22 de Fevereiro de 2012 • 13:58
Ontem, 21, aqui no Basket Ball City, um enorme galpão com dezenas de quadras de basquete ao lado do porto de Nova Iorque, quando o lendário corredor Carl Lewis subiu ao palco do evento com 400 jornalistas do mundo todo, foi lançada uma nova Nike. Não mais uma empresa de material esportivo. Pelo menos não mais apenas uma empresa de material esportivo. A nova Nike entende-se agora como uma empresa de tecnologia. Mais próxima da Apple do que de uma indústria fabricante de tênis e roupas. Moda continua na veia, mas a nova Nike mergulhou fundo na inovação tecnológica como o coração de sua estratégia de mercado. Isso transformou sua operação internamente de forma complexa e abrangente, em que o digital não é mais apenas uma plataforma de integração e comunicação com o público, como em Nike Plus, mas o sangue que corre nas veias e sustenta tudo que a companhia vai fazer daqui para frente.
Hoje, 22, pela manhã (à tarde aí no Brasil) essa elevação do digital ao patamar de centro máximo estratégico da empresa será anunciado em detalhes por Trevor Edwards, Global Brand and Category Management VP e por Stefan Orlander, VP Digital Sport (o Stefan você já conhece, esteve conosco no ProXXIma 2009 aí no Brasil). Estarei com os dois mais tarde para uma entrevista exclusiva aqui para ProXXIma, depois conto. Mas hoje ainda envio mais detalhes dessa novidade digital.
Nova pele
Ontem, 20, vimos em detalhes toda a nova linha de produtos Nike, com destaque para as novas tecnologias embarcadas na nova coleção de tênis e dos novos uniformes de basquete e atletismo. Novas máquinas, novos processos tecnológicos, micro engenharia, pesquisas exclusivas de novos materiais foram a base de cada detalhe da nova coleção. Tanto os tênis quanto as novas roupas foram concebidas como uma segunda pele. São tão leves que não se sente o uso. Um tênis pesa metade de um iPhone 4 e é tão flexível que se adapta a cada micro movimento de cada músculo e ossos do pé em movimento. É quase, digamos, “vivo”.
A nova Nike está também determinada a apagar sua pegada industrial no meio ambiente. Até 2025, tudo que produz e compromete a sustentabilidade do Planeta será eliminado e/ou compensado. Footprint zero. Cuidou também de limpar a sujeira trabalhista que contaminava indelevelmente sua imagem com a contratação de empresas asiáticas que operam com escravos e não operários. É o que asseguram seus diretores e assessores. Vamos ver.
Seja como for, cada novo produto da nova linha reduziu dramaticamente seu impacto ambiental, repensando materiais e métodos de produção.
Tudo isso junto vai levar a uma das metas emblemáticas da companhia: produzir cada tênis, para cada consumidor, dentro da loja, na hora da compra. A tecnologia e o know how para isso já estão de pé. As “peles” que agora são o corpo de cada tênis Nike, poderão ser reproduzidos em impressoras 3D, colados (sem costura) ao solado pré-produzido e o consumidor poderá sair da loja todo pimpão, com um novo tênis literalmente feito para ele e suas medidas, que ele mesmo ajudou a produzir ali na hora.
Quando isso vai acontecer? Nos grandes mercados da companhia, em poucos anos.
Fique ligado, ainda hoje a gente fala mais da nova Nike aqui.
*Pyr Marcondes, diretor da Plataforma ProXXIma, viajou a Nova Iorque a convite da Nike
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