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SoftBank: a empresa prontinha para o fim do mundo.

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SoftBank: a empresa prontinha para o fim do mundo.

O CEO da companhia fala no momento em que as máquinas serão mais inteligentes que o homem e prepara sua empresa para isso. Só que isso pode ser o fim dos homens.

7 de março de 2017 - 6h45

O que você diria de uma companhia que se propõe a oferecer conectividade para a era da Singularidade?

Poizé. É essa a proposta da SoftBank, que apesar do nome, não é um banco. Tem até um banco entre suas principais operações, mas SoftBank é uma empresa de telecom, energia e robótica japonesa, com operações em toda a Ásia, Europa e EUA. Detém, por exemplo, ações do Alibaba na China e Yahoo! no Japão. Mas sua maior empresa é mesmo a Sprint, o quarto maior carrier de telefonia móvel e internet dos EUA, comprada pelo SoftBank em 2013.

O gênio empresarial e visionário por trás e à frente dessa operação é um cara chamado Masayoshi Son, seu fundador, chairman e CEO. Masayoshi é a segunda maior fortuna do Japão. Dependendo do ranking, a primeira.

Mas é, mais do que o dono de tudo, o pensador de tudo.

Foi ele quem criou o slogan Conectivity for the Singularity Age.

No MWC 2017, ele brindou a audiência com uma das mais instigantes palestras do evento. A única, certamente, que falou em Singularidade. E, portanto, já por definição, a que mais enxergou o futuro.

Singularidade é quando as máquinas e os robôs superarem a capacidade da inteligência humana, algo previsto para acontecer nos próximos 25 ou 30 anos, segundo cientistas como Ray Kurtzweil, criador da Singularity University, da Califórnia.

Para muitos, esse será o momento do começo do fim do mundo. Não para o senhor Masayoshi.

Para que isso venha a acontecer, uma série de outras coisas vão acontecer antes. Entre elas, a integração de máquinas que pensam (Inteligência Artificial), com bancos de dados e robôs. E com a Internet das Coisas. E para que isso aconteça, por sua vez, toda uma infra-estrutura precisa estar antes conectada. Pois é essa empresa que o senhor Masayoshi quer que o SoftBank seja. Não no futuro, mas já.

Seu raciocínio estratégico leva em conta que o momento da Singularidade não acontecerá de repente, em 30 anos, mas que ele é um processo contínuo, que já começou, e que terá uma expansão exponencial em alguns anos, antes dos 30 previstos. Ele quer liderar essa transformação internacionalmente.

A SoftBank é a única operadora de telefonia do mundo que possui uma importante operação para fabricação de robôs, a SoftBank Robotics Holdings Corp. Essa companhia fabrica o Pepper.

Você já deve ter visto o Pepper por aí, na Internet. É aquele robozinho simpático que faz sucesso nas feiras de tecnologia mundo a fora. Ele é fabricado e vendido exclusivamente no Japão hoje, mas a companhia tem já um braço na Europa.

Mas não foi sobre nenhuma dessas empresas que o senhor Masayoshi falou a maior parte do tempo em sua palestra. Foi sobre uma empresa chamada Arm, cujo slogan é “provendo Internet das Coisas em massa”. É uma empresa de chips para o mundo da internet das coisas, que se propõem a colocar em seus chips a capacidade e a inteligência de processamento necessários para transformar a vida dos seres humanos, das cidades e das economias hoje e no futuro. É uma empresa que fabrica hoje 100 bilhões de chips. Um deles, possivelmente, já esteve ou está em algum aparelho que você tem.

O SoftBank pagou em cash US$ 20 bilhões para comprar a Arm há quatro anos. Masayoshi conta que quando ele fez isso, as ações de sua companhia despencaram para menos da metade do preço em poucos meses. E ele conta isso rindo.

Pois os investidores e o mundo começaram a entender melhor o que estava por trás de sua estratégia quando começou a cair a ficha de que, com a chegada da telefonia 5G, um dos grandes temas do MWC 2017, os chips para a Internet das Coisas serão a base tecnológica vital para que tudo funcione.

Aí as ações do grupo explodiram. Para cima.

Masayoshi alerta-nos para o fato de que serão esses chips que farão as máquinas pensarem mais e melhor que os seres humanos. Comparativamente, eles terão capacidade de processamento 10 mil vezes mais inteligentes do que pessoas como Einstein e Leonardo da Vinci, os cérebros humanos de mais alto QI conhecidos, por volta de 200. Pouquinho diante de um só chip da Arm.

Para complementar toda essa expansão na Terra, o SoftBank está trabalhando também no espaço. Está lançando centenas e centenas de satélites de baixo posicionamento, com proximidade de apenas 1,2 mil quilômetros do Planeta. Essa rede interconectará em altíssima velocidade e com incrível penetração geográfica toda a rede telecom do Grupo.

É isso que é exponencialidade. E é isso que é preparar uma companhia para promover a conectividade na era da Singularidade.

Vale a pena dar um Google e ver a palestra na íntegra do senhor Masayoshi Son no MWC 2017. Antes que, quem sabe, o mundo acabe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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