As empresas ainda têm medo de se engajar nas redes sociais, apresentando justificativas como a de que elas fazem os funcionários perder tempo e que as pessoas que odeiam as marcas delas poderão causar danos. O estrategista de marketing e palestrante B. L. Ochman apresenta os seis medos das empresas com redes sociais e explica como elas podem vencê-lo.
Os empregados perderão tempo com redes sociais:
Muitas empresas grandes bloqueiam o acesso de seus empregados à internet. Outras tentam bloquear e-mails pessoais ou redes sociais como Facebook.
Em maio de 2009, de acordo com a eMarketer, existiam 29 milhões de smartphones nos Estados Unidos. Trata-se de muito acesso de internet disponível para trabalhadores em qualquer lugar, e os empregadores não os podem impedir de acessar internet em intervalos, almoço, no banheiro.
O valor para os trabalhadores de ter acesso à internet, em termos de pesquisa, comunicação e velocidade, é muito maior do que a ameaça de perda de produtividade. As empresas têm o direito de fazer políticas sobre uso pessoal da internet, mas bloqueá-la durante o trabalho é tolice.
Os "odiadores" irão causar dano à marca:
"E se as pessoas começarem a dizer coisas ruins sobre nossas marcas?", é a primeira pergunta que respondo em workshops. Bem, talvez haja coisas que você precise mudar em sua marca e, neste caso, você deve agradecer a essas pessoas por deixá-lo saber quem elas são. A partir daí, você pode fazer as mudanças.
Se você construir uma comunidade online, ela incluirá pessoas que não te odeiam, e a comunidade irá crescer em sua defesa e ela própria irá cuidar dos problemas para você.
Perderemos o controle da marca:
Ouça bem: cada pessoa com um computador e um pouco de habilidade tem as ferramentas para fazerem suas opiniões sobre sua marca serem ouvidas por outras pessoas. Elas já estão falando sobre você. O controle da mensagem é uma ilusão, desista.
Seus funcionários estão falando sobre você no Facebook, em grupos fechados desenhados para deixá-lo fora, para que possam falar sobre você em paz. Seus clientes estão enviando e-mails, usando Twitter e Facebook e ligando para amigos para falar da experiência com sua marca. Você não tem controle. Você deve entrar na conversa, ao menos você poderá influenciar o que está sendo dito.
Redes sociais demandam dinheiro:
Embora muitas ferramentas de redes sociais sejam gratuitas, saber usá-las demanda experiência e boa perspectiva. O amigo do colégio do chefe não pode integrar rede social no marketing da empresa. É necessário experiência e perspectiva. E ter uma reputação online boa ajuda também.
Como existem carpinteiros que podem construir uma estante e outros carpinteiros mestres que podem criar objetos de beleza genuína e duradoura, há milhares de gurus de redes sociais que jamais trabalharam para um cliente real. Contrate-os, mas por sua conta e risco.
Geoff Livingston afirmou corretamente em um post recente: "Reportar o que você vê na internet não é igual a saber fazer. E nem transforma alguém em conselheiro".
Estamos com medo de processos jurídicos:
Essa não. Próxima por favor!
Temos medo de estar revelando segredos corporativos que possam afetar o valor de nossas ações:
Se você não tem uma política de rede social, precisa criar uma. Se você não confia em seus empregados como pessoas para falar com os consumidores, ou para representar a marca, você precisa então rever suas práticas de contratação e de treinamento.
Do Advertising Age.
Comentários
Carlos Alexandre Borghi
Mídias sociais não tem nada a ver com propaganda, é isso que deve ser entendido.
miguel appolonio
Voce não pode perder o lançamento nacional do guia da cidade.tv.Lançado por MIKE BRASIL ,sera a ferramenta de busca de maior importancia na internet.Quer conhecer??? www.guiadacidade.tv aqui vc fica por dentro de tudo que rola na cidade,,
Marcos Souza Aranha
Antes de mais nada, acertar é humano! Não devemos tomar o medo e erros de alguns para justificar o todo. Em todas as atividades humanas há bons e maus profissionais, e portanto não devemos olhar para as ferramentas de mídias e redes sociais, mas para quem a usa bem ou mal. O que está ocorrendo é que aquilo que era feito na surdina, agora está explícito e isso gera novos olhares que podem ser vividos como problema e oportunidade, desde que aceitos como um fato irreversível. As marcas que souberem dialogar, ou seja, gerar conhecimento através de conversas, estarão na vanguarda da comunicação dialógica, enquanto as que temerem o diálogo, continuarão rejeitando a colaboração, cooperação e cocriação e ficarão restritas ao seu controle e pequeno universo. O tempo dirá, tudo é apenas o início de novas ferramentas para um milenar dilema: como aceitar a diversidade e equilibrar-se através do diálogo. Nós na iChimps, adoramos esse desafio!
karol sapiro
Podemos afirmar que as redes sociais são mais um ventilador, sem contole, espalhando mensagens flácidas?