O Google teve um bom desempenho no quarto trimestre de 2009, com crescimento de 17% nas receitas, mas o CEO Eric Schmidt afirmou que 2010 será o ano em que a publicidade em mobile e banners podem se tornar importantes para o gigante das buscas online.
"Nosso negócio de banners dará aos anunciantes a oportunidade de alcançar pessoas contando histórias visuais que não seriam possíveis com buscas", disse o executivo, em uma conferência telefônica com analistas.
Os resultados do Google refletem a força da publicidade de buscas em uma economia com problemas. Suas receitas saltaram de US$ 5,7 bilhões no ano passado para US$ 6,67 bi. Os cliques em links pagos saltaram 13% em relação a 2008 e o lucro atingiu US$ 1,97 bi, contra os US$ 382 milhões.
Mesmo com a queda nas ações após a divulgação do resultado (o mercado esperava ainda mais do Google), o negócio de buscas se mostrou robusto. Seus executivos então se esforçam para mostrar que a empresa pode ser lucrativa também em banners e publicidade mobile.
"Nosso próximo grande negócio é banner", contou Schmidt. "O que precisamos ver é o quão bem sucedido o Google pode ser nisso". Ele citou as vendas da homepage do Youtube no quarto trimestre, especificamente a campanha da Fox para Avatar, para mostrar que a empresa está levando a sério a história dos banners. O site de vídeos deverá se tornar lucrativo já em 2010, segundo pelo menos um analista.
Já em mobile, um negócio ainda nascente, Schmidt afirmou esperar se tornar um provedor de material em 2010, desde que a aquisição da Admob seja aprovada pelas entidades regulatórias.
O Google se tornou recentemente um varejista com a apresentação do telefone Nexus One, mais uma maneira de concorrer com a Apple, um ex-aliado. Schmidt disse esperar que Google e Apple continuem competindo e cooperando, e que a relação é estável. Entretanto, ele não falou se o Google renovará o contrato que faz de seu mecanismo a busca padrão no iPhone.
Sobre a polêmica com a China, de onde o Google ameaçou sair por conta da censura de resultados, Schmidt afirmou que deseja permanecer no país, mas sob "termos diferentes".
Do Advertising Age.