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Adeus Gisele?

Haverá substituição de modelos de carne e osso por avatares digitais perfeitos e que não cobram salários milionários? No ambiente digital, porque não? Marcas começam a experimentar. Se cuida, Gisele!

22 de agosto de 2018 - 10h24

A moça linda da imagem é digital. Ela é sucesso no Instragram há um ano e está sendo utilizada para campanhas de cosméticos da marca Fenty Beauty. Batons, mais exatamente.

ela se chama Shudu Gram e encanta o público da África do Sul com sua aparência perfeita. De alguém que não existe na vida real.

Já tem 130.000 seguidores e tem na mesa alguns contratos para estrelar novas campanhas.

Shudu é criação do fotógrafo de beleza, moda e celebridades Cameron-James Wilson, que vive em Londres, na Inglaterra.

A digitalização humana é um dos passos que a tecnologia está percorrendo aceleradamente, na tentativa de “humanizar-se”. Pesquisas comprovam que consumidores de carne e osso preferem relacionar-se com robôs e avatares digitais que tenham um toque humano mais acentuado. Isso mitiga a eventual rejeição de quem não quer falar com máquinas.

As máquinas e toda a tecnologia da computação cognitiva estão cada vez mais sofisticadas na criação de soluções que enderecem essa eventual aversão. E quando olhamos para Shudu não há como não admitir uma atração e uma admiração instintiva imediata.

Ela venderá mais do que venderiam modelos reais? Veremos. De novo, no mundo digital, não há porque não. Nele, as pessoais reais ganham invólucro digital, porque estão inseridas num contexto que não lhes é natural. São imagens digitais, em última hipótese, apesar de pessoas reais na vida real. Exatamente como Shudu.

Compare as duas imagens abaixo. Qual a diferença entre elas, vendo aí no seu computador, a não ser que sabemos que a da esquerda é uma pessoa real?

Na web e no ambiente digital, estritamente, nenhuma.

Pense nisso. E me diga o que acha … pmarcondes@grupomm.com.br.

 

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