08 de Abril de 2011 • 07:05
A indústria automotiva, sempre à frente em inovações tecnológicas, está investindo pesado em aplicativos de aparelhos móveis que facilitam a vida dos motoristas de grandes centros urbanos -- seja para ajudá-los a se posicionar geograficamente, a verificar o desempenho dos carros ou a encontrar vagas de estacionamento e a oficina mais próxima.
Apenas para citar os exemplos recentes, a GM está lançando 14 novos modelos, (entre eles Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick) conectados ao aplicativo OnStar, que permite baixar dados dos veículos para os smartphones (veja aqui uma demonstração do Chevrolet Volt).
E o modelo 2011 do sedã de luxo Equus, da Hyundai, veio com um manual de intruções interativo completo para o tablet iPad (veja abaixo).
Já a alemã BMW abriu na semana passada um QG nos EUA para seu novo empreendimento, BMW iVentures Capital Fund, que investirá US$ 100 milhões em startups especializadas em serviços de navegação e mobilidade para smartphones. Uma das empresas já contratadas é a My City Way, provedora de serviços de tráfego e navegação, e uma segunda deverá ser anunciada em breve. A iniciativa segue o anúncio do desenvolvimento de novos veículos urbanos compactos da montadora, batizados de BMWi, que já têm dois modelos (i3 e i8) com lançamento previsto para 2013.
Visão de futuro
As iniciativas mobile dessas empresas focalizam o crescente e valioso target dos consumidores hight tech, que no médio prazo certamente irão compensar os investimentos. Segundo pesquisa divulgada ontem pela premiada rede de publicidade mobile Greystripe (www.greystripe.com/), os 851 usuários de smartphones com telas sensíveis ao toque entrevistados entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011 mostraram-se três vezes mais propensos a comprar um carro novo do que a média da população adulta dos EUA (15,6% contra 5,5%). No geral, 26% deles pretendem adquirir um veículo até o próximo ano, e 24% nos próximos três anos. Entre aqueles 26%, 60% vão comprar um carro zero quilômetro, sendo que para 55% o modelo poderá ser tanto nacional como importado.
Um dado interessante da pesquisa é que 78% dos pesquisados planejam usar os aparelhos de alguma forma para facilitar o processo de compra: quase a metade (48%), para fazer a pesquisa inicial dos veículos; praticamente a mesma proporção (44%), para comparar preços; 32% para localizar uma revendedora; e 23% para contatar as revendedoras ou os vendedores.
Publicidade
Embora sem revelar detalhes, a Greystripe declarou que o investimento em publicidade móvel das montadoras em sua rede mais que dobrou em 2010, e que a sua expectativa para este ano é de um ganho exponencialmente maior. E Dane Holewinski, diretor de marketing da rede, explica o porque: "As empresas estão conscientes do atrativo dessa audiência, e a indústria tem sido uma das mais agressivas no que se refere a campanhas rich media baseadas em toque. Os aplicativos mobile customizados serão a maior tendência em marketing automotivo em 2011 e 2012."
Mas pelo menos uma montadora não teve sorte em campanhas recentes: ontem a Apple obrigou a Toyota a retirar um anúncio recém-lançado para o modelo Scion (destinado a iPods e iPhones) da appstore do jailbreaker Cydia, o que, para muitos, foi mais um sinal da intenção de monopólio da Apple e da sua plataforma publicitária iAds.
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