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O que fazemos quando a maior parte da internet é fake?

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O que fazemos quando a maior parte da internet é fake?

Quando a maior parte da internet é fake, nossa única saída é disseminar uma vacina poderosa como antídoto: o conhecimento.

27 de novembro de 2019 - 8h18

Os estudiosos da academia e os analistas tecnológicos de mercado são unânimes em concordar que parte significativa do que acontece na internet hoje não corresponde a verdade. Alguns afirmam que é a maior parte. Não sei. Até pode ser que seja.

Mas o que é a verdade?

Difícil responder. Filósofos desde a Grécia se digladiam acumulando em milhares de anos um arsenal fascinante, mas de compreensão altamente complexa, de sistemas de pensamentos teóricos sobre o tema.

Não vale a pena discutirmos isso aqui agora, porque dificilmente haveria consenso.

O truque no nosso caso (da internet) é entender a mentira. Mentira é o que se inventa sem consistência ou constatação comprovada, seja por ignorância, seja, como é nosso caso, por intenção deliberada de transfigurar o que é, naquilo que nunca foi.

Há todo tipo de inverdade na internet. Calúnias pessoais, bulling social, infâmias raciais, achincalhe moral, você sabe, você acompanha, todo tipo, enfim.

Parte significativa do que entramos em contato hoje nela, notadamente no âmbito da informação de impacto político (e aí cabe quase tudo, já que desde um buraco de rua a toda a política de sustentabilidade do Planeta, tudo tem impacto político), é, como definido acima, mentira. Ou fake.

No nosso mercado, um setor de alto impacto econômico porque alavanca (ou desalavanca) todos os demais negócios, parte igualmente relevante do que se comunica e trafega na forma de mídia digital é igualmente fake. Já falamos sem fim sobre isso aqui.

Trata-se, portanto, de um mal viral da sociedade contemporânea. Uma peste negra cujo impacto ainda é hoje desconhecido sobre nós.

Seu vetor é o próprio Homem. Bem, uma parte podre dele.

Só que ao contrário de vírus e bactérias, e mosquitos, o Homem é vetor que pensa. Trama. Arma. Pica e transmite com requinte e excelência.

Quando a maior parte da internet é fake, nossa única saída é disseminar uma vacina poderosa como antídoto: o conhecimento.

Só quando a maior parte dos afetados conhecer e entender que, de fato, há manipulação, que ela é intencional e que sua forma acabada é a mentira, teremos chances de combater o contágio.

Conhecimento não é fácil de disseminar, mas é possível de promover.

E uma das ferramentas mais eficazes de promoção que conhecemos em tempos modernos é a comunicação. Arma letal que dominamos tão bem em nossa indústria.

Existe, sim, vacina contra tudo isso e nós a conhecemos.

Se esta indústria lançar (e isso começa em cada um de nós, para só depois se espalhar para as empresas nas quais atuamos) as bases de programas de difusão, em doses massivas, de conhecimento, aniquilamos ou ferimos de morte o contágio, a mentira e o mal que nos aflige.

E aí vai ficar bem mais fácil de compreender, finalmente, nós e os filósofos, o que é a verdade.

 

 

 

 

 

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