava a festa de Momo da capital paulista a uma &quot;torrada com estrume&quot; enquanto nossos vizinhos cariocas serviriam &quot;torradas com caviar&quot;.  Nada como investir alguns milh&otilde;es de reais em coc&ocirc; de vaca. Um luxo!<br /> <br /> Mas os respons&aacute;veis pelos departamentos de marketing dessas quatro not&oacute;rias marcas de banco, cerveja, telefonia celular e o higiene pessoal, respectivamente, parecem n&atilde;o se  sensibilizarem em vincular seus nomes &agrave; farra gastron&ocirc;mica de mal gosto em que se transformou o simulacro de festa grandiosa que &eacute; o Carnaval de S&atilde;o Paulo. Um desfile de torcidas organizadas (sic) de clubes de futebol.<br /> <br /> Como tudo pode ser pior em termos de carnaval, principalmente em S&atilde;o Paulo, e Bradesco, Schin, Tim e Pantene pagaram para ver, nada de decepcionar t&atilde;o nobres investidores. Nessa &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, dia 21 de fevereiro, um folcl&oacute;rico narrador af&ocirc;nico, personagem t&iacute;pico que, com muita dificuldade, &quot;canta&quot; as notas dadas pelos jurados (?) &agrave;s escolas de samba, conhecido como Zulu, teve seu ritual interrompido violentamente por um dirigente de agremia&ccedil;&atilde;o financiada pelo poder p&uacute;blico, pelo banco, pela cerveja, pela operadora de celular e pela fabricante de xampu.<br /> <br /> <span data-scaytid="4564" data-scayt_word="Portanto">Portanto</span> al&eacute;m das revela&ccedil;&otilde;es da B&aacute;rbara Gancia que, se levadas a s&eacute;rio, afugentariam o mais animado foli&atilde;o corporativo, o rid&iacute;culo evento paulistano teve um final dram&aacute;tico e violento, demonstra&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica da fal&ecirc;ncia do carnaval em que os quatro anunciantes investem recursos de toda ordem.<br /> <br /> <span data-scaytid="5267" data-scayt_word="Est&aacute;">Est&aacute;</span> mais do que na hora dos detentores dos direitos de arena e de transmiss&atilde;o serem responsabilizados pelo o que acontece nos eventos de sua propriedade. Bem como os anunciantes que os financiam. <br /> <br /> <span data-scaytid="6321" data-scayt_word="Quem">Quem</span> se dedica ao of&iacute;cio de vender patroc&iacute;nios e, portanto est&aacute; a merc&ecirc; da prepot&ecirc;ncia, despreparo e car&ecirc;ncia de boas maneiras dos profissionais de marketing dos anunciantes, sabe o quanto &eacute; dif&iacute;cil e penoso conquistar o direito de apresentar uma boa oportunidade &agrave;s marcas. Por que ent&atilde;o que o mal cheiroso e desorganizado carnaval paulistano est&aacute; isento da responsabilidade de quem o organiza e financia?<br /> <br /> <span data-scaytid="6673" data-scayt_word="N&atilde;o">N&atilde;o</span> chega a ser surpresa a sucess&atilde;o de ocorr&ecirc;ncias que dep&otilde;em contra a tentativa da cidade de S&atilde;o Paulo em organizar algo minimamente aceit&aacute;vel em termos de carnaval. Portanto Bradesco, Schin, Tim e Pantene s&atilde;o c&uacute;mplices do espet&aacute;culo que contraria tudo que os textos de suas miss&otilde;es corporativas apregoam.<br /> <br /> <span data-scaytid="7025" data-scayt_word="Ag&ecirc;ncias">Ag&ecirc;ncias</span> de propaganda, t&atilde;o fanfarronas em divulgar as multi-disciplinas digitais, esqueceram de absorver os ensinamentos de Al Ries sobre a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e do gerenciamento de percep&ccedil;&atilde;o e, junto com os detentores dos direitos de arena e de transmiss&atilde;o, acabam empurrando os anunciantes para situa&ccedil;&otilde;es vexat&oacute;rias como as dessa ter&ccedil;a gorda em desorganiza&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> <span data-scaytid="7377" data-scayt_word="Resta">Resta</span> para Bradesco, Schin, Tim e Pantene o alerta para serem mais criteriosos e t&eacute;cnicos quando o assunto for patroc&iacute;nio e a li&ccedil;&atilde;o de que, nem sempre em comunica&ccedil;&atilde;o, o melhor &eacute; pagar para ver ou para ser visto.&nbsp;</p>
				
