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MWC 2017: Ma che mobile che nada, belle!

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MWC 2017: Ma che mobile che nada, belle!

O Mobile World Congress já não é mais apenas mobile. Condensa e integra múltiplas tecnologias, porque tudo agora é conectado.

24 de fevereiro de 2017 - 14h51

O Mobile World Congress, ou MWC, é certamente o maior hub mundial do entrelaçamento das novas tecnologias de ponta atualmente disponíveis, o mais emblemático do que vivemos hoje neste mundo altamente interconectado.

Ele se chama mobile congress mais por vício de linguagem e pela sua história, mas na verdade, mobile é uma simplificação. Ele é hoje, talvez, o mais bem acabado evento da TIMC industry.

TIMC é um acrônimo que acabei de inventar e que resume Telecom/Technology, Internet of Things, Mobile e Communication, tudo ao mesmo tempo agora. Adicione aí os automóveis conectados e as cidades inteligentes, que não couberam no meu acrônimo, e você terá então uma visão um pouco mais abrangente e mais assertiva do que é esse evento hoje.

Mobile não quer dizer mais móvel, nem mobilidade. Quer dizer onipresença. Uma coisa leva à outra, mas são dimensões diferentes. O MWC deste ano vai falar da onipresença de tecnologias interconectadas, que tem por elo comum o mundo telecom e os devices móveis, mais que se amplifica para muitos outros mundos mais.

Vou dividir aqui com você apenas um pedacinho singelo da minha agenda de palestras que vou ver por lá:

The Disruptive Impact of Blockchain

Blockchain é a nova cadeia de valor das transações digitais, uma revolução criptográfica que garante sigilo e segurança máxima online, mas, muito mais do que isso, é uma cadeia de valor permanentemente interconectada em escala global, com um banco de dados igualmente global e descentralizado, por sobre o qual se realizam trocas de valores e de informações em tempo real. É quase uma internet dentro da internet, com códigos e lógica próprios. Como bem diz o título da palestra, algo com impacto disruptivo em nossas vidas. Dava para assistir só essa palestra e pegar o avião de volta. Teria valido a viagem já.

Mobile VR

Enhancing the Entertainment Experience – Não consigo ver nenhuma outra indústria em que a realidade virtual possa ser melhor aplicada do que na indústria do entretenimento (a do turismo, tá, vai lá). Pois o painel se propõe exatamente a mostrar como VR vai transformar essa indústria com sua solução tecnológica revolucionária.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Artificial Intelligence, Automation and Robotics

Bom, o título diz tudo. A inteligência artificial e a robótica estão ligadas umbilicalmente, embora sejam hoje indústrias ainda separadas (tenho para mim que serão uma coisa só em breve). A inteligência artificial está transformando todas as indústrias e a robótica vai criar um admirável mundo novo, no qual nos relacionaremos com maquininhas solícitas com carinha simpática, antropomórficas (com jeito humano), que nos atenderão e servirão como na casa dos Jetsons.

Network Analytics and Machine Learning

Analytics é o que explica e justifica todo o seu investimento em marketing e será cada vez mais a base lógica que alimentará nossa indústria de métricas. As networks de analytics tornarão esses parâmetros interconectáveis. Machine learning é a capacidade das máquinas aprenderem mais e mais com a sua própria experimentação, anabolizadas pela inteligência artificial, que vimos aí acima.

E onde está o tal do mobile? Está em tudo isso. E onde está o marketing e a comunicação? Será transformado por tudo isso. É então um evento parecido com o SXSW? Sim e não, porque embora o SXSW possa, de fato, tratar de todos esses temas, ele não tem ali ao lado a maior feira de telecom e aparelhos mobile do planeta.

A história do MWC

Então, vamos a um pouco de história do MWC. Quem organiza o MWC é uma associação chamada GSMA. GSM, talvez você saiba, é um sistema de telefonia. Ou seja, a organização que faz o MWC é uma entidade dos provedores do sistema GSM mundialmente. Ela nasceu na França, em 1982, como iniciativa da CEPT, Confederation of European Posts, para desenhar uma almejada tecnologia única pan-regional européia para as plataformas mobile. E se chamou então Groupe Speciale Mobile. GSM, certo?

O tal Groupe Speciale Mobile virou Global System for Mobile Communication (para manter a sigla GSM) e o sistema se transformou em um standard internacional de telefonia celular. O maior hoje dentre todos os sistemas de telefonia mobile em operação no mundo.

A letra “A”, de GSMA, surgiu em 1995, respondendo por Association, quando se criou então um grupo estruturado para apoiar o desenvolvimento do GSM no mundo. Mas foi bem antes, em 1982, que nasceu o primeiro evento da entidade, ainda então chamado de GSM World Congress, o avô do MWC. Ou seja, tudo isso foi, durante anos, puro mundo telecom. Operadoras e provedores de tecnologia de suporte.

Com o passar do tempo, ao lado da feira de tecnologia telecom, foi crescendo o número de estandes de fabricantes de celulares e o evento se transformou na maior feira do setor, com a presença de marcas clássicas como Samsung, LG, HTC, Blackberry etc., que até hoje esperam a ocasião para lançar mundialmente seus novos aparelhos.

Para a nossa indústria, tudo isso significa uma revolução. Uma revolução de novas possibilidades em andamento. Porque cada ponto de contato desse é uma possibilidade de comunicação, interação, relacionamento e conversão

Durante anos, o evento se realizou em Cannes, mas, a partir de 2006, transferiu-se definitivamente para Barcelona. Tornou-se MWC em seguida. Hoje, a feira engloba não só soluções mobile e telecom típicas, mas também, por exemplo, as tecnologias mobile embarcadas em automóveis. Ou seja, você vai numa feira de celulares e encontra estandes com carros expostos.

Foto: Reprodução

O WMC não engloba apenas soluções mobile e telecom típicas, mas também assuntos de inteligência artificial e machine learning. Foto: Reprodução

É a interconexão de tudo, como na minha sigla TIMC. Somos hoje 4,5 bilhões de pessoas utilizando aparatos móveis, o que significa aproximadamente 63% do planeta. Seremos 5,6 bilhões em 2020, estimativa segundo projeções da GSMA, o que responderá por cerca de 72% de penetração em todo o mundo.

Para a nossa indústria, tudo isso significa uma revolução. Uma revolução de novas possibilidades em andamento. Porque cada ponto de contato desse é uma possibilidade de comunicação, interação, relacionamento e conversão. Além disso, cada avanço como, por exemplo, o aumento da velocidade de conexão (empresas devem anunciar no evento tecnologias que aceleram significativamente a velocidade de conexão mobile a qual estamos acostumados hoje), ou ainda os avanços da realidade aumentada e realidade virtual nos celulares, ou ainda o mobile como plataforma de distribuição de conteúdos e publicidade, ou ainda a geolocalização como arma de vendas, ou ainda um montão de outras coisas, significam para a indústria da comunicação e do marketing um mundo cada vez mais novo de possibilidades.

É esse o mundo do MWC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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