São Paulo abre caminho para concorrentes do Uber

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São Paulo abre caminho para concorrentes do Uber

Decisão de regulamentar aplicativos de transporte individual marca nova fase e reforça o plano de outras empresas como Cabify, WillGo e BlaBlaCar

Luiz Gustavo Pacete
11 de maio de 2016 - 12h26

A Prefeitura de São Paulo confirmou, nesta terça-feira, 10, a regulamentação do uso de aplicativos de transporte individual no município, após muitas discussões e o adiamento, algumas vezes, do processo de votação. A decisão foi recebida  com protestos por parte de taxistas e celebrada pelo aplicativo Uber. Ficou estabelecido que, a partir de agora, os motoristas individuais poderão atuar na cidade desde que paguem taxas e respeitem regras.

No argumento da Prefeitura, “a regulação das novas tecnologias de transporte individual não prejudicará os táxis”. O argumento se baseia em uma pesquisa do aplicativo 99Taxis que mostra que 30% das chamadas fora do centro expandido da capital não são atendidas, o que configura falta de atendimento, na análise da Prefeitura. Em nota, o Uber comemorou a decisão: “tivemos o primeiro passo para garantir que aplicativos que fazem a intermediação de viagens por meio de tecnologia tenham um lugar na cidade. Seguimos com nossa missão de oferecer, ao simples toque de um botão, uma opção de mobilidade acessível e eficiente para todos.”

cabify

A Cabify opera em São Paulo desde o início do mês

A Prefeitura ressalta que a medida permitirá que outras empresas, além do Uber, passem a operar na cidade. Muitas delas, aguardavam a definição dos impasses legais para definir suas estratégias.

A espanhola Cabify, por exemplo, já observava a votação do projeto quando anunciou o início de suas operações no Brasil na primeira semana de maio. De acordo com Daniel Velazco Bedoya, head de operações e logística no Brasil, a estratégia em São Paulo será focar em regiões com potencial e não tentar cobrir toda a cidade no início. “Nossa expansão vai ser passo a passo, nós nos assemelhamos em vários pontos com o Uber, mas o mercado tem espaço para vários players e isso significa que é possível atuar em segmentos distintos”, diz Bedoya.

De acordo com o executivo, o serviço que será lançado inicialmente é o Cabify Light, uma espécia de Uber X, categoria com preços econômicos. A Cabify foi criada em 2011 na Espanha e já atua no Peru, Chile e México. Na semana passada, recebeu aportes de US$ 120 milhões da Rakuten.

Em março, a startup WillGo anunciou início das operações no Brasil. Sua estratégia  será a flexibilidade de opções que inclui, além dos sedans de luxo, veículos pequenos, sedans comuns, blindados e até motos para eventuais entregas de documentos e objetos.

lyft

Forte concorrente do Uber nos Estados Unidos, a Lyft recebeu um aporte milionário da General Motors

Outra empresa que já atua no Brasil é a BlaBlaCar. Criado na França em 2006, o serviço está capitalizado em US$ 300 milhões para investimentos em novos mercadosl. Outro grande nome de interesse no Brasil é a Lyft, um dos maiores concorrentes do Uber nos Estados Unidos que, em janeiro, recebeu US$ 500 milhões em investimentos da General Motors. No Brasil, apesar de disponível no Google Play, a empresa ainda não opera.

A 99Taxis que se notabilizou oferecendo serviços de chamadas de táxi também disputa esse mercado. Em fevereiro deste ano, o 99Top começou a realizar corridas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A empresa aproveitou a nova categoria de táxi preto criada no final do ano passado. Na ocasião, a 99Taxis informou que o principal objetivo era elevar o padrão do serviço por meio dos incentivos e boas condições dadas aos  motoristas.

O projeto que regulamentou os serviços de transporte em São Paulo foi fruto de uma consulta pública realizada em dezembro do ano passado. “O que a Prefeitura fez foi um convite ao debate, uma consulta sobre uma minuta de decreto que busca modernizar São Paulo, ampliando os serviços disponíveis, respeitando as categorias pré-existentes, sobretudo os taxistas, que estão preservados e até protegidos com a regulamentação, e disciplinando uma atividade que hoje é clandestina e que tem que ser trazida para a legalidade com regras claras. É um modelo bom para todo mundo”, afirmou o prefeito Fernando Haddad. A São Paulo Negócios, braço de fomento econômico da cidade, foi responsável por conduzir um grupo de estudos sobre o tema.  .

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