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			</description>
			<pubDate>Feb 22, 2012 2:32:07 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Até onde é possível ir?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/31/Ate-onde-e-possivel-ir.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/31/Ate-onde-e-possivel-ir.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>N&atilde;o quero ser repetitiva, mas estamos de fato vivendo a era da reinven&ccedil;&atilde;o de muitos neg&oacute;cios. Hoje tudo parece ser diferente. Conquistar a aten&ccedil;&atilde;o e fazer parte da vida do consumidor t&ecirc;m sido um desafio cada vez maior. Nesse cen&aacute;rio, acompanhamos empresas surgirem e desaparecerem, vemos um simples comercial paraibano ser viralizado e uma celebridade instant&acirc;nea tomar conta do pa&iacute;s, chegando aos principais programas de televis&atilde;o.<br /> <br /> J&aacute; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensarmos em categorizar as organiza&ccedil;&otilde;es, pois todas buscam se reinventar, com o objetivo de encontrar novos caminhos para conquistar e seduzir o consumidor. Vamos fazer uma reflex&atilde;o sobre as empresas que est&atilde;o dominando o mundo da tecnologia, da interatividade e do consumo, j&aacute; que suas apostas e movimenta&ccedil;&otilde;es impactam em toda a cadeia da comunica&ccedil;&atilde;o. H&aacute; algum tempo a Apple fazia eletr&ocirc;nicos de consumo, o Google queria ser o maior e melhor mecanismo de busca, a Amazon era apenas uma loja virtual e o Facebook uma rede social na web que desejava conectar pessoas no ambiente virtual. E hoje, o que querem essas empresas? Onde querem chegar no futuro? <br /> <br /> O fato &eacute; que s&atilde;o essas 4 empresas chamadas de quarteto fant&aacute;stico, que definem hoje o caminho da tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o e do entretenimento,  pois v&atilde;o al&eacute;m na busca pela conex&atilde;o com as pessoas e, consequentemente, obt&eacute;m cada vez mais lucros por isso.<br /> Hoje vemos um mix na atua&ccedil;&atilde;o de todas elas, telefones m&oacute;veis, tablets, aplicativos mobile, redes sociais, entre outros. A Amazon j&aacute; criou um servi&ccedil;o de dados na nuvem e agora aposta no setor de m&iacute;dia digital, com a pretens&atilde;o de incomodar a Apple, Jeff Bezos quer atacar o Ipad.  J&aacute; o Google, que tinha a pretens&atilde;o de catalogar as informa&ccedil;&otilde;es do mundo, hoje desafia  o Facebook, com sua rede social Google +, al&eacute;m disso ainda comprou a Motorola Mobility e domina o compartilhamento de conte&uacute;do com o You Tube.<br /> <br /> O Facebook, com seus 800 milh&otilde;es de usu&aacute;rios,  j&aacute; deixou de ser a maior rede social e atua como  o maior viabilizador da comunica&ccedil;&atilde;o humana. O que chama a aten&ccedil;&atilde;o nessas quatro gigantes, al&eacute;m da excel&ecirc;ncia competitiva, genialidade estrat&eacute;gica e maestria em execu&ccedil;&atilde;o, &eacute; a r&aacute;pida movimenta&ccedil;&atilde;o e as grandes apostas. <br /> <br /> Todas j&aacute; acreditam na era p&oacute;s PC. A mobilidade atrav&eacute;s dos smartphones, tablets e outros dispositivos m&oacute;veis f&aacute;ceis, a conex&atilde;o com as pessoas em todas as suas transa&ccedil;&otilde;es online e principalmente a busca pela informa&ccedil;&atilde;o para entender cada vez mais o perfil comportamental do usu&aacute;rio, pois atrav&eacute;s dos dados gerados nessas transa&ccedil;&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel garantir a assertividade na venda de an&uacute;ncios e consequentemente um maior retorno ao cliente.