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Uma das maiores agências do País depende cada vez menos de mídia e está mega feliz com isso.

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Uma das maiores agências do País depende cada vez menos de mídia e está mega feliz com isso.

Não posso dizer qual, mas a tal agência criou uma série de novos serviços pelos quais cobra de seus clientes e, enquanto suas receitas de mídia caem, ela bate metas de negócios e distribui bônus de crescimento aos seus felizes colaboradores.

5 de julho de 2019 - 7h30

Ela é grande, internacional e bem sucedida no País. Em um ano ou pouco mais, criou e implementou várias novas áreas de negócios, passou a prestar novos serviços pelos quais cobra de seus clientes, reformulou fortemente suas áreas de operação interna, evoluiu sua forma de pensar para uma dinâmica colaborativa em que o novo e o teste são bem vindos e estimulados desde a Presidência (ou até principalmente por ela), incorporou o espírito de uma startup crescidinha, fala hoje com propriedade de modelo agile, desenvolve novos negócios para seus clientes e, enquanto tudo isso acontece, observa, sem medo (muito pelo contrário) suas receitas de mídia encolherem.

No modelo, as novas fontes de receita são entendidas como o futuro. Sendo que as hoje 8 novas áreas de negócios e serviços da companhia não são fixas, podem mudar e, certamente, terão novas incorporadas nos próximos anos.

Tudo é testado e o erro faz parte da planilha.

A percepção é que o modelo do BV pode caminhar para um novo patamar, eventualmente menos parrudo do que hoje, e que pode vir a ser, nas palavras da presidência da agência, não sustentável em algum momento no futuro.

Para não ser pega de surpresa quando isso, por ventura, vier a acontecer, a agência fez uma radical transformação em si mesma e na relação com seus clientes.

Superou todas as suas metas de negócios de 2018 e todo mundo na agência recebeu bônus por isso.

Crônica de um futuro anunciado

No dia 25 de abril de 2016, exatamente às 14H06, publiquei este post aqui, chamado “Três decálogos para um mercado que dissolve”.

Faz, portanto, mais de três anos. Não sei como estou vivo até agora, porque, ainda hoje, sou criticado e, em alguns casos, odiado por ter publicado esse artigo.

Deixei de falar diretamente nesse assunto por, pelo menos, um ano, porque não quero ser odiado por ninguém e porque desejo fortemente que nossa indústria, ao contrário do título do meu artigo, de fato, não se dissolva coisa nenhuma. Até porque vivo dela e tenho que pagar uma continhas lá em casa.

Mas entre os decálogos, estão alguns dos modelos e soluções de novas receitas que sugeri então, sendo hoje adotados, na prátia, com variações, pela tal agência que comento aqui.

Não tenho nenhum orgulho por isso. Zero. Até porque nos decálogos previ desastres que estão acontecendo e não tenho nenhum prazer em ver empresas quebrando e desaparecendo, nem em ver um batalhão de gente desempregada na nossa indústria porque acertei algumas previsões catastróficas que estão se confirmando.

Que porra de orgulho eu poderia ter nisso ?

No entanto, inegavelmente, fico muito, mas muito, mas muito feliz em ver as agências que operam no Brasil se mexendo e se transformando, como também comentei em um post esta semana.

Dou aqui meus parabéns a tal agência misteriosa, a sua presidência e a suas equipes.

Não tenho a menor ideia se tudo o que vocês estão fazendo dará certo. Nem vocês.

Mas tentar, além de todo o mérito da coragem e do gesto, será, certamente, a forma mais segura (e única) de garantir o futuro da agência. E, torço e espero fortemente, a estratégia mais eficaz para a superação de suas metas, com os respectivos e merecidos bônus a todos por isso.

 

 

 

 

 

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