28/07/2010
Copa do mundo sustentável
Edição 1418 do Meio & Mensagem
Agora que a Copa na África terminou, todas as atenções se voltam para a de 2014, cuja contagem regressiva já começou. A partir daí, muitas são as questões que surgem, tais como: se as obras estarão prontas, se determinados problemas crônicos que afetam as cidades-sede serão sanados a tempo, se teremos mão de obra devidamente qualificada e em quantidade, se os serviços funcionarão a contento, dentre outras.
Não há dúvida de que todas estas perguntas são da maior importância. Porém, entendo que há uma que perpassa todas as demais: qual a "cara" e o legado que desejamos para a Copa em nosso País? Para mim, na condição de idealizador e presidente do Instituto E - cuja missão é transformar e situar o Brasil como o país do desenvolvimento humano sustentável - e diretor de criação de uma cadeia de moda brasileira posicionada no exterior (a Osklen tem lojas próprias nos EUA, Itália e Japão), o diferencial da próxima Copa tem de ser o da sustentabilidade.
A ideia é mostrar tanto para o mundo quanto para nossos conterrâneos que é possível realizar um evento da magnitude de uma Copa de maneira eco-eficiente e efetivamente bela, ou seja, construindo estádios com menor impacto ambiental; incrementando serviços e operações que favoreçam a inclusão social e com o máximo de atributos sustentáveis; criando produtos como uniformes, ornamentos e brindes com design e conteúdo socioambiental, agregando-lhes com isto valores até então intangíveis.
Dessa forma, estaremos nos antecipando às exigências da própria Fifa já que, a partir de 2018, é certo que o maior evento esportivo do mundo terá de atender a uma série de compromissos deste nível. E, mais do que isto, estaremos demonstrando que somos capazes de equacionar e aprimorar a convivência entre os seres humanos e o meio ambiente, destacando, por exemplo, as nossas matas como matrizes de materiais e de trabalho, estimulando assim sua preservação. Além disso, teremos a chance de divulgar como a identidade brasileira, nossa alma, consegue unir a biodiversidade com a criatividade e a estética, exibindo uma contemporaneidade intrinsecamente sustentável.
Esta é a imagem que a Copa no Brasil deve ter: nosso pioneirismo e originalidade em lidar com a sustentabilidade de forma contemporânea. E o legado que se deixa é o de mostrar que este é o caminho a ser seguido por quem quer um desenvolvimento socioeconômico consistente. Por acreditar em nossa capacidade e, por que não, em nossa aptidão para criar uma Copa com este diferencial é que, tanto eu quanto o Instituto E, temos participado em vários fóruns de discussão e de ações, sendo a mais recente o monitoramento ambiental da arena do Fifa Fanfest, na areia de Copacabana.
Não há dúvida de que todas estas perguntas são da maior importância. Porém, entendo que há uma que perpassa todas as demais: qual a "cara" e o legado que desejamos para a Copa em nosso País? Para mim, na condição de idealizador e presidente do Instituto E - cuja missão é transformar e situar o Brasil como o país do desenvolvimento humano sustentável - e diretor de criação de uma cadeia de moda brasileira posicionada no exterior (a Osklen tem lojas próprias nos EUA, Itália e Japão), o diferencial da próxima Copa tem de ser o da sustentabilidade.
A ideia é mostrar tanto para o mundo quanto para nossos conterrâneos que é possível realizar um evento da magnitude de uma Copa de maneira eco-eficiente e efetivamente bela, ou seja, construindo estádios com menor impacto ambiental; incrementando serviços e operações que favoreçam a inclusão social e com o máximo de atributos sustentáveis; criando produtos como uniformes, ornamentos e brindes com design e conteúdo socioambiental, agregando-lhes com isto valores até então intangíveis.
Dessa forma, estaremos nos antecipando às exigências da própria Fifa já que, a partir de 2018, é certo que o maior evento esportivo do mundo terá de atender a uma série de compromissos deste nível. E, mais do que isto, estaremos demonstrando que somos capazes de equacionar e aprimorar a convivência entre os seres humanos e o meio ambiente, destacando, por exemplo, as nossas matas como matrizes de materiais e de trabalho, estimulando assim sua preservação. Além disso, teremos a chance de divulgar como a identidade brasileira, nossa alma, consegue unir a biodiversidade com a criatividade e a estética, exibindo uma contemporaneidade intrinsecamente sustentável.
Esta é a imagem que a Copa no Brasil deve ter: nosso pioneirismo e originalidade em lidar com a sustentabilidade de forma contemporânea. E o legado que se deixa é o de mostrar que este é o caminho a ser seguido por quem quer um desenvolvimento socioeconômico consistente. Por acreditar em nossa capacidade e, por que não, em nossa aptidão para criar uma Copa com este diferencial é que, tanto eu quanto o Instituto E, temos participado em vários fóruns de discussão e de ações, sendo a mais recente o monitoramento ambiental da arena do Fifa Fanfest, na areia de Copacabana.
Sustentabilidade
Oskar Metsavaht
"Qual a 'cara' e o legado que desejamos para a Copa em nosso País? Para mim, na condição de idealizador e presidente do Instituto E (...), o diferencial da próxima Copa tem de ser o da sustentabilidade."
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Comentários
Segunda-feira - 26/07/2010 | h04:47
Valeska Scartezini
Não é possível falar de sustentabilidade sem mencionar a postura ética de cada um de nós. Ser sustentável não passa apenas pela convivência entre os seres humanos e o meio ambiente, mas também pela necessidade de liderarmos pelo (bom) exemplo. Ser sustentável é saber fazer uso dos nossos recursos, é gerenciar corretamente os orçamentos, é não desperdiçar e não desviar verbas públicas, é punir aqueles que não o fazem, é ter o foco no bem coletivo e não no individual. A imagem que a Copa do Mundo no Brasil deve ter é a de que vale a pena ser sustentável, em todas as dimensões da palavra. E o legado? O mesmo... De que este é o caminho a ser seguido por quem quer um desenvolvimento socioeconomico consistente.