<br /> <br /> <span data-scaytid="2150" data-scayt_word="Muitas">Muitas</span> novidades ainda est&atilde;o por vir, sabemos do grande desejo em mudar o mundo da televis&atilde;o e em dominar a forma das pessoas consumirem informa&ccedil;&atilde;o e entretenimento, mas tenho d&uacute;vidas de at&eacute; onde elas podem ir, at&eacute; onde podem dominar o mundo da informa&ccedil;&atilde;o e do consumo. Acredito que ainda veremos muitas coisas acontecerem, talvez a briga entre elas possa fragilizar esse cen&aacute;rio, talvez algum novo start up traga ideias ainda mais inovadoras ou ainda o pr&oacute;prio consumidor possa apresentar um comportamento contr&aacute;rio daquele desejado pelo quarteto fant&aacute;stico. &nbsp;<br /> <br /> * <em>Milena Seabra &eacute;&nbsp;diretora corporativa de marketing do Grupo Paranaense de Comunica&ccedil;&atilde;o (GRPCom)</em></p>
				
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			</description>
			<pubDate>Jan 31, 2012 11:47:30 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Quem organiza tudo isso?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/25/Quem-organiza-tudo-isso.html</link>
			<guid>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/25/Quem-organiza-tudo-isso.html</guid>
			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Estou em r&aacute;dio h&aacute; 22 anos.<br /> <br /> &Eacute; quase dispens&aacute;vel dizer que a forma como se faz e ouve r&aacute;dio mudou bastante, principalmente, nestes &uacute;ltimos anos.<br /> <br /> S&oacute; que mais do que a est&eacute;tica e o formato de consumo, h&aacute; uma mudan&ccedil;a mais interessante: a fun&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio &eacute; outra.<br /> <br /> Antes o r&aacute;dio era a fonte principal da informa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> E quando falo de informa&ccedil;&atilde;o, refiro-me a qualquer tipo de informa&ccedil;&atilde;o. Not&iacute;cia ou m&uacute;sica.<br /> <br /> Antes era: &quot;Deu no r&aacute;dio&quot;. &quot;Ouvi agora na r&aacute;dio&quot;.<br /> <br /> O r&aacute;dio detinha a informa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> <span data-scaytid="2388" data-scayt_word="Hoje">Hoje</span> a informa&ccedil;&atilde;o est&aacute; absolutamente disseminada em trocentos sites, aplicativos, canais especializados de TV. <br /> <br /> E recebemos tudo diretamente em nossos bolsos, atrav&eacute;s de um pequeno aparelho.<br /> <br /> <span data-scaytid="2823" data-scayt_word="F&aacute;cil">F&aacute;cil</span> e r&aacute;pido assim.&nbsp;<br /> <br /> Como a minha especialidade &eacute; m&uacute;sica, vou me ater a isso.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="3475" data-scayt_word="Nas">Nas</span> festas de fim de ano um amigo com seus vinte e poucos anos me perguntou: &quot;como fa&ccedil;o pra descobrir o que tem de novo e legal rolando na m&uacute;sica. Quero ouvir coisas novas&quot;.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="3693" data-scayt_word="Respondi">Respondi</span>: &quot;simples, ou&ccedil;a r&aacute;dio&quot;.&nbsp;<br /> <br /> O r&aacute;dio hoje funciona como uma esp&eacute;cie de curador, organizador da informa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="4128" data-scayt_word="Poucas">Poucas</span> pessoas (mesmo os mais jovens) tem todo o tempo do mundo para vasculhar, ouvir, separar e escolher aquilo que quer ouvir ou que soa interessante. <br /> <br /> Como a informa&ccedil;&atilde;o musical &eacute; extremamente vasta, &eacute; muito mais c&ocirc;modo que algu&eacute;m fa&ccedil;a isso. <br /> <br /> <span data-scaytid="4346" data-scayt_word="Algu&eacute;m">Algu&eacute;m</span> que ou&ccedil;a e coloque na vitrine aquilo que &eacute; (ou pode ser) mais interessante dentre tantas coisas que s&atilde;o produzidas e gravadas diariamente em todo o mundo.