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A propaganda na TV está crescendo. Entenda porque e conheça o novo conceito de TV, antes que ele morra.

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A propaganda na TV está crescendo. Entenda porque e conheça o novo conceito de TV, antes que ele morra.

TV é o que pra você? A Rede Globo? Certíssimo. Todas as TVs, abertas ou fechadas, são TV. E Netflix, é? Pois então, aí começa a complicar, mas a partir de agora, é também. E o You Tube, é? Pasme: é. Stories no Insta é? Opa, claro! Live no Face também? Também. As verbas estão crescendo na TV. E o que é mais louco: enquanto tudo isso agora também é TV, nada disso vai mais ser TV em breve. Quer entender? Então, senta que lá vem estória.

26 de julho de 2018 - 13h25

TV é abreviatura de televisão ou de televisor. Pode ser “tevê”, também.

Televisor é um aparelho eletrodoméstico que exibe imagens transmitidas pelo sistema de televisão.

Televisão é a combinação do vocábulo grego tele (“distância”) com o termo em latim visio (“visão”). Visão a distância. E a televisão que conhecemos são imagens áudio visuais transmitidas por ondas de uma determinada origem emissora e retransmitidas por antenas e satélites, via ar, ou carregadas até seu destino final via cabos.

Portanto, tudo  que citei aí acima, conceitual e etimologicamente, é TV.

Mas não é esse o ponto aqui, embora essa base etimológica (entender a origem das palavras é mais revelador sobre a história e seus significados do que normalmente imaginamos) seja bastante importante para o que vamos colocar.

Indo em frente.

Nos anos 1990/2000, mais ou menos, criou-se a expressão Web TV, que gostaria de explicar para todos nós que também na internet é possível fazer TV. Nesse caso, TV significando conteúdos digitais áudio visuais em formato de vídeos, que poderiam ser transmitidos ao vivo, mas também tendo a vantagem – que a chamada TV convencional não tem – de serem assistidos a qualquer hora, on demand.

Web TV é TV? Sim, Web TV também é TV.

Dessa primeira ponte original entre a TV e a web começaram a nascer plataformas digitais na internet que se especializaram na criação, produção e distribuição de conteúdos áudio visuais digitais transmitidos via internet para serem vistos a distância (tele+visio). A plataforma mais bem sucedida nesse formato digital de tele+visio é, como sabemos, o You Tube.

Outras vieram complementar a oferta, como já citei aqui, que são, por exemplo, os stories e as lives por todo canto. Isso também é tele+visio, só que na internet.

Por fim, mas nunca por último, veio agora o OTT, que quer dizer over the top. E porque …. “over the top”, sendo que essa expressão em inglês significa, numa tradução literal, “acima do topo”. Mas que topo é esse?

O topo referido aqui é a internet. São conteúdos áudio visuais transmitidos via streaming direto para a casa do consumidor, que se utilizam das conexões de internet existentes (providas pelas telcos), mas que não passam pelo seu sistema de bilhetagem. O sistema dá um migé geral nas telecomunicações e nos sinais abertos e fechados das TVs. Passa acima de todas essas estruturas. Acima do topo.

Todo esse conteúdo passou a ser consumido não mais apenas pelo televisor, mas cada vez mais via aparelhos móveis, o que multiplicou ainda mais a penetração e abrangência de distribuição dessa material audio visual de tele+visio.

Resumindo, TV hoje é tudo isso junto. Você pode até não chamar assim no seu plano de mídia, mas não só vai ter um dia que chamar, como vai ter que planejar e comercializar todas essas multi-possibilidades como algo que é, em verdade, um conjunto de tecnologias televisivas complementares no ambiente TV + digital.

É a soma de toda essa transformação e evolução da TV que resultou no título aqui deste artigo, assim como nos resultados capturados pelo estudo AdConnect’s, realizado em 35 países, sobre TV e publicidade, dando conta do incremento altamente saudável da venda publicitária da TV nos últimos anos. Essa venda cresce saudavelemente no período (e não diminui, como muito puderam estimar). 

É claro que verba pro You Tube não conta aqui. Não é isso. Mas o overall do raciocínio segue válido como premissa.

O estudo foi publicado pelo The Drum inglês, que chama a atenção exatamente para o que acabei de colocar: “Consumption habits are no doubt changing, and as a result TV has fully adapted, reinventing its content production and leveraging innovative technology – emerging not just as a screen but as a platform agnostic ecosystem. TV can be both broadcast and digital, thanks to VOD platforms, YouTube channels, broadcasting TV content – the list goes on and continues to grow”.

Sacou?

Então, TV é tudo isso junto. Mas sabe o que vai acontecer daqui a pouco? Não vai ter o menor sentido chamar You Tube ou streaming OTT de TV, porque, no fundo, não é mais. A diferenciação tornou-se tal que chamar de TV vai parecer uma designação ultrapassada, da Era do Fax, que, em verdade, é.

A expressão TV será coisa do passado em breve.

Mas por enquanto, fique com a excelente matéria do The Drum sobre o assunto e veja porque a audiência e as verbas de “tevê” jamais cairão. Muito pelo contrário, só vão crescer, e crescer e crescer, daqui pra frente.

It’s not the end of TV advertising – new research shows it’s not just surviving, but thriving.

 

 

 

 

 

 

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