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Digital Burnout: você pode ter um

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Digital Burnout: você pode ter um

Burnout é uma síndrome conhecida desde os anos 70. Trata-se do que popularmente sempre chamamos de estafa. Todos conhecemos os sintomas. A novidade 4.0 e o Digital Burnout. Também uma síndrome, mas muderninha, totalmente resultante da insanidade digital em que se transformou nossas vidas. Atenção, você pode ter já os sintomas e nem se ligou. Perdão, se conectou.

4 de junho de 2019 - 5h52

 

Brian Solis, o guru e pensador digital que tivemos o prazer e a honra de trazer para o evento ProXXIma, em seu último livro Life Scale, no qual descreve-se a si mesmo como vitima do Digital Burnout, conta seu drama e nos dá dicas do como evitá-lo. Parece um livro de auto-ajuda, mas não é. É um grito de desespero e um alerta a todos nós.

Brian nos diz assim sobre a nova dinâmica digital de nossas vidas: “Ninguém nos preparou para isso. Gerações de educadores, nossas famílias, consultores e gestores, toda a ética e todas as normas (corporativas) não poderiam ter nos preparado para o avassalador ataque da informação atual, para as tempestades de busca por atenção, para a celebração dos interesses pessoais e do egoismo, nem para a inundação global das emoções egocêntricas”.

O resultado disso é um conjunto de sintomas que somam fadiga, perda total do poder de concentração, queda na produtividade, tristeza e depressão, defict de memória, sensação de impotência, ânsia por fuga, frustração generalizada. Esses sintomas podem ainda evoluir para somatizações físicas. Tudo fruto do excesso digital global atual.

Um dos lados mais assustadores disso tudo, reforça Solis, é que a cada interação digital e em função da tendência de incremento crescente de nossa dependência do mundo digital, a tendência, científicamente comprovada, é a perda de Q.I. Vamos ficando menos criativos, mais rasos, mais burros. E como não damos atenção aos primeiros sintomas, enquanto o burnout está ainda em formação, continuamos nos achando os reis da cocada preta. Inteligentões.

Só que não.

O burnout foi considerado pela OMS, oficialmente, uma doença sedmana passada (veja link abaixo).

Segundo pesquisa da Isma-BR (representante da International Stress Management Association), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse. Desse total, 32% sofreriam de burnout. E 92% das pessoas com a síndrome continuariam trabalhando.

Fiz as perguntas abaixo a especialista no tema Sabrina Ferrer, psicóloga-chefe do FalaFreud. Veja as respostas.

Porque só agora passou a existir essa doença?

Infelizmente o Burnout, já existe ha vários anos, ele foi descrito a primeira vez em 1974, hoje ainda as  pessoas tem muita resistência em admitir que podem estar sofrendo de Burnout, o que dificulta o tratamento e a possível “cura”.

Quais das características da sociedade contemporânea mais provoca o burnout?

Em um mundo cada vez mais competitivo, muita pressão, poucas válvulas de escape, cobranças em alta , prazos curtos, os seres humanos estão cada vez menos sabendo lidar com a rotina, colocar em prática a divisão das coisas.

Quais as recomendações clássicas para combater? 

Rever conceitos, pedir ajuda, admitir que todos somos falhos e temos limites.

E se as pessoas não se cuidarem, o mal vai se alastrar?

Sim, como vem se alastrando desde a sua “descoberta”.

As empresas podem fazer alguma coisa para ajudar no combate ao burnout de seus colaboradores? 

Sim, sempre, as empresas podem e precisam estar comumente interligadas com a qualidade de vida de seus profissionais, disponibilizando métodos de conhecimento profissional. Se possível  oferecer oportunidades para realização de atividades físicas na empresa. Promover maior interação entre Colaboradores e departamento de Gestão de pessoas.

Portanto, este aqui é um alerta! Atenção a sua vida digital exacerbada e exagerada.

Grandes milionários que fizeram suas fortunas com o digital tendem hoje a criar seus filhos sob estrito limite no uso do mundo excessivamente tecnológico. Nenhum desses caras é trouxa.

Se liga. Ou melhor, se desliga. Controla, pelo menos.

Veja aqui doc do time do M&M sobre o tema.

Veja aqui que a Organização Mundial de Saúde reconheceu oficialmente o burnout como uma doença.

Aqui, artigo com dicas de como reduzir os riscos do Digital Burnout.

Se quiser ler mais sobre o livro Life Scale do Brian, clica aqui. Eu já li. Tenho até um exemplar com dedicatória.

Pode ter certeza de que voltaremos ao tema.

 

 

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