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="4564" data-scayt_word="Entender">Entender</span> bem a audi&ecirc;ncia &eacute; o primeiro passo para estar com ela.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="4782" data-scayt_word="Quantas">Quantas</span> vezes voc&ecirc; j&aacute; viu algu&eacute;m pedir pra &quot;colocar umas m&uacute;sicas no iPod&quot; ou &quot;dar umas dicas do que ouvir&quot;?&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="5000" data-scayt_word="&Eacute;">&Eacute;</span> isso que fazemos todos os dias. <br /> <br /> <span data-scaytid="5436" data-scayt_word="Organizamos">Organizamos</span> a informa&ccedil;&atilde;o musical.&nbsp;<br /> <br /> <em>* Marcos Vicca &eacute; diretor Art&iacute;stico da R&aacute;dio Mix FM</em><br /> &nbsp;</p>
				
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			<pubDate>Jan 25, 2012 12:42:05 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Viva a voz!]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/23/Viva-a-voz.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Essa terceira semana de janeiro valeu como uma excelente p&oacute;s gradua&ccedil;&atilde;o das novas pr&aacute;ticas em vigor na comunica&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br /> <br /> Semana de trag&eacute;dias e par&oacute;dias internacionais, nacionais, locais, pessoais e at&eacute; de costumes.<br /> <br /> Nesses sete dias falamos das chuvas e incompet&ecirc;ncias no Pa&iacute;s, dum naufr&aacute;gio na It&aacute;lia, de um hit do Michel &ldquo;Ai seu eu te pego&rdquo; Tel&oacute;, de um suposto estupro no BBB, at&eacute; do simples lan&ccedil;amento de um im&oacute;vel na Para&iacute;ba que chamou a aten&ccedil;&atilde;o de &ldquo;quase todos&rdquo;.<br /> Em comum entre eles, um engajamento que supera a simples exibi&ccedil;&atilde;o natural da m&iacute;dia &ndash; uma r&eacute;dea que foge ao controle, sentimentos que brotam e transbordam de m&uacute;ltiplas formas &ndash; do indiv&iacute;duo, ao coletivo.<br /> <br /> Sempre&nbsp;<span data-scaytid="6540" data-scayt_word="tivemos">tivemos</span> chuvas no ver&atilde;o, uma trag&eacute;dia ou outra nesse come&ccedil;o do ano, um buxixo do BBB, algo esdr&uacute;xulo do Brasil e muito mais ainda, lan&ccedil;amentos imobili&aacute;rios. <br /> Mas agora esses fatos todos s&atilde;o partilhados, dissecados, comentados, ironizados, de forma simult&acirc;nea aqui e em qualquer lugar do mundo. Fica mais dif&iacute;cil esconder no arm&aacute;rio, desligar os refletores, apagar os registros ou fingir que n&atilde;o existiram.&nbsp;<br /> <br /> Pelas&nbsp;<span data-scaytid="7574" data-scayt_word="redes">redes</span> sociais e pela repercuss&atilde;o que propiciam, cada fato, at&eacute; os falsos, ganha o seu destaque e vira m&iacute;dia principal.&nbsp;<br /> <br /> Como numa esp&eacute;cie de &ldquo;corredor polon&ecirc;s&rdquo;, cada um d&aacute; o seu pitaco, solta a sua verve ou neurose e toda farinha vira bolo.&nbsp;<br /> <br /> E n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de Internet, &eacute; de sintonia, conex&atilde;o, velocidade, vontade de interferir e mostrar a sua voz. Hoje d&aacute; pra fazer isso, as pessoas (a audi&ecirc;ncia) tamb&eacute;m produzem, interferem, criam, copiam; e tamb&eacute;m manipulam.