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Na Unilever, CMO agora se chama Chief Digital & Marketing Officer.

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Na Unilever, CMO agora se chama Chief Digital & Marketing Officer.

O novo cargo de Chief Digital & Marketing Officer, em que o digital vem antes do marketing, como define seu próprio Presidente Alan Jope, surge para garantir o futuro da companhia.

13 de dezembro de 2019 - 7h40

Quem assume o novo cargo é Conny Braams, executiva com histórico consagrado em transformações digitais na companhia na Europa.

Na prática, o digital suportará e anabolizará o marketing, que continua sendo obviamente vital para empresas e marcas como a Unilever.

Mas quem explica melhor a razão do por que a companhia fez a mudança de perfil e definição de seu anterior cargo clássico de CMO é seu o próprio CEO, Alan Jope: “Como nossa Chief Digital & Marketing Officer, sua experiência será crítica na transformação da Unilever em uma organização adaptada ao futuro e totalmente digitalizada, na ponta da fronteira do marketing de consumo”.

É bem mais que uma redefinição de job description. É um sinal de – mais uma – mudança de credo de uma das maiores companhias de consumo de massa do mundo, em que o digital assume protagonismo como vocação inalienável para a conquista do futuro.

Várias outras grandes empresas globais estão fazendo mudanças semelhantes e a razão para isso é exatamente a que Mr. Jope descreve: não haverá destino para o marketing das companhias se ele não estiver fundamentado, em alguma medida, no ambiente tecnológico em que o digital é rei.

Será aí que se dará a definição de como melhor atender o consumidor. E essa é a chave de tudo.

Tecnologias digitais não caminham sozinhas e não entregam excelência sem um propósito mercadológico claro. Quem define isso são executivos altamente qualificados na disciplina.

Mas essa alta qualificação passa hoje pelo amplo domínio não só de ferramentas e processos digitais, mas também de como o arsenal digital se encaixa nos objetivos estratégicos e de negócios das empresas, tendo o consumidor no centro.

A clara vantagem dessas tecnologias diante do mundo analógico clássico é sua maior precisão, sua capacidade de evolução adaptativa aos cenários em permanente transformação da vida real das pessoas e do consumo. Sem elas, nenhuma companhia estará pronta para o futuro em que esses câmbios serão cada vez mais profundos e mais velozes.

E sem gente qualificada com essas habilidades contemporâneas liderando o marketing, a probabilidade de qualquer companhia manter-se competitiva se reduz drasticamente.

Veremos mais e mais essas mudanças no cargo e papel do CMO nos próximos anos. Não há aí nenhuma vingança contra o cargo, nem desrespeito a relevância da função. Trata-se de uma guinada histórica inevitável.

Adaptar para não morrer, certo Mr. Jope?

 

 

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