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05 Outubro - 17:41

Por Eduardo Mustafa

Publicidade online americana caiu 5% no primeiro semestre

Pesquisa do IAB e PricewaterhouseCoopers indica que publicidade digital atinge mais de US$ 22 bilhões em 2009

Uma pesquisa do Interactive Advertising Bureau (IAB) e PricewaterhouseCoopers (PwC) revelou que as receitas com publicidade na internet nos Estados Unidos caíram 5,3% no primeiro semestre de 2009, em comparação ao mesmo período do ano passado, agora registrando US$ 10,9 bilhões. Enquanto a receita de anúncio online é baixa, a web ainda está melhor do que a maioria dos outros canais de mídia.

Em termos percentuais a Busca, com US$ 5,1 bilhões, representou 47% (em 2008 era 44%). A publicidade em banners ficou com 22% das receitas do mercado, contra 10% de Classificados, 7% de Rich Media e Estratégia de Lead Generation, 4% de Vídeo Digital, 2% de Patrocínios, e 1% de E-Mails. O destaque foi Vídeo Digital, com crescimento de 38% no período. 

"Com base nesses percentuais históricos, pode-se vislumbrar um ano com US$ 22 bilhões a 23 bilhões de dólares", explicou David Silverman, sócio da PwC. "Nesse ritmo, será a segunda marca da história da publicidade na internet. No ano passado foram registrados 23,4 bilhões de dólares".

Enquanto IAB e PricewaterhouseCoopers não têm suas próprias comparações, eles citaram os números da Nielsen lançado recentemente, que relataram que somente a TV a Cabo saiu melhor que a internet no primeiro semestre de 2009. Mas os números da Nielsen para gastos com publicidade online no primeiro semestre são muito diferentes do IAB, comentou Sherrill Mane, vice-presidente sênior de serviços no IAB. "As metodologias são diferentes. Nós recolhemos os dados das receitas das empresas associadas (membros), enquanto a Nielsen utiliza diferentes fontes de dados". Além disso, a Nielsen olha só a impressão de publicidade baseada em exibição, o relatório do IAB/PricewaterhouseCoopers pesquisa todos os formatos de anúncios na Internet.

"Esses números representam a tendência da economia. Não diminuiu o interesse na área por parte dos consumidores e anunciantes", disse John Deighton, professor de administração de empresas na Harvard Business School. Ele apontou algumas tendências: Que o tempo gasto em sites de redes sociais triplicaram, enquanto a publicidade duplicou, segundo dados Nielsen. "As receitas revelam números pequenos, mas um crescimento muito substancial", frisou Deighton.

Então a grande pergunta: O investimento com publicidade online acabou? David Hallerman, analista sênior da eMarketer, disse que ainda tem aonde investir. "A escalada vai ser lenta. As indicações são de que, a segunda metade do ano ainda será baixa em comparação ao segundo semestre do ano passado, mas não vai ser como foi esse primeiro seis meses".




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