&nbsp;<br /> <br /> No caso das chuvas, vale a pena ver no Youtube o recado indignado ao vivo da &acirc;ncora do jornal do almo&ccedil;o do SBT em Bras&iacute;lia, jornalista Neila Medeiros, sobre a situa&ccedil;&atilde;o. E vejam, a sintonia foi pela TV Aberta.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="9296" data-scayt_word="Peguem">Peguem</span> o caso do naufr&aacute;gio do navio. Em pouco tempo todos no mundo souberam do capit&atilde;o trapalh&atilde;o, do comandante her&oacute;i e at&eacute; a ordem dele virou um bord&atilde;o, uma camiseta, um banner...&nbsp;<br /> <br /> O Michel Tel&oacute; virou celebridade internacional com sua &uacute;nica can&ccedil;&atilde;o tocando e sendo parodiada ou dan&ccedil;ada em todo o canto, em todo evento, at&eacute; pelos soldados israelenses.&nbsp;<br /> <br /> O BBB, que &eacute; sempre repercuss&atilde;o pura, tamb&eacute;m teve que se defender de acusa&ccedil;&otilde;es que, verdadeiras ou falsas, maculam a imagem dos envolvidos. Como responder a isso? Como estar preparado para poss&iacute;veis repercuss&otilde;es? Como n&atilde;o dar muni&ccedil;&atilde;o aos combatentes de sempre?<br /> <br /> &nbsp;Pra completar a semana, numa mistura de clima do samba do crioulo doido, com uma pitada de &ldquo;gente diferenciada&rdquo;, ocorre um lan&ccedil;amento imobili&aacute;rio na TV com um colunista social de Jo&atilde;o Pessoa.&nbsp;<br /> <br /> O que era para ficar restrito &agrave; Para&iacute;ba e talvez &agrave; algumas dezenas de pessoas, ganhou o pa&iacute;s, em incr&iacute;veis vers&otilde;es bem humoradas na m&iacute;dia, em eventos, em shows, nos escrit&oacute;rios,...<br /> <br /> Foi&nbsp;<span data-scaytid="11017" data-scayt_word="uma">uma</span> bela semana pra quem gosta de tentar entender como funciona a m&iacute;dia.<br /> Todo o mundo teve uma grande li&ccedil;&atilde;o, &ldquo;menos a Lu&iacute;za que ainda estava no Canad&aacute;&rdquo;.<br /> &nbsp;<br /> <em>* Geraldo&nbsp;Leite&nbsp;&eacute;&nbsp;s&oacute;cio-diretor da Singular, Arquitetura de M&iacute;dia </em><br /> &nbsp;</p>
				
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			</description>
			<pubDate>Jan 23, 2012 9:56:42 AM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Palavras que revelam]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/19/Palavras-que-revelam.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>O LinkedIn divulgou a lista das 10 palavras mais utilizadas nos perfis de seus usu&aacute;rios no Brasil em 2011:<br /> <br /> 1. <span data-scaytid="878" data-scayt_word="Multinacional">Multinacional</span><br /> 2. Planejamento estrat&eacute;gico <br /> 3. Criativo <br /> 4. Efetiva <br /> 5. Multidisciplinar <br /> 6. Especializado <br /> 7. Novos desafios <br /> 8. Experi&ecirc;ncia internacional <br /> 9. Amplo conhecimento <br /> 10. Novas tecnologias <br /> <br /> O <strong><a target="_blank" href="http://br.press.linkedin.com/node/1053">material</a></strong>&nbsp;tamb&eacute;m aponta quais as palavras que lideraram o ranking de outros pa&iacute;ses onde o LinkedIn est&aacute; presente.&nbsp;<br /> <br /> <span data-scaytid="3285" data-scayt_word="&ldquo;Criativo&rdquo;">&ldquo;Criativo&rdquo;</span>  foi um &ldquo;hit&rdquo; na Austr&aacute;lia, Canad&aacute;, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.&nbsp;<span data-scaytid="3504" data-scayt_word="Din&acirc;mico">Din&acirc;mico</span> um &ldquo;top&rdquo; na Fran&ccedil;a.   &ldquo;Efetivo&rdquo; a refer&ecirc;ncia na  &Iacute;ndia. &rdquo;Solu&ccedil;&atilde;o de problemas&rdquo; um sucesso na It&aacute;lia. &rdquo;Motivado&rdquo; uma promessa freq&uuml;ente na  Irlanda.  &ldquo;Gerencial&rdquo; um diferencial na Espanha. &ldquo;Hist&oacute;rico&rdquo; um desejo em Singapura (ou Cingapura, para os mais tradicionais).