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A briga pelos 4 bilhões de desconectados do Planeta esquenta com a entrada de Elon Musk.

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A briga pelos 4 bilhões de desconectados do Planeta esquenta com a entrada de Elon Musk.

Você sabia que há mais gente desconectada ou mal conectada (4 bilhões) na internet no mundo do que conectadas (3,4 bilhões)? O plano do bilionário é colocar mais de 12 mil satélites na órbita baixa terrestre para acabar com esse gap. Imagine o tamanho desse negócio. E o impacto que pode ter.

6 de abril de 2018 - 8h10

 

A briga pelos 4 bilhões de desconectados ou mal conectados do Planeta estava já quente com os projetos de empresas como Facebook, Google e Amazon, além dos grandes players de telecom internacionais, cada qual com seu modelo de teste em andamento, para conectar ou melhorar, com banda largas de alta velocidade, a conexão dessa gente toda na internet. E tirar vantagens comerciais disso, é  óbvio.

Esta semana, o bilionário Elon Musk conseguiu autorização da FCC, agência regulatória dos EUA, para começar seu projeto megalomaníaco Starlink lançando, inicialmente, 4.425 satélites de órbita baixa, de um total de 12 mil, e assim entrar como gente grande, que é, no clube fechado de pouco mais de uma dezena de grandes players em busca desse Graal digital global.

Musk tem um asset que ninguém tem: a SpaceX, sua companhia de viagens espaciais, líder dessa indústria. É com ela que pretende povoar os céus sobre nossas cabeças de satélites de pequeno porte, alta performance, baixa latência (tempo de conexão) e alta qualidade de transmissão de dados e imagens.

O comunicado da FCC fala assim …  “Grant of this application will enable SpaceX to bring high-speed, reliable, and affordable broadband service to consumers in the United States and around the world, including areas underserved or currently unserved by existing networks.”

Ou seja, enche a bola do Musk.

Muita briga mercadológica e regulatória ainda vai rolar a partir de agora, com esse fato novo, no cenário mundial da conexão global total. Mas Musk sabe lidar com isso muito bem. Treinou bastante combatendo os maiores fabricantes de automóveis do mundo com seu projeto Tesla, hoje indiscutivelmente vencedor.

Para o mundo e para as empresas de presença global, o incremento da conectividade de bilhões de pessoas é como se estivéssemos abrindo um mercado mundial ainda maior do que o existente hoje, novinho em folha. As possibilidades de negócio são, evidentemente, gigantescas.

Acompanhemos, pois, o desenrolar da trama desse filme de ficção científica que, na real, é bem real. Muita emoção nas telas dos nossos devices conectados nos próximos anos.

 

 

 

 

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