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Tudo será serviço e vamos vender gente, software/dados ou devices. E deu.

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Tudo será serviço e vamos vender gente, software/dados ou devices. E deu.

Todos esses cenários (HaaS, SaaS e DaaS) contemplam operações altamente escaláveis e economicamente sustentáveis, numa perspectiva de economia em permanente transformação. Independente da vertical, o modelo de remuneração do negócio se dará por meio do pagamento pelo uso

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21 de outubro de 2019 - 7h08

Por David Reck (*)

David Reck

Num futuro bem próximo, provavelmente todas as empresas, exceto as de bens de consumo e de experiências, farão parte de três – e apenas três – verticais de mercado: gente, software/dados e devices. Human as a Service (HaaS). Software as a Service (SaaS). Device as a Service (DaaS).

Quem almeja que o próprio negócio se mantenha vivo, ao menos no médio prazo, deve entender em qual desses três cenários estará posicionado. Se chegar à conclusão que não se enquadra em nenhum e não atua com bens de consumo ou experiências, é porque, provavelmente, já está em vias de deixar de existir. Sim, me refiro à extinção, ao aniquilamento ou a qualquer outro sinônimo que expresse obliteração. Será o fim.

Todos esses cenários (HaaS, SaaS e DaaS) contemplam operações altamente escaláveis e economicamente sustentáveis, numa perspectiva de economia em permanente transformação. Independente da vertical, o modelo de remuneração do negócio se dará por meio do pagamento pelo uso (pay per use), sendo decretado o fim da necessidade de posse de produtos ou serviços. No “admirável mundo novo” (não aquele narrado por Aldous Huxley, mas o que estamos construindo neste momento), tudo será acesso. Logo, logo, as pessoas em geral não precisarão possuir um carro, por exemplo, mas desfrutar de mobilidade. Será uma verdadeira revolução. Ou uma transformação, digital, para utilizar um termo do momento. Essa ideia não é nova, lembro de ouvir e discutir sobre ela em eventos de inovação pelos menos mais de 15 anos atrás, mas agora está se tornando realidade e ganhando escala rapidamente.

De agora em diante, as empresas passarão mais e mais a operar em frameworks de aplicações preexistentes – ou evoluindo a partir de bases também preexistentes.

Na representação clássica da infraestrutura das empresas, a título de exemplo, já era de praxe desenhar uma camada abaixo das companhias. No entanto, com a Nuvem e com a criação de negócios SaaS, surgiu uma camada abaixo chamada PaaS (Plataform as a Service). Assim podemos ir além e apropriar também da área de tecnologia o termo XaaS (Anything as a service) e definir que qualquer novo negócio pode ser construído como serviço a partir de outros já existentes.

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Dessa forma, as aplicações serão – na verdade, e em boa parte dos casos, já são – pervasivas. Ou seja: estarão permeando todos os elos e layers da cadeia e dos ecossistemas. Esse cenário já é válido como framework para as empresas e para as indústrias em geral. Sendo igualmente válido para os mercados de marketing, comunicação, conteúdo e mídia.

A evolução da cadeia se dará por superposições de inovações incrementais ou até disruptivas, mas que serão acomodadas em formato multidimensional, em camadas, umas sobre as outras. É só observar: novos negócios estão surgindo a partir da “interligação” de ofertas das startups já existentes, uma vende comida, outra transporta, outra realiza a cobrança, o entregador pode ainda utilizar o patinete de outra, além de soluções de desbancarização de outra para o recebimento, tudo integrado, apenas para citar um breve exemplo.

Apenas algumas grandes empresas, menos de 10, possuirão a infraestrutura básica, necessária para que a transformação aconteça (já contando, inclusive, com todos os modelos e algoritmos de Inteligência Artificial). As demais serão “construídas” a partir dessas matrizes. Hoje, no cenário em voga, as “Big Nine” são a referência: Google, Amazon, Microsoft, Facebook, Tecent, Apple, IBM, Baidu e Alibaba. Eis o nosso novo mundo. Bem-vindo a ele!

Pode soar absurdo, mas vivemos numa era de pouca inovação tecnológica. As inovações a que temos testemunhado, na verdade, são de modelos, processos e negócios, com o propósito de gerar boas experiências para usuários e consumidores.

Pode observar: em geral, as empresas tidas como “inovadoras” não criaram nenhuma tecnologia nova: apenas formataram ofertas utilizando “pedaços” do que já estava disponível. O motivo? Bom, não é mais necessário investir para criar, manter e evoluir o que já está feito e a disposição de todos, com pagamentos proporcionais ao uso.

Eis alguns exemplos: o iFood e a Loggi são empresas que monetizam “gente”. A Yellow, devices. E o Nubank e a Netflix, software e dados. Essas cinco são o que eu chamo de “Empresas Programáticas”, em que tudo está interligado; com decisões e propósitos, realmente, orientados a dados.

No entanto, os modelos também podem ser mistos. Talvez, a maior parte dessas empresas, inclusive, já opere nas três frentes, com softwares/dados, devices e pessoas atuando em sincronia, por meio de uma cadeia preestabelecida. Outras, no entanto, podem operar apenas na camada de “ativos virtuais”: esfera em que, por exemplo, as que monetizam gente não “possuem” pessoas, e as que capitalizam produtos não dispõem realmente dos artigos. Ou seja: tudo e todos estão à disposição de tudo e de todos, na rede.

Mais à frente, contaremos ainda com soluções ativas para a gestão otimizada de toda a cadeia de energia. E, sobre esse gerenciamento, teremos a camada de “conexão sem fim”, favorecendo o consumo digital – igualmente sem fim. Com tudo, absolutamente tudo, conectado: tecnologia, energia, modelos matemáticos, Inteligência Artificial e conexão. Tudo à disposição, com baixo ou nenhum custo. O desafio, contudo, estará no business, no propósito e na experiência com foco no cliente no centro de tudo.

Grades mudanças à frente, players. Grandes oportunidades também.

“Venderemos” gente, software/dados, devices ou uma combinação entre eles? Pense nisso!

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