<br /> <br /> <span data-scaytid="3723" data-scayt_word="&Eacute;">&Eacute;</span> mais f&aacute;cil entender o que acontece olhando o quintal dos outros. <br /> <br /> <span data-scaytid="3942" data-scayt_word="Rep&uacute;blica">Rep&uacute;blica</span> de Singapura &eacute; um pa&iacute;s novo (oficialmente desde 1965), logo, carente de Hist&oacute;ria.  Na Espanha, como diria meu av&ocirc;, &ldquo;se hay gobierno, soy contra&rdquo;.  Irlandeses tem causas mais importantes para lutar do que o trabalho.  A It&aacute;lia &eacute; um pa&iacute;s problem&aacute;tico.  A &Iacute;ndia mais tradicional n&atilde;o &eacute; alinhada com os padr&otilde;es ocidentais de efetividade. Os franceses adoram aquele ar &ldquo;blas&eacute;&rdquo; e o &ldquo;laissez faire&rdquo;.  E no auge da crise de 2011, afetando os pa&iacute;ses do primeiro mundo, quem n&atilde;o quer contratar algu&eacute;m criativo para dar um jeito na situa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> <span data-scaytid="4596" data-scayt_word="Isso">Isso</span> tudo para dizer que os profissionais procuram ressaltar em seu perfil o que imaginam ser a expectativa dos potenciais empregadores (that`s marketing).<br /> <br /> A lista brasileira tr&aacute;s alguns pontos consistentes e uns poucos paradoxos. <br /> <br /> A internacionalidade, a forma&ccedil;&atilde;o atualizada (conhecimento/tecnologia/ especializa&ccedil;&atilde;o) e o foco no desenvolvimento dos neg&oacute;cios (planejar, criar, encarar desafios) formam um trio de compet&ecirc;ncias certamente interessante.<br /> <br /> <span data-scaytid="5033" data-scayt_word="&ldquo;Multidisciplinar">&ldquo;Multidisciplinar</span> &ldquo;e &ldquo;especializado&rdquo; revelam a incongruente mania brasileira de querer agradar gregos e troianos.<br /> <br /> De qualquer forma, &eacute; interessante observar como as redes sociais oferecem oportunidades para as an&aacute;lises mais diversificadas.<br /> <br /> <span data-scaytid="5252" data-scayt_word="Esse">Esse</span> mundo novo &eacute; realmente divertido. <br /> <br /> * F<em>l&aacute;vio Ferrari est&aacute; &agrave; frente da&nbsp;consultoria Unit 34.</em><br /> &nbsp;</p>
				
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			</description>
			<pubDate>Jan 19, 2012 5:58:09 PM</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Tá rindo do que?]]></title>
			<link>http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/01/18/Ta-rindo-de-que.html</link>
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			<category></category>
			<description><![CDATA[
							<p>Enquanto nos deliciamos com as gostosas risadas do beb&ecirc; do an&uacute;ncio do Banco Ita&uacute;, entidades como o Instituto Alana devem estar planejando suas artimanhas para exercer o papel de pol&iacute;cia sobre tudo que diz respeito &agrave; crian&ccedil;a na comunica&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os. Ser&aacute;?<br /> <br /> Sob o pretexto de &quot;despertar a consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica da sociedade brasileira a respeito das pr&aacute;ticas de consumo de produtos e servi&ccedil;os por crian&ccedil;as e adolescentes. Debater e apontar meios que minimizam os impactos negativos causados pelos investimentos maci&ccedil;os na mercantiliza&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia e da juventude, tais como o consumismo, a erotiza&ccedil;&atilde;o precoce, a incid&ecirc;ncia alarmante da obesidade infantil, a viol&ecirc;ncia na juventude, o materialismo excessivo, o resgate das rela&ccedil;&otilde;es sociais entre outros, faz parte do conjunto de a&ccedil;&otilde;es pioneiras do Projeto que busca, como uma de suas metas, a proibi&ccedil;&atilde;o legal e expressa de toda e qualquer comunica&ccedil;&atilde;o mercadol&oacute;gica dirigida &agrave; crian&ccedil;a no Brasil&quot;. <br /> <br /> A aspas acima foi extra&iacute;da do texto Origem e Miss&atilde;o do site do Instituto Alana (<strong><a target="_blank" href="http://www.alana.org.br">www.alana.org.br</a></strong>) e sugere o quanto devem estar incomodados os dirigentes da entidade, que no an&uacute;ncio do Banco Ita&uacute;, se deparam com uma crian&ccedil;a se divertindo diante de extratos banc&aacute;rios. Ser&aacute;?