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Todos contra os robôs! Mas e se eles forem seus consumidores?

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Todos contra os robôs! Mas e se eles forem seus consumidores?

Está chegando o momento em que máquinas responderão por nós a demandas de comunicação e marketing. Ou seja, se você trabalha em agência, anunciante ou em veículo de comunicação, o que é todo mundo desta indústria, vai ter que estar preparado para falar com um robô com muito cuidado e carinho, porque ele será seu consumidor. Não eu.

18 de julho de 2018 - 8h27

“Responde aí pra essa chata do telemarketing da operadora, Siri!”

Esse sou eu, em uns, digamos, dois ou três anos, falando com minha assistente pessoal.

Temos nos revoltado todos, justamente, com essa história de robôs olhando nossa publicidade online, em vez de gente de verdade. Um ultraje e uma infâmia do novo mundo digital, com suas artimanhas tecnológicas sempre prontas para ludibriar as métricas de visualização real da nossa publicidade digital! Certo, compa?

Pois pensemos um pouco mais a respeito.

Robôs já são hoje nossos assistentes virtuais, confere? Falo dos devices mais famosinhos da mídia, que ainda não se proliferaram no Brasil, como Alexa, Siri, Google Assistant e Cortana. Você já ouviu falar. E se já ouviu falar, também já ouviu falar que elas falam, certo? E que falam conosco, respondendo a nossa interação com um nível ainda um pouco precário de “entendimento” do que queremos, mas essa será uma interação que, com a intermitente e sempre incremental capacidade de aprendizado das máquinas via machine learning, só vai se sofisticar daqui para a frente.

Uma assistente pessoal dessas poderá ser, muito rapidamente, customizada para ser um chatbot que fale por nós, respondendo a interações e estímulos que cheguem até ela online, de várias formas diferentes. O fato é que ela poderá filtrar, responder e tomar algumas decisões em nosso nome, desde que instruídas para isso. No big deal do ponto de vista tecnológico.

Isso quer dizer que quem quiser falar conosco, a sua marca, por exemplo, terá que estar preparada para “convencer” a máquina a levar adiante algum tipo de comunicação ou oferta comercial. O emissor da mensagem terá que preparar suas próprias máquinas para falar com nossas assistentes, num diálogo que se dará, muitas vezes, exclusivamente entre elas, sem qualqwuer interação humana.

Então, muita calma nessa hora. Somos contra os robôs, mas não poderemos, muito brevemente, sermos contra todos os robôs.

No âmbito da mídia, se pensarmos bem, já hoje, um pedaço dessa interação só via máquinas já ocorre.

Um banner colocado online por uma DSP, distribuído pelas redes de exchange e geridos pelas trading desks, chega até nós via SSPs dos publishers, que nos entregam apenas aquilo que tem a ver conosco (ao menos em teoria, fora as merdas que muitas veze ocorrem nesse meio de caminho… mas vamos ficar só na tese aqui hoje).

Uma oferta da Amazon que chega até nós já foi programada por algumas máquinas, que já decidiram por nós o que devemos receber da Amazon.

São já máquinas “falando” ou “respondendo” em nosso nome, em essência, certo?

Pois será mais ou menos assim com as assistentes virtuais e com a Inteligência Artificial, que colocará mais e mais interfaces entre nós e aqueles que desejem se comunicar conosco online. Particularmente em nossa indústria.

Em excelente matéria da Contagious, que você pode ler aqui, essas e outras questões da interação intermediada por máquinas em nome de humanos (ou em relação com eles), são colocadas para reflexão.

Leia e fique inquieto. Ah, …. e bem vido ao clube.

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