<br /> <br /> <span data-scaytid="2253" data-scayt_word="Ao">Ao</span> estabelecer como meta a &quot;proibi&ccedil;&atilde;o legal e expressa de qualquer comunica&ccedil;&atilde;o&quot; os idealizadores do Projeto Crian&ccedil;a e Consumo do Instituto Alana, reeditam o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda (1939 &agrave; 1945), &oacute;rg&atilde;o do Estado Novo, que durante a ditadura de Get&uacute;lio Vargas decidia o que os brasileiros podiam ou n&atilde;o ter acesso nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, sob o mesmo pretexto de &quot;minimizar os impactos negativos&quot;.<br /> <br /> <span data-scaytid="2629" data-scayt_word="Tudo">Tudo</span> indica que institui&ccedil;&otilde;es financeiras s&atilde;o alvo das a&ccedil;&otilde;es de organiza&ccedil;&otilde;es como o Alana (Ser&aacute;?) quando essa Ong afirma que &quot;A propaganda na TV &eacute; a principal ferramenta do mercado para a persuas&atilde;o do p&uacute;blico infantil, que cada vez mais cedo &eacute; chamado a participar do universo adulto quando &eacute; diretamente exposto &agrave;s complexidades das rela&ccedil;&otilde;es de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.&quot; (Consumo Infantil, um problema de todos - <strong><a target="_blank" href="http://www.alana.org.br">www.alana.org.br</a></strong>).<br /> <br /> <span data-scaytid="4130" data-scayt_word="Rir">Rir</span> gostoso diante do extrato banc&aacute;rio n&atilde;o deixa de representar o despreparo de nosso jovem personagem que, de maneira muito convincente, encanta crian&ccedil;as e adolescentes t&atilde;o despreparados quanto para o relacionamento com bancos, pelo menos na vis&atilde;o do Alana. Ser&aacute;?<br /> <br /> A inconseq&uuml;&ecirc;ncia dos que pregam o controle do Estado sobre a liberdade de express&atilde;o comercial e condenam a autorregulamenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; somente na defesa da censura, mas em uma forma muito mais sofisticada de subjugar o cidad&atilde;o, a tutela. Uma sociedade tutelada se cala pelo desconhecimento e n&atilde;o pela for&ccedil;a.<br /> <br /> <span data-scaytid="6007" data-scayt_word="Entidades">Entidades</span> como o Instituto Alana defendem a tutela do cidad&atilde;o pelo Estado sobre quest&otilde;es que se equacionam pela din&acirc;mica da sociedade livre e cada vez mais informada. Os excessos, quando ocorrem, s&atilde;o condenados por essa mesma din&acirc;mica sem a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o estatal.<br /> <br /> A propaganda brasileira possu&iacute; um aprimorado modelo de autorregulamenta&ccedil;&atilde;o, com participa&ccedil;&atilde;o ativa da sociedade. Os que n&atilde;o veem dessa forma, defendem um modelo que j&aacute; foi testado e reprovado. Condenar a capacidade de autorregulamentar equivale ao rid&iacute;culo de cogitar que o an&uacute;ncio do Banco Ita&uacute; macula nossas rela&ccedil;&otilde;es familiares. Pelo menos assim parece pensar o Instituto Alana. Ser&aacute;? <br /> <br /> * <em>Andr&eacute; Porto Alegre &eacute; s&oacute;cio-diretor da Mobz.</em>&nbsp;</p>
				
			]]> 
			</description>
			<pubDate>Jan 18, 2012 10:00:36 AM</pubDate>
		</item>
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